quarta-feira, 30 de março de 2011

José Alencar, Um Grande Brasileiro

José Alencar, Um Grande Brasileiro

Faleceu ontem o ex-vice-presidente da república, José Alencar.

Era um homem que há tempos lutava contra diversos tumores que iam surgindo em seu corpo. Ontem, afinal, os tumores prevaleceram. E chamou a atenção no caso que o desenrolar dos fatos tenha se dado tão rápido.

José Alencar lutava contra sua doença em praça pública. Pelo noticiário era possível acompanhar suas internações, as intervenções cirúrgicas que sofreu, novas internações, tratamentos experimentais, etc. E, em geral, parece que ele aparecia sempre sorrindo para as câmeras, enfrentando o câncer com resignação, quase galhardia.

Nesse aspecto, e por conta de sua luta contra a doença desde os anos 1990, eu imaginava que ele ficaria vários dias internado antes de sucumbir. Não foi o caso. Ontem, por volta de uma da tarde, alguém comentou comigo que o ex-presidente havia sido internado novamente, e que os médicos diziam que o caso era grave, e que fariam apenas o possível para aliviar seu sofrimento. Cerca de duas horas mais tarde, outra pessoa avisou que havia visto a notícia do falecimento de José Alencar.

Se não investigarmos, o que podemos dizer de José Alencar? Pelo noticiário sabemos que foi um grande empresário, verdadeiro “self-made man”, que iniciou com um pequena lojinha e se tornou grande industrial. Após ter se consolidado como empresário se lançou na carreira política, onde se elegeu como senador pelo estado de Minas Gerais, e formou a chapa presidencial com Lula para as eleições de 2002. Eleito vice-presidente, foi leal ao presidente durante os dois mandatos, embora fosse um crítico contumaz da política de juros altos do governo de que participava.

Teve um caso mal explicado de um pedido de paternidade, no qual se negou a realizar um teste de DNA, e é o que poderia ser dito como possível mácula, nessa sua vida pública.

Mas o fato de ter ajudado a eleger um presidente, em um governo que se tornou extremamente popular, ter tido uma história pessoal de superação, e mantido uma longa luta contra a enfermidade, como eu já disse, em praça pública, lançam sobre ele uma aura muito mais benigna que qualquer outra coisa.
É por isso que no título deste texto ele foi chamado de “um grande brasileiro”.




30/03/2011.

Diário – cinema – U2 3D



No final de semana fui ao cinema, e assisti o show do U2 em “3D” que estava passando em uma das salas. A ideia era assistir ao filme Cisne Negro, mas por algumas circunstâncias o programa acabou mudado.

O show transformado em filme “U2 3D” já havia estado em cartaz não muito tempo atrás. A produção é de 2008, e junta imagens coletadas na turnê “Vertigo”, a partir de 2006, em Buenos Aires, São Paulo e Santiago. Quando “U2 3D” foi lançado nos cinemas faz uns dois anos, a notícia era que este show não seria transformado em DVD, nem passaria na TV. De fato, não saiu em DVD, mas a maior parte de um dos shows da turnê “Vertigo” realizada em São Paulo foi transmitida pela TV Globo. Não em “3D” é claro. E há o DVD da turnê “Vertigo” em Chicago.

A turnê atual, chamada “360º”, que chega ao Brasil agora em abril já tem DVD lançado.

O show-filme foi reapresentado em três sessões no final de semana passado em uma das salas do Arteplex, do shopping Bourbon Country aqui de Porto Alegre. Uma na sexta-feira, outra no sábado e outra no domingo, sempre às 21 h, com um ingresso um pouco caro, de R$ 30,00 .

Para fãs é um belo show, iniciando com a própria canção Vertigo, passando pela emoção de “Sometimes You Can't Make It On Your Own”, e algumas antigas como “New Year Day” e “Pride (In The Name of Love)”. E eu acho muito bom um show em que lá pelas cansadas, seja declamada parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Os efeitos de 3D são bem legais. Em alguns momentos se tem a impressão que Bono vai se lançar em cima da plateia do cinema.

Um belo show! Pena que não será lançado em DVD...




30/03/2011.

terça-feira, 29 de março de 2011

Diário – Leituras – Gen – Pés Descalços



No original japonês: “Hadashi no Gen”, ou a versão em inglês: “Barefoot Gen”.

A leitura de Santo Agostinho e suas Confissões ganhou uma pequena pausa por conta dos livros da história em quadrinhos “Gen – Pés Descalços”1 que meu filho arranjou emprestado. Nos dias de hoje, uma história em quadrinhos em quatro volumes, com a complexidade mostrada para contar a história de Gen seria pomposamente chamada de “graphic novel”. Eu continuo chamando de história em quadrinhos, o que não é nenhum demérito.

Gen é o personagem protagonista dos livros. Um menino que deve ter entre 10 e 12 anos de idade, com um pai artesão, dois irmãos, uma irmã, e uma mãe nos últimos dias de gravidez de mais uma criança. Os livros contam sobre o Japão, e especificamente sobre Hiroshima desde os últimos dias da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, passando pelo bombardeio atômico de Hiroshima, e o final da Guerra. O autor, Keiji Nakazawa, mostra as privações que a população japonesa enfrentava por conta da guerra, o espírito marcial que tomava conta de parte dessa população, e a máquina de propaganda do governo japonês que alimentava a ideia de vitória final na guerra, mesmo enquanto as forças armadas japonesas recuavam em todas as frentes, e cidade após cidade japonesa ia sendo bombardeada pela força aérea dos Estados Unidos.

A série de livros é recomendada por quadrinistas consagrados, como Art Spigelman e Robert Crumb. Ela me havia sido recomendada por alguém, quando estive lendo o mangá “Hiroshima”2, de Fumiyo Kouno, e comentei sobre este último. É uma obra excelente para denunciar os horrores da guerra, e o horror de um bombardeio atômico. Como já disse, Nakazawa desenvolve uma história complexa, com momentos de tremenda dramaticidade, momentos de choque, e algumas cenas de humor.

A edição que estou lendo é de 2001, e me pareceu que os livros atualmente estão fora de catálogo no Brasil. Em inglês há edição disponível.




28/03/2011.






1A história está distribuída por quatro volumes: NAKAZAWA, Keiji. Gen - Pés Descalços, Uma História de Hiroshima. São Paulo: Conrad Editora, 2002; NAKAZAWA, Keiji. Gen - Pés Descalços, O Dia Seguinte. São Paulo: Conrad Editora, 1999; NAKAZAWA, Keiji. Gen - Pés Descalços, A Vida Após a Bomba. São Paulo: Conrad Editora, 2001; NAKAZAWA, Keiji. Gen - Pés Descalços, O Recomeço. São Paulo: Conrad Editora, 2001.
2KOUNO, Fumiyo. Hiroshima, A Cidade da Calmaria. São Paulo: Editora JBC, 2010.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Elizabeth Taylor (1932-2011)

Elizabeth Taylor (1932-2011)



A atriz Elizabeth Taylor faleceu ontem, de problemas cardíacos, na Califórnia.
Eu gostaria de dizer algo relevante a respeito da atriz, mas não tenho nada de muito importante a dizer a esse respeito.

Talvez comentar sobre seus olhos que dizem que tinham cor de violeta, ou de sua beleza deslumbrante, de tal forma que em algum lugar uma vez me lembro de ter lido de alguma outra atriz cujo nome não lembro ter dito que era horrível conviver com alguém tão linda que de manhã cedo, ao acordar, sem maquiagem já era linda.

Ou talvez comentar de seus casamentos tumultuosos com o também ator e já falecido Richardsônia Burlona. Eu pensava que foram três casamentos. Agora li num necrológio que foram dois. Mas, também, qual a importância disso agora?

Só me lembro, vagamente, da atuação de Elizabeth Taylor no filme Cleópatra, de 1963. Talvez eu deva assistir a este filme de novo...






A foto que ilustra este texto é de divulgação da 20th Century Fox, The Kobal Collection, publicada na Folha de São Paulo. Justamente divulgação do filme Cleópatra.




quarta-feira, 23 de março de 2011

Dia Mundial da Água

Dia Mundial da Água

Foi ontem, 22 de marco. Ou seja, estou atrasado com relação ao assunto.

Na verdade eu não entendo muito do assunto, e só estou comentando por conta de ter visto certo rebuliço nos saites de notícias, e ter também visto um folheto de uma empresa de saneamento tratando do tema.

A água é uma substância peculiar que permite o surgimento e a conservação da vida tal qual a conhecemos. É por sua singularidade que quando um lago congela durante o inverno, apenas a camada superior do lago vira gelo, enquanto a maior parte da água se mantém líquida; com isso a própria camada de gelo funciona como uma espécie de isolante, e permite a manutenção da vida nesse lago hipotético. Diz o conhecimento vulgar que o corpo humano é constituído de 70% de água. E um personagem de um filme argentino, que vi há algum tempo, declarou que também os tomates eram constituídos em 70% de água, tal qual os seres humanos.

Toda esta movimentação em torno da água, me parece, tem a ver justamente com a questão do saneamento e do acesso à água potável.

Um certo alarde tem sido feito por conta da suposta escassez de água para o consumo humano. O alarde se dá por conta da pequena quantidade da chamada água doce, isto é, potável, no planeta, do esgotamento de rios e lagos, e também escassez e contaminação dos lençóis freáticos.

É certo que há lugares em que seres humanos tem restringido seu acesso à água potável. Está aí há séculos no sertão nordestino, o fantasma da seca. Aqui mesmo, no Rio Grande do Sul, de tempos em tempos somos incomodados por períodos mais longos de estiagem, e, inclusive, racionamento de água em alguns municípios. E em alguns países da África e da Ásia, igualmente muita gente tem dificuldade de adquirir a água que precisa consumir.

Mas nesse aspecto, acho sou um otimista. Num planeta que tem 2/3 de sua superfície coberta por água, não é possível crer que a água vá simplesmente acabar. A tecnologia da dessalinização já existe e é empregada, tanto na Arábia Saudita, quanto nos Estados Unidos. Claro que essas usinas não tem custo barato, mas elas são uma tecnologia que já existe e já trabalha pelo ser humano.

Ou seja, o problema não é que a água vá acabar. O problema é saber a que custo ela poderá chegar ao ser humano, que sempre vai precisar dela.



23/03/2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Internacional de Combate ao Racismo

Hoje pela manhã fui alertado por um colega que hoje era o Dia Internacional de Combate ao Racismo.
Eu não sabia.
Mas por conta do dia, a Folha de São Paulo publicou um texto da Ministra Luiza Barros, da Secretaria Especial para Promoção da Igualdade Racial, no qual ela comenta a origem da efeméride, o “Massacre de Sharpeville”, em 1960, na África do Sul do regime do apartheid, quando forças da repressão abriram fogo contra manifestantes que protestavam contra uma lei do passe, que restringia o direito de ir e vir.
Fui pesquisar no Google, e o mecanismo de busca confirmou o dia. Fez mais, informou que no Brasil há um Dia Nacional de Combate ao Racismo, 18 de novembro.
Assim, me parece que temos atualmente quatro dias para refletir sobre o problema da desigualdade fenotípica no Brasil, 21 de março, Dia Internacional de Combate ao Racismo; 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura; 18 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Racismo; e, por fim, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que já é feriado em diversas cidades do Brasil.
Espero que tantas datas ajudem o Brasil a se tornar mais inclusivo para sua população negra.


terça-feira, 15 de março de 2011

Diário – Leituras – As Confissões de Santo Agostinho

Diário – Leituras – As Confissões de Santo Agostinho

No momento estou lendo As Confissões de Santo Agostinho. No momento estou lendo As Confissões de Santo Agostinho de novo.

Santo Agostinho foi um bispo da Igreja Católica que viveu entre os séculos IV e V da Era Cristã, e até hoje é uma figura importante para a teologia cristã, tanto católica quanto protestante. E em As Confissões ele narra sua jornada espiritual, de seu nascimento até abraçar a fé cristã na versão do catolicismo do século IV.

Isso até determinado ponto do livro. Depois disso ele tem suas reflexões teológicas.

As Confissões é único livro de um santo da Igreja Católica, no final da Antiguidade, que fala de sua vida pregressa, antes de sua conversão. Ou seja, ele comenta momentos de sua vida em que ele não era tão santo assim.

A obra é uma marco tanto para a literatura, quanto para a filosofia e a teologia ocidentais. Se constrói como uma longa oração a Deus, mas de fato se constitui como livro de memórias, ou auto-biografia. E assim, como livro de memórias é um livro pioneiro.

Eu já havia lido o livro anteriormente, e é por isso que pude traçar este breve perfil da obra. Mas como eu gosto dela, não achei demais ler mais uma vez.



14/03/2011.


Fim da História

Fim da História

Neste final de 2010 chegou também ao fim meu ciclo na faculdade de História.
Minha aplicação aos estudos foi leve. Tão leve que o curso, inicialmente programado para ser concluído em 10 semestres, ou cinco anos, foi terminado após em 17 semestres. 8 anos e meio!

Mas a realidade é que estudar História me deixava satisfeito. A maior parte do tempo eu me sentia feliz de estar ali, aprendendo coisas novas, algumas vezes trocando ideias, discutindo um ou outro ponto de vista a respeito de qualquer evento, ou processo.

Tanto que após os tais 17 semestres levados para concluir a licenciatura, fiquei por mais 4 semestres para obter a graduação do bacharelado em História.
Verdade que, após a conclusão da licenciatura, houve alguns momentos de vacilação. De questionar se valia a pena continuar para obter uma nova graduação na mesma faculdade. Mas comparativamente ao que já havia sido feito, mais quatro semestre pareceram pouco, e acabaram por ser vencidos também.

Contudo 21 semestres não são pouca coisa. Mais de 10 anos! Cumpridas todas as atividades necessárias à nova colação de grau, o sentimento foi de algo como uma orfandade, um choque! A felicidade do cumprimento de uma etapa, a tristeza pelo final desta etapa. O desejo era de ficar alguns meses em casa. Descompressão... Infelizmente (ou felizmente) a vida não para. E as outras atividades cotidianas cobram a nossa atenção.

A História terminou. Que bom que terminou! Que pena que terminou!





22/12/2010

segunda-feira, 14 de março de 2011

Bravura Indômita

Bravura Indômita

“A punição vem, de um jeito ou de outro”, este é o lema que está junto ao cartaz de divulgação do filme Bravura Indômita (isto, ou algo muito parecido com isto).
Parece que o que os irmãos Coen querem mostrar é “a vingança é possível.

Quanto você está disposto a pagar para tê-la?”. Esta é a ideia que o filme me passou. É bem verdade que eu não li o livro de Charles Portis que deu origem ao filme. E também não vi o filme produzido em 1969, estrelado por John Wayne (ou se vi, se o filme de 1969 passou em algum momento na TV, eu me esqueci completamente).

A verdade é que o filme é muito bom e muito divertido. Jeff Bridges faz um ótimo Cogburn, o agente federal contratado por Mattie Ross, a menina que conta a história, para pegar o assassino de seu o pai. Hailee Steinfeld faz o papel da menina teimosa, esperta e manipuladora que faz de tudo, e paga um preço alto, para vingar a morte de seu pai.

Fora isso, os irmãos Coen criam um oeste muito interessante. O filme se passa em algum momento entre o final da Guerra da Secessão e o início do século XX, em algum lugar entre o Arkansas e o Texas. Pelo menos um hino cristão (religioso) faz parte da trilha sonora do filme. E Cogburn é um tremendo tagarela, em muitas das cenas ele está lá contando alguma história de seu passado. E vai passar seus últimos dias num show circense do “Velho e Selvagem Oeste”. Aliás, o filme tem disso, bastante conversa. E claro, tiroteios, duelos, mortes. É um faroeste.

Eu assisti Bravura Indômita no dia seguinte ao que assisti O Discurso do Rei. E achei Bravura Indômita um filme muito melhor, embora, obviamente, sejam filmes muito diferentes. E também achei a atuação de Jeff Bridges superior à de Colin Firth, não significando com isso que a atuação de Firth tenha sido ruim, muito pelo contrário. Apenas achei Bridges superior. Em todo caso, acho que a Academia não quis dar um Oscar a Bridges pelo segundo ano seguido.

Mas fica a questão: o que você está disposto a pagar para ter a sua vingança?




09/03/2011.

O Discurso do Rei

O Discurso do Rei



O filme O Discurso do Rei começa com uma cena bastante perturbadora: em 1925, no encerramento de um evento no estádio de Wembley, o príncipe Albert é incapaz de fazer um discurso, que também seria transmitido via rádio para todo o Reino Unido (e, talvez, por ondas curtas, para todo o Império Britânico).

E a gagueira do príncipe, e a busca por uma cura, é o que nos conduzirá por todo o filme.

Nessa busca por cura, a esposa de Albert, Elizabeth encontra o terapeuta Lionel Logue. Logue ajudará Albert ao longo do tempo. E o filme aborda, obviamente os eventos no decorrer dos anos 1930.

Estes eventos são: a morte do Rei George V; a ascensão do Rei Edward VIII, irmão mais velho de Albert, ao trono; a crise gerada pelo desejo de Edward de se casar com Wallis Simpson, uma cidadã dos Estados Unidos, e que ainda por cima era divorciada (divorciada por duas vezes. Não era de se esperar que o Rei, chefe da Igreja da Inglaterra pudesse casar com uma mulher divorciada. Pelo menos não nos anos 1930). Por conta disso, acontece a renúncia de Edward, e a ascensão de Albert ao trono, com o título de George VI.

Lionel acompanhará Albert ao longo de tudo isso, e será um apoio inestimável para que o príncipe, e posterior rei, supere sua limitação. E entre os dois homens acabará por se formar uma forte amizade.

Albert, o Rei George VI, é o pai da atual Rainha Elizabeth, avô do Príncipe Charles, e bisavô do Príncipe William, que deve se casar com Kate Middleton. Ele reinou no Reino Unido e no Império Britânico durante a Segunda Guerra Mundial. Também reinou durante o desmanche do Império, com a independência da Índia, e o fim do Mandato sobre a Palestina.

Contudo o argumento do filme também incomoda um pouco. Assim, um dos filhos do Rei George V, o príncipe Albert, segundo na linha sucessória do Império Britânico (um império que, como informa o filme, tornava súditos do imperador um terço da população da Terra) é uma vítima. O rigor por parte do pai, o distanciamento afetivo por parte da mãe, e os maus-tratos infligidos pela babá fizeram com que o príncipe fosse incapaz de desempenhar a contento suas funções, isto é, ser um representante da corte, e fazer discursos em momentos em que algum representante da coroa devesse se fazer presente.

Muito bem. O príncipe britânico tinha um problema de fala, e isso o atormentava.
Mas a vida de um príncipe britânico não tem glamour? Não tem lazer? Será que a sua gagueira tornava a vida do príncipe pior que a de um operário de Liverpool, ou de um camponês de Calcutá (ambos súditos do príncipe)?

Colin Firth e Geoffrey Rush desempenham muito bem os seus papéis, bem como Helena Bonham-Carter, mas me parece que há algo fora do lugar nesta história.




08/03/2011.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Até Mais, e Obrigado pelos Peixes!

Até Mais, e Obrigado pelos Peixes!

No quarto volume da trilogia de Douglas Adams, Arthur Dent volta à Terra. Mas a dúvida que persiste por todo o livro é “é mesmo a Terra?”.

A suposta demolição do planeta levada a cabo pelos vogons no primeiro livro, é recebida como uma alucinação coletiva. Na Inglaterra se tornou senso comum uma certa teoria conspiratória, na qual tudo não teria passado de uma ilusão causada pela CIA.

Contudo, os golfinhos e as baleias desapareceram do planeta. Por que tal sumiço teria acontecido?

Neste volume também acontece de Arthur descobrir uma jovem chamada Fenchurch, pela qual se apaixona, e com quem vive momentos de felicidade, apesar de algumas coisas estranhas envolvendo a moça.

No livro há uma divagação sobre o “errar a queda”, e seu uso. “Errar a queda” basicamente significa que se você não estiver alerta durante, por exemplo, um tropeço, a distração fará com que a lei da gravidade seja suspensa. Você pode flutuar e voar, e só voltará ao chão se se concentrar nisso.

Curiosamente se poderia dizer que o final do livro poderia muito bem marcar o fim da série de livros, com uma mensagem do Criador às criaturas, em algum canto obscuro do Universo. O livro tem um final melancólico, como parece ser o humor de Adams para a série.


ADAMS, Douglas. Até Mais, e Obrigado pelos Peixes. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.


02/03/2011.

terça-feira, 8 de março de 2011

Mike Starr morreu...

Mike Starr morreu...


A notícia é da Folha.com .

Mike Starr era baixista do Alice in Chains. O Alice in Chains foi um dos três conjuntos de rock que se destacaram na “onda Grunge” na década de 1990. Os outros dois grupos foram o Nirvana e o Pearl Jam. Esta “onda Grunge” gerou até um filme, Vida de Solteiro (“Singles” no título original), de 1992, onde um grupo de jovens de Seattle, estado de Washington, busca a felicidade e o sucesso.

A notícia não esclarece as circunstâncias da morte de Starr, apenas informa que seu corpo foi encontrado em sua casa, no estado de Utah. Entretanto nos é informado que Mike Starr tinha problemas com drogas, já tendo se internado em clínicas de reabilitação, por conta do vício em heroína. recentemente ele foi preso com remédios de uso restrito, inclusive Xanax, que se não estou enganado é um remédio para emagrecimento. Ele tinha 44 anos.

Estou escrevendo sobre isso porque é meio chato quando morre alguém de idade próxima à sua. E alguém que você escutou no rádio.

Eu nunca cheguei a comprar um disco do Alice in Chains (e nem do Nirvana, e nem do Pearl Jam, para falar a verdade. Se eu fosse comprar algum, provavelmente seria o do Pearl Jam), mas a notícia me levou de volta um pouco para os anos 1990.

Por exemplo, quando ouvi numa noite de 1994, o locutor da Ipanema FM aqui de Porto Alegre, o Alexandre, indignado com o suicídio de Kurt Cobain.

Ou quando eu fiquei chocado com o falecimento do Renato Russo em 11 de outubro de 1996.

É triste, mas é isso.

Pelo menos, por enquanto, ainda temos o Dave Grohl e os Foo Fighters por aí...

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Musa do Carnaval

A Musa do Carnaval

Cena 1: No final da tarde daquela quarta-feira Ludwig caminhava pela Rua da Praia com a intenção de voltar para casa. Quando estava na altura da esquina com a Uruguai, começou a ouvir uma batucada: "tum-dum, ski-dum, tum-dum"... Taróis, surdos, ... Normal. Era quarta-feira de vésperas dos Carnaval. neste ano o Carnaval caiu tarde, quase no outono. Ludwig pensou como tinha sido importante ler num livro sobre a Idade Média, que naquele tempo, a Idade Média, a Igreja Católica determinou que a Páscoa seria comemorada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que surgisse após 15 de março. Determinada a data da Páscoa era só contar 40 dias antes e determinar o Carnaval. Simples.
Como era quarta-feira, às vésperas do Carnaval, Ludwig pensou que talvez fosse um bloco se apresentando por ali. Estaria Porto Alegre copiando os blocos do Rio de Janeiro que desfilam e espalham a batucada por diversas partes daquela cidade no período carnavalesco?

Ludwig alcançou a batucada em frente à Galeria Chaves. Bem, não dava para dizer que era um bloco de carnaval. Havia uma meia dúzia de músicos, talvez uma dúzia de meninas rodopiando no calcadão. Um pouco mais à frente uma porta-estandarte liderava, por assim dizer, aquele pequeno cortejo. As passistas rodopiavam e ofereciam brindes aos passantes.

Cena 2: No dia seguinte logo após chegar para trabalhar, o pessoal do departamento de recursos humanos, como da comissão de prevenção de acidentes em atividade por ali. O pessoal estava distribuindo brindes aos funcionários. Uma ação preventiva, pré-carnaval.

Ludwig ficou então certo que, para ele, ela seria a musa daquele carnaval de 2011. Na verdade uma musa manjadíssima. Já vista e anunciada na TV e no rádio há muitos carnavais. Mas nunca Ludwig vira um, vá lá, bloco de carnaval nas ruas do Centro de Porto Alegre, com estandarte e tudo, apenas para ela. Nem vira, que ele pudesse lembrar, o pessoal do RH empenhado com a divulgação dela.

Para Ludwig, de fato, a musa daquele Carnaval de 2011 seria a camisinha.



03/03/2011.



“Indesejada das Gentes”

“Indesejada das Gentes”

Usei o o termo “indesejada das gentes”, pois já o ouvira ou lera em algum momento de minha vida. Mas desconhecia a origem. Mas nada que o Google não responda. E as referências indicadas pelo Google apontam para o poeta Manuel Bandeira, num poema chamado “Consoada”. Está copiado abaixo:

Consoada

Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

Que neste caso veio de um saite chamado “Cultura Brasileira”.



Uma, duas, três, quatro mortes num domingo

Uma, duas, três, quatro mortes num domingo

No domingo passado, dia 27 de fevereiro de 2011, morreram pelo menos quatro pessoas minimamente conhecidas.
Moacyr Scliar, 73 anos, médico e escritor gaúcho; Otávio Cardoso, 80 anos, ex-político também gaúcho; Carolina Scarpa, vulga Carola, 40 anos, celebridade paulista; e Benedito Nunes, 81 anos, professor e escritor paraense.
O que isso significa? Não sei. Provavelmente nada, a não ser que a “indesejada das gentes” chega para todo mundo, para alguns mais cedo, para outros mais tarde.
E, claro, a minha, talvez signifique que a nossa, ou a minha, ignorância é imensa. Ignorância no sentido de que ignoramos a existência de muitas coisas no mundo ao nosso redor.
Moacyr Scliar é um escritor conhecido nacionalmente, e muito reconhecido regionalmente, um orgulho para os gaúchos que leram suas obras.
Otávio Cardoso foi um político que fez carreira como quadro técnico da ARENA durante o regime militar (1964-1985), tendo se tornado senador biônico, quando do falecimento do senador Tarso Dutra. Ultimamente era mais conhecido por ser o marido da recém-eleita senadora Ana Amélia Lemos.
Carolina Scarpa se tornou famosa ao casar com o playboy Chiquinho Scarpa. Foi assunto para as revistas e os programas de TV de fofocas. O casamento durou apenas nove meses, e ela alegava que o casamento acabou porque ela descobriu que Chiquinho Scarpa era gay.
Benedito Nunes era professor titular na Universidade Federal do Pará, a UFPA. Tinha uma obra relativamente conhecida em estudos literários, e era figura muito benquista no seu estado natal.
E foi o professor que me deixou mais encafifado a respeito de minha ignorância. Tenho quase certeza que eu nunca havia ouvido falar nele, até ler algum de seus necrológios.
De novo: o que isso significa? Quase nada. Só um pensamento que me ocorreu.




02/03/2011.

Hanami – Cerejeiras em Flor

Hanami – Cerejeiras em Flor

Neste final de semana fui assistir ao filme Hanami – Cerejeiras em Flor. É uma produção alemã de 2008, sendo exibida num horário restrito no Unibanco Arteplex: uma sessão por dia, às 19 h 20 min. Resolvi assistir porque é um filme que é ambientado em parte no Japão, e o Japão tem algo de estranho e magnético para mim.

A chamada do filme, no folheto de divulgação da sala de cinema fala de uma mulher madura que fica sabendo da doença terminal do marido através de dois médicos, que supostamente o acompanharam em algum tipo de “check-up”. Eles a questionam se ele teria estrutura psicológica para receber a notícia. Eles também não sabem quando a doença manifestará seus sintomas.

Ela resolve não dizer nada ao marido. Convida-o para viajar. Visitar os filhos em Berlim (eu suponho que o casal viva em algum lugar da Baviera, próximo aos Alpes), fazer aquela viagem há tanto adiada ao Japão.

O casal se dirige a Berlim, onde vivem dois dos três filhos (o terceiro vive em Tóquio). Em Berlim, não como não notar que o casal é tratado pelos filhos como um estorvo. Quem melhor os trata, não é nenhum dos filhos, mas uma nora...

Depois de alguns dias em Berlim, o casal resolve ir à praia, ao Báltico. Há muito tempo não faziam isto.

E mais além disso, não dá para dizer sobre o filme, sob pena de estragar o prazer e as surpresas que os filme reserva aos seus espectadores. E ele reserva de fato algumas surpresas.

Claro que restringir a narrativa apenas até este ponto, torna um pouco este comentário meio sem sentido.

Falar em prazer estético, dizer que o filme é emocionante, que o filme é comovente acabam parecendo meio sem sentido.

Mas, bem, é para isso mesmo que estou escrevendo. Para dizer que o filme é emocionante e comovente. E eu fiquei emocionado. E pude perceber que não fui o único na platéia que ficou emocionado com o filme. Claro que a proposta da diretora, Doris Dorrie, era mexer com nossas emoções, mas fazer o quê?

E, sim, o filme tem locações no Japão. Mostra Tóquio como a megalópole que de fato ela deve ser. E lá estão as cerejeiras, e também o Monte Fuji. Um pouco daqueles estereótipos sobre o Japão, mas tudo me pareceu extremamente no lugar na proposta do filme, exceção talvez à atriz de teatro butô, fluente em inglês (mas este detalhe não tem importância para mim).

Um filme muito marcante.


18/01/2010.


Este texto foi publicado em 21 de janeiro de 2010, no Voltas em Torno do Umbigo

quinta-feira, 3 de março de 2011

A Vida, O Universo, e Tudo Mais

A Vida, O Universo, e Tudo Mais

A Vida, o Universo e Tudo Mais é o terceiro volume da trilogia de cinco livros escritos por Douglas Adams. O título remete ao primeiro volume da série, quando seres pandimensionais hiperinteligentes queriam saber a resposta sobre “a vida, o universo e tudo mais”, e obtiveram como resposta de um computador chamado Pensador Profundo que a resposta à pergunta sobre a vida, o universo e tudo mais era 42.Esta resposta foi dada pelo Pensador Profundo após 7,5 milhões de anos de processamento. Eles tiveram que voltar a pensar qual seria a pergunta adequada a uma tal resposta.

No volume três entram em cena os robôs guerreiros do planeta Krikkit, que estão em uma busca por materiais que permitam aos habitantes do planeta Krikkit sair do isolamento que lhes foi imposto pelos demais habitantes do restante do universo, pois os nativos do planeta Krikkit ficaram tão espantados quando descobriram que havia vida fora de seu planeta, que logo desencadearam uma guerra contra o resto do universo, que, talvez pensassem os moradores de Krikkit, não poderia existir vida fora do seu planeta.

O livro traz novos e longos comentários sobre as viagens no tempo, e de como as viagens no tempo acabaram com o curso de História na Universidade de Maximegalon. Afinal, com as viagens no tempo, a História poderia estar constantemente sendo alterada. O caos resultante não permitiria que uma História fosse contada sobre o que quer que fosse.

Há um momento tragicômico no encontro de Arthur Dent e Agrajag. Parece trágico, mas o resultado de tal encontro foi que este leitor acabou rindo do livro. É interessante, pois desde o primeiro livro a série, tida como uma ficção científica cômica, me parece mais melancólica que engraçada.

Neste livro também há uma pequena explicação para o vaso que cai no planeta Magrathea, no primeiro volume da série. A cena também é mostrada no filme inspirado na série, produzido em 2005.

A Vida, o Universo e Tudo Mais é um pouco mais do mesmo, dos livros de Douglas Adams.


ADAMS, Douglas. A Vida, O Universo e Tudo Mais. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.


terça-feira, 1 de março de 2011

Primavera é tempo de apreciar as flores

Primavera é tempo de apreciar as flores

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E dizer que a primavera é tempo de apreciar as flores é um truísmo, pois desde que estamos sendo alfabetizados, na mais tenra infância, somos informados que a primavera é a estação das flores, quando a natureza se exibe em toda sua exuberância, e as plantas exibem uma variada gama de cores. Pelos menos foi o aconteceu comigo quando fui apresentado às primeiras letras.

Já escrevi sobre o “Hanami”, o festival japonês para “olhar as flores” (que afinal é o que significa “hanami” em japonês, “olhar as flores”). Mas o hanami acontece no inverno do hemisfério norte, em janeiro, e está ligado à florescência da cerejeira, “sakura” ou “sakurá” para os japoneses. Soa contraditório, mas é o que acontece. Quando tive o privilégio de ver a floração da cerejeira aqui em Porto Alegre, também foi no inverno, em julho.

Em todo caso é bom ver a beleza das flores.

As fotos que acompanham este texto foram batidas no final de novembro de 2010, enquanto eu caminhava pelas redondezas de onde moro. Foi próximo do final da primavera neste nosso hemisfério sul.


01/03/2011

Ainda sobre Hanami em Porto Alegre

Ainda sobre Hanami em Porto Alegre

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Quando estive escrevendo (e pesquisando) sobre Hanami outro dia, cheguei a um linque curioso, que fornecia um título chamado “Hanami à Belzontina”*. Pois esse blogue falava das belezas das flores e árvores nativas de Belo Horizonte, destacadamente os ipês, com flores de diversas colorações.

Eis aí uma maneira de pensar o “hanami” no Brasil. Para além da bela, exótica e rara cerejeira japonesa, olhar as plantas e flores que tornam nossas cidades mais belas e exuberantes.

Pois se alguém fizer pesquisa no Google sobre flores de Porto Alegre provavelmente também achará informações sobre ipês, também com flores de diversas colorações. E sobre jacarandás.

De minha parte não posso deixar de falar de uma plantinha ubíqua pelas nossas ruas, e que no verão deixa Porto Alegre um pouco mais cor-de-rosa, são as “extremosas” (“Lagerstroemia indica”). Dizem que a origem da tal plantinha é indiana, mas qualquer um que passeie por Porto Alegre é capaz de achar que ela é nativa daqui, tão espalhada e aparentemente bem adaptada que está.

Ipês, jacarandás e extremosas, eis flores para se observar quando a primavera e o verão chegarem.


26/07/2010.

*“Hanami à Belzontina” certamente é igual a “Hanami em Belzonte”, como talvez dissesse o mineirim. “Hanami em Belo Horizonte”, pois não?


Este texto foi publicado no Voltas em Torno do Umbigo, em 26 de julho de 2010.

Hanami em Porto Alegre

Hanami em Porto Alegre

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A primeira vez que ouvi falar em Hanami foi em um filme alemão muito tocante, que inclusive já comentei. Depois houve uma referência por parte da Regina Casé, no Fantástico, comentando o Hanami.

Se trata do período de florescimento das cerejeiras (“sakura”, em japonês). Segundo a Wikipédia, “hanami” significa literalmente “olhar as flores”. Na versão em inglês da Wikipédia o verbete se estende um pouco mais, informa, por exemplo, que a floração da cerejeira se dá em janeiro (ou seja, em pleno inverno. Eu imaginaria tal evento ocorrendo em plena primavera.), e que os japoneses se reúnem em Ueno Park, em Tóquio para apreciar as flores, fotografá-las e fazer piqueniques sob as cerejeiras. Esteticamente a coisa é muito bela. Flores em tons de rosa, com amigos e familiares reunidos. E dizem que isso é celebrado todo ano. E que esta celebração saúda também a efemeridade desta beleza. A floração das cerejeiras dura uma semana, no máximo, duas.

Tempos atrás eu havia sido informado que em Porto Alegre havia algumas cerejeiras. Pedi à pessoa que me falou delas que me mantivesse informado sobre o ocorrências da floração. Na semana passada esta informação chegou.

Há pelo menos três cerejeiras plantadas no canteiro central da Avenida Fernando Ferrari, bairro Anchieta, em Porto Alegre. E na semana passada elas estavam cobertas de flores. Belas flores em tons de rosa. Florescendo em pleno inverno, em Porto Alegre. Pude contemplá-las no sábado. Muitos brotos ainda não haviam aberto, e muitas abelhas circulavam entre as flores, sinal (e esperança) que a floração dure ainda mais uma semana. Pude contemplar com meus próprios olhos a manifestação de uma beleza efêmera. Isto me valeu.

Infelizmente as cerejeiras não estão em um parque, ou praça, lugares mais adequados à contemplação e à admiração. O canteiro central da Avenida Fernando Ferrari também não é um lugar adequado para se pensar em fazer um piquenique. Uma pena.

Acredito que a presença de uma associação cultural nipo-brasileira numa das ruas transversais da Avenida Fernando Ferrari seja uma explicação suficiente para a presença destas cerejeiras num canto de Porto Alegre.
E graças a estas prestimosas pessoas, eu pude contemplar a flor da cerejeira sem precisar viajar 20 mil quilômetros.

Não que viajar estes 20 mil quilômetros seja ruim. A questão é que não sei quando, ou se, poderei algum dia ir ao Japão, e de maneira mais precisa, ir ao Japão em janeiro, na época da floração das cerejeiras, para ver, e participar, do Hanami.

12/07/2010.

Este texto foi publicado no Voltas em Torno do Umbigo, em 16 de julho de 2010.