sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Diário - Teatro - Antígona, com Andreia Beltrão


Diário - Teatro - Antígona, com Andreia Beltrão


Dia 22 de setembro passado, uma sexta-feira, estive no Theatro São Pedro para assistir à peça Antígona, em formato de monólogo, estrelado por Andreia Beltrão, como parte da edição do Porto Alegre em Cena deste ano.

De fato, essa apresentação de Antígona é uma adaptação da peça original de Sófocles. E uma experiência muito interessante.

Andreia Beltrão assume a função de uma contadora de histórias. No palco ela é uma narradora, uma atriz que assume múltiplos papéis, e mesmo uma sonoplasta na medida em que reproduz sons e gritos de luta. Ela vai nos conduzindo ao longo de boa parte dessas histórias, começando por Édipo, o pai de Antigona, e toda a série de tragédias se desenrolariam a partir de uma profecia sobre a criança, para chegar ao auge com Antígona que queria dar as devidas honras fúnebres ao irmão Polinices, tratado como traidor por Creonte, o novo rei de Tebas. A tragédia seguirá depois pela própria família de Creonte.

E a performance de Beltrão é realmente fascinante. Seja como uma narradora, seja encarnando Antígona, seja encarnando Creonte, ou o profeta cego Tirésias. Há momentos para rir, e momentos para quase chorar. E em todo momento sabemos que é ela, Andreia Beltrão, que está ali, pois são frequentes as pequenas pausas que a atriz faz para se rehidratar. 

Mas a verdade é que ela nos transporta para a Grécia mítica de muitos séculos antes de Cristo. 

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03/10/2017.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Sessão de Autógrafos de Fernanda Mellvee - "Mulheres em Lavanda"

Sessão de Autógrafos de Fernanda Mellvee - "Mulheres em Lavanda"



No dia 21 de setembro passado, uma quinta-feira, estive na sessão de autógrafos do livro "Mulheres em Lavanda", tradução de Fernanda Mellvee para o conto "Women in Lavender", de William John Locke

Esse conto gerou uma adaptação para o cinema, em produção inglesa, com o mesmo título, mas que no Brasil se chamou "O Violinista que Veio do Mar" (2004). 

O livro contém o conto de Locke, na tradução de Mellvee, mais um ensaio da tradutora a respeito.

Fui o primeiro a chegar à sessão de autógrafos, e, também o primeiro a sair. Na rede social, havia a promessa de presença de muitas pessoas. Espero que tenham comparecido.

Agora é ler o livro, assim que der (a fila é grande).

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Mellvee autografando...
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Fernanda Mellvee e seu editor Roberto Schmitt-Prim
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03/10/2017.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sobre "Frida Kahlo, À Revolução"


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No táxi, de volta para casa:

Ela: - Ela é uma grande artista. Conseguiu interpretar vários papéis no decorrer da peça.

Ele: - Não. De fato, ela interpretou apenas uma personagem, a Frida Kahlo.

Ela: - Sim, mas interpretou Frida Kahlo em diversas fases da vida dela. É como se fossem personagens distintos.

Já em casa:

Ele: - Eu gostei das diversas soluções que ela deu para retratar situações na peça. Aquela da perda do filho foi muito tocante. E a maneira de interagir com Diego Rivera. E a maneira para representar os quadros na exposição em Paris. Muito legais. 

Ela: - Sim. Muito criativo.

Falavam da apresentação a que recém tinham assistido da peça "Frida Kahlo, À Revolução", uma interpretação da artista plástica mexicana que viveu no século XX, e que conseguiu transcender suas dores pela arte (ou não), e acabou virando símbolo do feminismo, e ícone pop. Esta montagem tem Juçara Gaspar no papel principal, e participação de Luciano Alves, que executa a trilha sonora da peça ao vivo. 

Estas apresentações, que aconteceram entre 31 de agosto e 3 de setembro, e de 7 a 10 setembro, no Teatro Renascença, encerraram a temporada 2017, desta peça que já vem  sendo apresentada há oito anos.

De fato, Juçara Gaspar encarna Frida Kahlo, impressiona e emociona, além de demonstrar simpatia, se reunindo e tirando fotos com os espectadores ao final da apresentação. 



18/09/2017.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Diário - cinema - Dunquerque


Diário - cinema - Dunquerque 


"Dunquerque" ("Dunkirk", Reino Unido/Estados Unidos/França/Holanda, 2017) é um filme que tenta recriar parcialmente o evento que passou à história como "Retirada de Dunquerque". No caso, quando França e Inglaterra declararam guerra à Alemanha, em 1939, a Inglaterra formou uma força expedicionária que foi enviada à França para enfrentar o exército alemão. 

Contudo o exército alemão conseguiu vencer as batalhas na frente ocidental, e a força expedicionária ficou encurralada na cidade balneária francesa de Dunquerque, a Dunkirk do filme. Diante disso, a Inglaterra fez um esforço para tentar evacuar parte das tropas de volta à Grã-Bretanha. A ideia era resgatar entre 30 e 40 mil soldados. Conseguiram evacuar mais de 330 mil. 

O filme recria isso, estabelecendo o tempo dos homens na praia (uma semana), o tempo de uma embarcação civil envolvida no resgate (um dia) e o tempo de uma missão da força aérea britânica (uma hora). O filme não tem bem um enredo, quase não tem diálogos. Mas é tenso a maior parte do tempo. E bom. 

23/08/2017.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Morreu Carlos Heitor Cony



Dia 5 passado faleceu o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony. 

Eu devo ter começado a ler seus textos muito tardiamente, na Folha de Sâo Paulo, possivelmente no final dos anos 1990, ou início dos 2000. Isso levando em consideração que ele escrevia desde a década de 1950.

Na faculdade acabei por conhecer o livro "O Ato e o Fato", com crônicas escritas durante a década de 1960, denunciando a então nascente ditadura militar brasileira. Li algumas das crônicas do livro. Me lembro em especial de uma em que Cony denunciava que as equipes que iam prender subversivos, eventualmente "apreendiam" também eletrodomésticos da casa desses subversivos. Coisas daquele tempo. 

Mais recentemente li "Quase Memória", livro que mistura romance, com memorialística, e uma grande homenagem ao pai de Carlos Heitor, o também jornalista Ernesto Cony. 

Carlos Heitor Cony chegou a provecta idade, 91 anos, e fazia tempos se tratava de um cãncer linfático.

Sábado passado citei nas redes sociais o longo perfil biográfico dele, feito por Bernardo Ajzenberg, para a Folha de São Paulo. Ali há algumas coisas que eu conhecia, e muitas coisas que eu não conhecia do escritor.

Tão alentado perfil me fez desconfiar de algo que acho que o jornalista Juremir Machado da Silva tinha informado, que certas personalidades, a partir de uma certa idade, já ficam com perfis necrológicos prontos para serem publicados, apenas sendo atualizados periodicamente. Coisas do jornalismo.

Enfim, morreu Carlos Heitor Cony. Vou sentir saudades de alguns de seus textos.

08/01/2018.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Um comentário sobre coisas fora de lugar no filme Mulher-Maravilha

Um comentário sobre coisas fora de lugar no filme Mulher-Maravilha


Atenção: este comentário pode conter algum chamado "spoiler", que revele tramas do filme Mulher-Maravilha.
Está certo. Eu reconheço que "Mulher-Maravilha" é uma ficção, uma fantasia, sobre uma super-heroína que sai de seu esconderijo para ajudar a humanidade.
Contudo há coisa fora de lugar no filme. Algumas delas para dar o ar de mocinhos e bandidos, mas bem que poderiam ser diferentes.
A coisa mais fora de lugar, certamente é caracterizar o exército alemão da Primeira Guerra Mundial, como se fosse o da Segunda Guerra. Não eram. É certo que no final da Primeira Guerra, os capacetes do exército alemão eram semelhantes àqueles usados na Segunda Guerra (no início eram os capacetes prussianos, aqueles com uma seta no topo), mas isso não faz com que a tropa tenha o mesmo comportamento.
E certamente a criação de gases venenosos não era uma maldade das tropas do Kaiser, a não ser no sentido que toda criação de armas de guerra o são. Criar gases venenosos era  criar mais uma arma contra o inimigo. Alguém critica os ingleses por terem colocado em campo os primeiros tanques de guerra?
Por fim, por que um dos principais vilões da trama tinha que se chamar Ludendorff? Explico. Ludendorff foi o comandante das tropas alemãs no final da Primeira Guerra. Naquele momento, a Alemanha lutava apenas na frente ocidental, com a Revolução Russa liquidando as ambições czaristas na frente oriental. A Alemanha, sem recursos, acabou sendo derrotada em novembro de 1918. E o general Ludendorff acabou falecendo de causas naturais, em 1937. Assim, me pergunto porque um dos vilões do filme da Mulher-Maravilha é justamente Ludendorff, que, acaba morto por Diana, pelas indicações do filme no início de 1918? Por que não inventaram um general Schultz ou Schimitt, sobrenomes alemães mais ou menos comuns?
De novo digo, demonizar os alemães faz parte da infantilização do público, pois realmente é difícil querer caracterizar qualquer dos exércitos em guerra na Primeira Guerra como bom ou mau. Eram simplesmente exércitos, representando os interesses de seus respectivos países.
Teria sido mais fácil para todos se tivessem colocado o início da atividades de Diana entre a humanidade na Segunda Guerra, como fez a série televisiva dos anos 1970 com Linda Carter.

04/07/2017.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Diário - cinema - Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Diário - cinema - Valerian e a Cidade dos Mil Planetas


"Valerian e a Cidade dos Mil Planetas" é um filme de ficção científica francês, falado em inglês, que apresenta o agente policial Valerian (Dane DeHann) e sua parceira Laureline (Cara Delevingne). 

Quando são designados para recuperar um "conversor Mül", num mercado negro, num planeta bidimensional, Valerian entra contato com seres de um mundo que foi extinto trinta anos antes, e precisa investigar o que aconteceu, quando volta para a tal Cidade dos Mil Planetas. 

A Cidade dos Mil Planetas é, de fato, a antiga Estação Espacial Internacional, que cresceu enormemente, e abriga diversos seres extra-terrestres, além de humanos de diversas origens. 

E, claro, Valerian fica xavecando Laureline no decorrer do filme.

A propósito, muito legal é a cena inicial com muitas chegadas de delegações à Estação Espacial ao som de Space Oddity, de David Bowie. 

Apesar de feito recentemente, a origem da história está em quadrinhos franco-belgas criados a partir de 1967. Uns dez anos antes de "Guerra nas Estrelas" ("Star Wars"), portanto. 

Alguns tiroteios e perseguições, algum alívio cômico, alguma estética de vídeo game, e estamos conversados. Um filme razoável. 

Um detalhe curioso é vermos na tela, mais bandeiras da China que dos Estados Unidos. Possivelmente uma brincadeirinha do diretor francês Luc Besson. 


22/08/2017.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

2017 vai terminando


2017 vai terminando



2017 vai terminando, 2018 vem chegando.

Este foi o ano de menor atividade, ou de menos publicações, desde que este blogue iniciou em 2011. 

Não é que eu não esteja escrevendo, mas ando com certo fastio de publicar. Tem diversos textos aguardando. Basicamente registro de atividades durante esse ano de 2017. 

Assim, é bem provável que haja um "vazamento" de textos de eventos em 2017, sendo relatados em 2018. 

Coisas da vida.

Coisas de blogueiro.


25/12/2017.