quarta-feira, 29 de junho de 2011

Demônio


Demônio

Demônio neste caso, é uma produção cinematográfica de 2010.
No feriado da Páscoa, meu filho resolveu locar o filme. Ele disse que lembrava do cartaz do filme, quando ele estava nos cinemas. Eu não me lembro de tê-lo visto.
Demônio (Devil, 2010, Estados Unidos) é um filme do diretor M. Night Shyamalan, sem que ele o tenha dirigido. Explico: o filme parece um filme dirigido por M. Night Shyamalan, mas ele apenas parcialmente redigiu a história e foi produtor. A direção mesmo ficou a cargo de John Erick Dowdle, conforme informa o saite do IMDB.
Mas de fato parece um filme de Shyamalan. Lá estão a cidade da Filadéfia, em sua linha do horizonte, um protagonista atormentado, e um final redentor. E uma história contada em um tempo não muito longo, no caso cerca de 80 minutos. Mas não consegui identificar o próprio M. Night Shyamalan atuando em alguma pontinha do filme, como acontece com os filmes que ele dirige.
Na Filadélfia, um suicídio permite que o demônio venha atormentar os homens. E o demônio reunirá cinco pessoas, com um passado de pecados em um elevador de um grande edifício comercial para levá-los com ele para o inferno. Claro que o elevador é o número 6, afinal "666" é o número da besta, conforme diz o livro do Apocalipse, capítulo 13, verso 18.
O filme cumpre o papel de boa diversão, e conta com atores que me eram desconhecidos, como o ator Chris Messina, que faz o papel do detetive atormentado citado acima. Mais Logan Marshall-Green, Jenny O'Hara, que confundi com Shirley Maclaine, e a bela Bojana Novakovic.
Enfim, como eu disse, uma boa diversão. Quase um autêntico filme de M. Night Shyamalan.


04/05/2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Diário - Final da leitura das Confissões de Santo Agostinho

Diário - Final da leitura das Confissões de Santo Agostinho

Finalmente terminei a releitura das Confissões de Santo Agostinho.

Eu havia registrado o início da releitura em 14/03/2011, o que significa que a releitura demorou três meses, o que me parece muito, mas tem suas explicações. É mais difícil de atravessar As Confissões que um romance policial, por exemplo.

Na primeira parte da obra Agostinho rememora sua vida, desde a mais tenra infância até sua conversão a Jesus na Igreja Católica do final do século IV. E isso poderia ser o fim da obra. A biografia de Santo Agostinho, escrita pelo irlandês Peter Brown, questiona o porquê dela não terminar ali.

Se fosse apenas um livro de memórias, ou uma auto-biografia terminaria ali, mas Agostinho achava que tinha mais a dizer.

Na segunda parte, Agostinho se entrega a uma série de reflexões altamente especulativas sobre Deus e as Escrituras. Neste sentido a obra se transforma de um livro de memórias para a especulação filosófica e uma espécie de apologética cristã. Na conta das especulações filosóficas podemos colocar os questionamentos de Agostinho a respeito da memória humana, e a análise que ele faz sobre o caráter do tempo.

Na conta da apologética cristã, está sua análise das Escrituras, em especial sobre o livro do Gênesis e a narrativa da criação divina.

Quem quiser conhecer o pensamento cristão católico em seus inícios precisa ler esta obra. Isto é, o pensamento cristão católico está em seus inícios com Agostinho, mas justamente em Agostinho ele alcança já um alto grau de maturidade, pois quatro séculos de pensamento cristão o antecedem. O bispo africano vem coroar com sua obra, uma sucessão de autores que vão moldando o caráter do cristianismo que, afinal, se tornou a religião predominante no ocidente.




15/06/2011.

Uma Noite de 1983

Uma Noite de 1983




Naquela noite ele se sentou ao lado dela na sala de aula. Talvez para a realização de alguma atividade em grupo.

Sentado ao lado dela, em um momento, ele começou a escrever um poema sobre a classe. Começou dizendo: "Quem me dera abraçar / e ser abraçado...", e nesse ritmo escreveu uns dez versos.

Era uma cantada. Fazia algum tempo que eles caminhavam juntos por boa parte da Avenida Duque de Caxias, após as aulas. A escola ficava quase no início dessa rua, e havia uma longa caminhada até os pontos de ônibus, em volta do Mercado Público. Podiam até dizer que eram amigos.

O fato de estudarem juntos facilitava a aproximação. Atividades em grupo em sala de aula, idas da turma ao cinema para algum filme recomendado pelos professores... E as caminhadas pelas subidas e descidas da Duque de Caxias.

Ele era um tosco. Rapaz quieto, cuja timidez era constantemente confundida com antipatia. Claro que as muitas convicções da juventude e a escassez de sorrisos não ajudavam.

Ela era pequena e simpática. De uma beleza simples, e algo contida. Recatada. Também tinha algo de ingênua. Genuinamente ingênua.

Tão ingênua que quando leu o tal poema que ele escrevera sobre a classe não pensou que fosse dedicado a ela. Uma outra colega teve que alertá-la do que aquele poema poderia representar.

Alertada, ela o confrontou. Quais eram as intenções dele? Era sério? 
Pois é, ele diria. Sim, ele tinha boas intenções. Ele era sério. Queria partir para uma relação mais íntima com ela.

E assim, no alto das escadarias do prédio da escola onde estudavam, no intervalo daquela noite, eles concordaram em partir para um relacionamento mais sério.


A partir daquela noite as subidas e descidas da Duque passariam a ser diferentes do que haviam sido até então. Para ele o caminho se tornaria mais longo, mas muito mais prazeroso.

A jornada mais longa começou naquela mesma noite. naqueles anos iniciais da década de 1980, o ônibus dela (para a zona norte da cidade) partia da Praça Parobé. Uma alegria interior o conduzia, uma imensa expectativa.


Já ela pensava no que poderia significar aquele novo relacionamento. Será que ele seria de fato o amor da vida dela?

Ele pisava em nuvens. Ela em interrogações.

Esperaram na parada até o ônibus aparecer.

Quando o ônibus apareceu, eles se despediram com um beijo. O primeiro beijo deles. Um beijo meio desajeitado, mas, enfim, um beijo.


Se despediram, mas, a partir daquela noite, suas vidas passaram a estar mais ligadas.




30/05/2011.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dispositivos eletrônicos fazem com que a diversão nunca acabe

Dispositivos eletrônicos fazem com que a diversão nunca acabe

Recentemente adquiri um dispositivo eletrônico que nem é tão inovador em termos relativos,  e de fato está por aí há um bom tempo. Trata-se de um scanner, que tem a capacidade de digitalizar negativos, além das tradicionais imagens opacas, como a página de um livro, ou um gravura.
O scanner é lento, leva 15 minutos para digitalizar dois quadros de um negativo, em resolução de 600 dpi, mas desde a aquisição, umas duas semanas atrás, se tornou um pequeno vício.
Se tornou mais ou menos normal eu ficar envolvido com digitalização de imagens, mesmo que um rolo de filme 135 leve cerca de quatro horas e meia para ser digitalizado. Sem contar os retoques básicos que o software Picasa que deverei aplicar às digitalizações "brutas". E sem contar o tempo que é possível que eu passe corrigindo detalhes de fotos que eu venha a achar mais importantes com o (outro software) GIMP.
Digitalizar velhos negativos é retornar ao passado, e, de alguma maneira, revivê-lo. Aí estão fotos do filho, atualmente um jovem adulto, quando era bebê, quando tinha 2 anos, quando tinha 4 anos... Um verdadeiro tesouro de lembranças.
De fato, a atividade de digitalização se tornou tão contagiante que tem atrapalhado outras.
Mas a diversão é garantida!


07/06/2011.

Esta foto foi tirada em 2003, no Museu do Automóvel da ULBRA, quando este ainda existia...



Thor em 3D

Thor em 3D

A primeira coisa que eu gostaria de dizer a respeito do filme Thor, que assisti em versão "3D", é que me parece que este filme não precisava ser em 3D. Acredito que ficaria melhor em versão 2D mesmo.

Ou seja, foi bom para o exibidor que ganhou uns trocados a mais pela projeção especial, mas eu não vi grande vantagem para este filme. Nas cenas claras, de dia, o efeito 3D não foi marcante, e nas cenas escuras me pareceu que as cenas ficaram prejudicadas, especialmente quando o filme mostrava imagens de grandes perspectivas, de ângulos abertos.

Fora isso, um filme, assim, mais ou menos. Nada memorável, mas não chega a ser ruim.

Parece mesmo uma espécie de preparação para o tal filme do Vingadores, que deve juntar o Homem de Ferro, o Thor, o Capitão América e o Hulk.

Thor é um guerreiro de uma raça super-humana, venerada como deuses pelos homens, por conta de guerras ancestrais na Terra, onde estes super-humanos teriam participado.

Por conta de seu espírito impetuoso, e algumas atitudes precipitadas, acaba expulso de seu planeta por seu pai, Odin, e enviado para a Terra. E, por conta disso, precisará lutar para retomar o que lhe é de direito.

E o filme tem aquela narrativa tipicamente heróica, que já pôde ser vista de maneira parecida, em filmes como a animação "Hércules", da Disney, ou na trilogia original da saga "Guerra nas Estrelas".

Dito tudo isso, o filme é razoavelmente divertido. Mas nada muito memorável.




07/06/2011.


sábado, 4 de junho de 2011

Outono é tempo de se preparar para o frio

Outono é tempo de se preparar para o frio

.
.

.
Porto Alegre é uma cidade com quatro estações climáticas relativamente bem definidas. E apesar das estações climáticas definidas, as temperaturas são, em geral, moderadas.

Por exemplo, agora que estamos no outono, estamos em transição. Do nosso calor úmido, ao redor de 30 graus Celsius, para temperaturas entre 15 e 20 graus dessa mesma escala.

Quando eu fui alfabetizado, acho que uma das cartilhas que utilizei, falava que no outono as folhas caíam das árvores, e os frutos começavam a crescer nos pés. Em parte isso é verdade. As extremosas, aquelas arvorezinhas que cobrem Porto Alegre de cor-de-rosa no verão, já não possuem flores. E elas vão perdendo folhas ao longo do outono.

Já com relação aos frutos a situação é mais complicada. Minha mãe me disse uma vez que os tomates eram legumes (na verdade são frutas) da estação nos tempos em que ela era uma jovem dona-de-casa. Hoje temos tomates disponíveis o ano todo. E há frutos de verão, e de inverno. Mas, sim, os frutos de inverno aparecem no outono. Estão aí os cítricos: bergamotas, laranjas de umbigo, laranjas do céu. E está aí o pinhão, uma espécie de fruto que sempre comemos cozido.

A partir do outono, e até o fim do inverno, é tempo de usar os cobertores e edredons, e agradecer a Deus por termos um teto que nos proteja das intempéries. E talvez seja o caso de tentar ser compassivo com os menos afortunados neste aspecto.

Usamos mais roupas, e consumimos refeições mais calóricas. Os que gostam, podem apreciar melhor o consumo do vinho. E de novo, isso vale para aqueles de nós que são afortunados o suficiente para desfrutar dessas coisas.

Os dias vão ficando mais curtos e as noites mais longas até que cheguemos ao solstício do inverno, que marca o início do inverno, e também a noite mais longa do ano.

Por essas peculiaridades das pessoas, conheço gente que detesta calor, e adora a chegada do outono, também conheço quem, com a chegada do outono, "migre" para passar o período em locais com clima mais quente. Afinal, se o verão de Porto Alegre é úmido, o outono e o inverno também são, trazendo surtos de resfriados e outras doenças respiratórias aos seus habitantes.

Com o outono, o frio vem chegando de mansinho, e, quando nos damos conta, ele já se instalou.





01/06/2011.