segunda-feira, 25 de julho de 2011

Diário - Novelas - O Astro



Desde que iniciou, há duas semanas, tenho acompanhado a "macrossérie" O Astro.

Está interessante. Após o início, em que a gente tenta adivinhar, relembrar quem fez qual papel na novela no final do anos 1970, podemos pensar mais nesta versão da história.

Os protagonistas, Rodrigo Lombardi/Herculano e Carolina Ferraz/Amanda, estão segurando bem seus papéis. Daniel Filho faz um ainda meio indeciso Salomão Hayalla. E Aline Moraes faz uma espevitada Lili.

Chama a atenção a rapidez da trama. Na minha memória, parece que as coisas demoravam muito para acontecer na velha novela, em especial o desenvolvimento da relação tensa de Márcio Hayalla e seu pai Salomão. Agora tudo parece muito mais rápido. Os tempos são outros.

Se for verdade o que vi ou ouvi em algum lugar que a série terá uns 60 capítulos, irei acompanhar uma trama até quase o final de outubro. Por enquanto, a diversão está garantida.




25/07/2011.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"I've got a feeling" e Twitter



"I've got a feeling, a feeling deep inside, oh yeah Oh, yeah, that's right I've got a feeling, a feeling I can't hide, oh no no oh no, oh no..."

Eu gosto e uso o Twitter. É como um imenso sumário de um monte de coisas, no meu caso principalmente notícias. Contudo a coisa mais curiosa no Twitter ainda é "seguir" pessoas. Pela sua característica de permitir a publicação de mensagens com o máximo de 140 caracteres, é fácil que as pessoas exprimam uma série de chavões, que quem lê pode não entender muito bem o contexto. É comum a gente se pegar pensando "como assim?"

Ontem por exemplo, vi um frase que era algo como "O problema de viver na província". Pelo que sei da pessoa que emitiu este comentário, tenho quase certeza que a província é esta província de São Pedro do Rio Grande do Sul, e provavelmente a pessoa esta se referindo às limitações de viver dentro uma periferia (o Rio Grande do Sul dentro do Brasil) em outra periferia (o Brasil perante o chamado "mundo desenvolvido"). Certo. Mas o que está por trás disso? Que possível frustração disparou esta frase?

Outra frase que li, foi algo como "Se quiser ameaçar o sistema operacional dominante, o Ubuntu precisa melhorar 150%". 150% em relação a ele mesmo, eu suponho. Para onde isso levaria o Ubuntu? Por que a frase de frustração com relação ao sistema operacional da Canonical baseado em Linux? Suponho que o autor da frase tentou realizar alguma coisa com um computador com Ubuntu e não conseguiu, mas o quê?

Pregadores usam o Twitter para tentar condensar bons ensinamentos em 140 caracteres. Não estou certo da efetividade de tal prática. Mas cada um recebe o lê de alguma forma, e de acordo com a sua própria história. Então, talvez para alguém, ou para muitos, estas “pílulas” façam sentido.

Olhando assim, e pensando rápido é que me ocorreu esta música dos Beatles. O Twitter faz com que as pessoas expressem o sentimento profundo dentro delas, que elas não conseguem esconder, como diz a música. E elas tentam expressar isso em 140 caracteres, mesmo que, às vezes, os sentimentos devam ser expressados em muito mais que 140 caracteres. Algumas outras vezes, os sentimentos não conseguem encontrar maneiras de expressão.



21/07/2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

Diário - cinema - Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 em 3D


Ontem fui assistir a segunda parte de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, filme que encerra as aventuras do personagem-título. Como informo no título, fui assistir a uma versão em 3D do filme. Foi por uma questão de conveniência. A sessão em 3D começava alguns minutos antes da sessão 2D, e esses minutos foram levados em consideração para voltar para casa.

Assim vou reclamar novamente do 3D, como fiz no filme Thor. Não me parece que uma versão em 3D valorize mais um filme. De fato, só rende uns trocados a mais para os exibidores. Perspectivas amplas, que deveriam servir para valorizar a profundidade do 3D são um tanto problemáticos nas muitas cenas escuras deste filme. Se não fosse pelo horário, acho que teria feito melhor negócio se visse o filme em 2D.

Sobre o filme, vamos dizer que fique no nível da parte 1 do mesmo título, ou seja, razoável.

O detalhe sobre este filme é que ele é diferente do livro, segundo a minha vaga lembrança do livro. Algumas coisas são contadas de forma diferente, e as explicações ficam parecendo mais complexas, ou mais complicadas (você escolhe a palavra). E fica parecendo que o filme valoriza mais temas abstratos e edificantes, como lealdade, ou auto-sacrifício pelo bem maior da comunidade.

Seria interessante se fosse possível saber o que ficará de tudo isso sobre Harry Potter, em, digamos, 50 anos. Hoje sabemos que a série de livros enriqueceu sua autora, ajudou a formar uma pequena geração de leitores (eventualmente os livros foram lidos por alguns pais também, como foi o meu caso), e uma série de longas-metragens. Qual será o futuro de Harry Potter?



19/07/2011.

Palavras de Sabedoria, ou a necessidade das coisas que nos não importantes



Uma amiga cristã, que se compraz na leitura da Bíblia, uma vez usou uma expressão que ela havia ouvido de outrem: "A Palavra de Deus se renova a cada dia." Claro que neste caso a Palavra de Deus é a Bíblia.

Eu concordo com o que minha amiga disse, mas gostaria de fazer um comentário complementar.
À medida em que o tempo vai acrescentando experiências à nossa vida, cada vez que nos voltamos para coisas que nos são importantes, como histórias que ajudam a moldar nosso caráter, olhamos para estas coisas com novos olhos. Nossas novas experiências renovaram o entendimento que tínhamos. Para os crentes valem as Escrituras Sagradas. Para os descrentes valem outras coisas (ou você nunca ouviu falar de alguém que leu mais de uma vez a Divina Comédia, de Dante?).

É mais ou menos como o que dizem que o filósofo pré-socrático Heráclito disse sobre ser impossível que o mesmo homem banhe-se no mesmo rio duas vezes. Impossível porque com o passar do tempo muda o homem, e mudam as águas do rio. Mas há alguma coisa em nós que permanece, e se renova com as mudanças.



11/07/2011.

sábado, 16 de julho de 2011

Diário - Leituras - A História




Estou lendo "A História", ou, como diz o sub-título, "A Bíblia contada como uma só história do começo ao fim".

E se trata de uma seleção de trechos da Bíblia, de forma a tornar a leitura mais fácil e mais rápida. Para ligar, ou preencher o vácuo dos trechos excluídos, há pequenas narrativas, ou explicações. Mas a maior parte do livro são mesmo seleções de trechos da Bíblia, neste caso, na versão da Editora Paulus, isto é, a versão que no Brasil é chamada de "A Bíblia de Jerusalém". É uma versão de uma compilação produzida pela Editora Zondervan, que, nos Estados Unidos produz literatura evangélica. Aqui no Brasil, saiu pela Editora Sextante, que é mais conhecida por livros de auto-ajuda. Uma das coisas curiosas a respeito desta publicação é que quem organizou a obra teve pudores de não se revelar. Como se ninguém tivesse sido responsável pela escolha dos trechos selecionados.

Vivemos tempos de obras facilitadoras aos potenciais leitores. Estão aí as coleções de livros que tratam de vasta gama de assuntos em séries como a "for dummies" ("dummy" é uma palavra rica em significados, e pode ser traduzida, entre outras coisas, como "atrasado", "lento",...), ou a "the complete idiot's guide to" ("O guia do perfeito idiota para ..."). Talvez "A História" seja algo desse tipo. Você não lê toda a Bíblia, mas pode dizer que "conhece a essência ou a base".

OU talvez não seja isso. Talvez seja mesmo um esforço da Editora Zondervan, e da Sextante aqui no Brasil, para que as pessoas possam ler pelo menos trechos da Bíblia. É bem possível que uma editora que publica livros evangélicos queira fazer justamente isto.

De qualquer maneira, estou gostando. Estou pela página 130, e já se foi todo o Pentateuco (ou a Torá, isto é, os cinco primeiros livros da Bíblia), mais Jó, Josué, Juízes e Rute. Se estivesse dedicando o mesmo esforço de leitura para ler a versão integral da Bíblia, tenho dúvidas se eu já teria concluído o primeiro livro, o Gênesis.




A História - a Bíblia contada como uma só historia do começo ao fim. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.




15/07/2011.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Estado Burguês

Marxistas puros e duros, e mesmo marxistas vulgares (marxistas puros são aqueles que leram o livro O Capital, de Karl Marx; marxistas vulgares são aqueles que só leram O Manifesto Comunistas, ou o Manifesto do Partido Comunista e alguns comentaristas e vulgarizadores da obra do filósofo alemão. Há ainda uma vertente de adeptos dos irmãos Groucho e Harpo Marx) dizem que, com a Revolução Francesa de 1789, a burguesia chegou ao poder no ocidente.

Nos livros de História, aqui no Brasil, eu pelo menos aprendi, até a primeira metade da década de 1980, que a Revolução Francesa de 1789 serviu para "acabar com o Feudalismo na Europa", e que o poder político passou da Nobreza para a Burguesia. Parece que estes mesmos conceitos acabaram sendo transmitidos para meu filho que está no início do segundo grau. Ele havia decorado os conceitos, mas não me respondeu satisfatoriamente o que significava feudalismo, nem nobreza, nem burguesia. Vamos tentar conceituar isso tudo.

O Feudalismo foi um sistema pelo qual parte do poder do rei era concedido aos seus nobres. Na ordem que se estabeleceu no Ocidente, o poder do rei provinha diretamente de Deus, e em nome Dele, o rei reinava e concedia dádivas. Os nobres foram se constituindo a partir de dois meios, a antiga nobreza romana, o patriciado, e os guerreiros que serviam aos reis que por muito tempo foram chamados de bárbaros (na verdade ainda há muitos que chamam os povos germânicos, e os vindos de oriente, e que penetraram na parte ocidental do antigo Império Romano de "bárbaros". Isto servia bem aos romanos que, às vezes, os combatiam [em outros momentos estes mesmos "bárbaros" eram transformados em aliados] para diminuir estes outros povos, hoje não me parece haver muito sentido em chamá-los de "bárbaros", a não ser para dizer que eram diferentes dos cidadãos do Império Romano). O rei, em nome de Deus, era o "dono" de toda a terra que um povo ocupava, mas distribuía parcelas desta terra aos nobres, uma parcela distribuída era um "feudo" (um poço, ou um porto também poderiam ser "feudos" distribuídos, mas vamos aqui, para simplificar, nos ater à terra). Quem recebia a terra era um senhor feudal, e um nobre. Era-se nobre com base em nascimento, naquelas condições anteriores ditas, ou, excepcionalmente, por nomeação do rei. Um nobre valia mais que quem não fosse nobre. Tinha mais direitos, eventualmente tinha poder de vida e morte sobre os camponeses (servos) que trabalhassem em suas terras. Este sistema vigorou, com matizes, no chamado Ocidente Cristão entre aproximadamente o século VI e o século XVIII. O chamado exemplo clássico de feudalismo teria sido o reino da França.

A Revolução Francesa é o auge de um processo que poderíamos situar o início lá pelo século XII ou XIII, quando uma certa prosperidade começa a surgir na Europa, o comércio e as cidades começam a crescer, e um tipo de sistema legal vinculado à terra, e no qual algumas pessoas têm mais direitos que outras começa a se tornar anacrônico.

Assim, os burgueses, isto é, os homens que normalmente viviam em cidades e eram proprietários das pequenas manufaturas que faziam as vezes de indústria da época, bem como os comerciantes, lideraram a luta para que todos fossem iguais perante o sistema legal. Isso aconteceu primeiro na Inglaterra, no século XVII, e só um século depois na França. Com a Revolução Francesa, embora com uma série de idas e vindas, ficou estabelecido que mesmo o rei deveria obedecer a uma constituição, e que todos os homens seriam iguais perante a lei (a tal igualdade do lema "liberdade, igualdade e fraternidade" que enfeita as referências à Revolução Francesa). As pessoas que se consideram politicamente liberais costumam se referir assim a si mesmas.

Espero que tudo tenha ficado claro até aqui. Esta que foi explicada, é a versão digamos assim, idealizada da história da Revolução Francesa. Fim de privilégios da nobreza, fim do poder absoluto do rei, direitos iguais para todos os cidadãos.

A versão marxista variaria um pouco. Em resumo, diria que com a Revolução Francesa, a burguesia, os mesmos comerciantes-negociantes e donos de manufaturas, conseguiram dominar o poder do estado, e desde então procuram tirar benefícios desse poder para si mesmos, com a criação de leis que lhes permitam acumular o máximo de poder e riqueza possível. Assim, são criadas leis com o sentido de dificultar associações de trabalhadores para que eles, os trabalhadores, não possam fazer reivindicações que diminuam a riqueza da burguesia. Também é assim que os primeiros direitos de voto, estabeleciam sistema de votação censitário, em que o eleitor deveria demonstrar ter acesso a certa quantidade de riqueza para poder votar. Simplificando ao extremo, o estado se tornou um instrumento da burguesia.


Publiquei este texto originalmente no Ainda a Mosca Azul, em 19 de maio de 2006. É um dos mais visitados lá até hoje.
Como talvez saiba o prezado leitor, hoje é 14 de julho, data nacional francesa: Dia da Queda da Bastilha, tido como o marco inicial da Revolução Francesa, de 1789. 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

"Minha pedra é ametista..."

"Minha pedra é ametista..."


"...minha cor o amarelo." Pois é. Ontem a voz de João Bosco anunciou o início da nova versão da novela “O Astro”, na Rede Globo de Televisão. A nova versão da novela não é chamada de novela, mas de "macrossérie", com cerca de 60 capítulo, em contraposição aos mais de 180 (na verdade não faço ideia de quantos capítulos tinha a primeira versão de “O Astro”) da novela de 1978.

As referências ao lançamento da macrossérie ocuparam cinco dos "trending topics" do Twitter, ontem à noite.

Dito tudo isso, ficam as questões sobre porquê a Rede Globo resolveu lançar uma nova versão de “O Astro”. Eu estive comentando em casa que seria muito difícil que a macrossérie pudesse reprisar o sucesso da novela original dos final dos anos 1970. Naquela época a TV Globo era um monopólio na TV, muito mais que hoje, com Record incomodando e canais por assinatura, sem contar a Internet. Mas possivelmente a Globo esteja atrás do "sucesso possível", com uma produção para um horário no qual muita gente já foi dormir.

Talvez a TV Globo também esteja apostando em certa nostalgia de quem viu a novela na primeira vez. Eu estava no final da infância e acompanhei muitos capítulos da novela original, o que me fez parar para ver o capítulo inicial da macrossérie. E eu gostei. Devo acompanhar os próximos capítulos, sendo que ha muito tempo eu não acompanho mais novelas. E eu sucumbi a este espírito de nostalgia. Ficava pensando: "Ah! A Carolina Ferraz está fazendo o papel da Dina Sfat."; "Este foi o Tony Ramos."; "Aquela foi a Tereza Rachel.".

Vamos ver o que vai dar. Eu gostei, embora tenha visto gente que achou o primeiro capítulo da macrossérie "bizarro". E disse isso no Twitter. Distração na TV para os próximos três ou quatro meses, com capítulos curtos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Primeiras Reflexões sobre o Inverno de 2011





Eu gosto de falar do clima, do tempo que passa. Aqui mesmo neste blog já falei sobre primavera e outono. No velho Voltas em Torno do Umbigo, já havia falado também em inverno e verão. Assim, nada mais normal que voltar a falar das estações do ano.

O inverno de 2011 começou feroz. Hoje é dia 11 de julho de 2011, e a temperatura está amena para esta época do ano.

Contudo entre o final de junho e sexta-feira passada (08/07/2011) enfrentamos alguns dias de bastante frio. Por bastante frio eu chamo de temperaturas que começam por volta de 3ºC de manhã cedo, não passam de 12ºC à tarde. Alguns dias a brisa de inverno nos levou a sensações térmicas de 0ºC. Isso mesmo, sensação térmica de zero graus Celsius. Embora a sensação térmica de zero graus não seja incomum em Porto Alegre, estas não são temperaturas que nos deixem confortáveis. Pelo contrário, nos ocorre aquela questão de tentar saber quem foi que deixou a porta do frízer aberta.

E ainda temos mais de dois meses de inverno pela frente. Será que ainda enfrentaremos muitas massas polares como a que nos afligiu até a semana passada, nos meses de inverno à frente?

Além disso, neste inverno tivemos o retorno da peste. Neste inverno de 2011, voltamos a ter notícias de pessoas infectadas pela gripe A, gerada pelo vírus H1N1, que pouca gente ainda lembra que chegou a ser chamada de “gripe suína”, e que causou apreensão no inverno de 2009. A gripe A não ressurgiu (ou pelo menos não tivemos muitas notícias dela) no inverno de 2010. Mas agora temos notícia de infecções, e até de óbitos causados pela doença. As notícias são menos amedrontadoras que as de 2009, mas nunca é bom sabermos de pessoas ficando doentes, e, eventualmente, morrendo em decorrência de gripes.

E para dar singularidade ao inverno de 2011, tivemos a erupção do vulcão Puyehue no Chile. A erupção do vulcão em território chileno da Cordilheira dos Andes começou no outono, e espalhou cinzas por boa parte do sudoeste da Argentina. Por conta disso, a temporada de inverno de Bariloche este ano está arruinada. E a região do Cone Sul da América do Sul está sofrendo dias intermitentes de caos aéreo. Dependendo da atividade vulcânica, e da direção dos ventos, os aeroportos de Buenos Aires, Montevidéu, Santiago, e mesmo de Porto Alegre, e São Paulo, algumas vezes sofrem cancelamentos e atrasos de voos. Eventualmente a nuvem de cinzas do Puyehue chega à Austrália e à Nova Zelândia, causando problemas no tráfego aéreo de lá.

O que será que nos acontecerá nos dias restantes deste inverno de 2011 no hemisfério sul?




11/07/2011.

26 Graus em um inverno que ainda não disse a que veio

26 graus Celsius no ClicRBS, 28 graus Celsius no Weather Channel. Então estamos assim, numa segunda-feira que poderia tranquilamente ser chamada de outono, ou mesmo de primavera. Tivemos um final de semana com dois dias lindos e aprazíveis. Quem pôde ir para praças e parques aproveitou.

Até agora não houve nenhuma frente fria que assustasse nestas duas semanas de inverno, ou nos meses de outono. Sim, porque frio de assustar é quando a temperatura cai abaixo de 10 graus Celsius. Não estou certo que tenhamos tido muitos dias assim.

Além disso, este ano quase não ouvimos notícias sobre a gripe A (ou gripe suína), a peste que nos atormentou no inverno de 2009. Não sei se isto é efeito de massiva campanha de vacinação contra a tal gripe, ou se no ano passado os veículos da grande mídia estavam interessados na peste e neste ano não estão mais. Fato é que em 2010 a gripe A não assusta como antes.

Não sei porquê, mas quando penso no inverno de Porto Alegre, me lembro do outono da Nova Inglaterra tal qual retratado no filme Perfume de Mulher(aquele em que o Al Pacino faz um coronel da reserva cego, mas que fica sentindo os aromas dos perfumes das mulheres que passam por ele). Pois é, se não estou enganado, o filme se passa durante o outono na Nova Inglaterra. E o outono da Nova Inglaterra parece muito mais frio que o inverno de Porto Alegre. Complexidades do mundo...

Hoje é 5 de julho. O inverno de 2010 tem mais uns 75 dias para dizer a que veio...

05/07/2010.


Texto publicado em 5 de julho de 2010, no Voltas em Torno do Umbigo.

2009: Um Inverno para ficar na memória

Já estamos no início de setembro. Nestes primeiros dias de setembro tivemos alguma chuva. Esta chuva veio amenizar o calor inesperado do final de agosto. E todas estas palavras podem levar a um engano.

Houve um tempo em que eu escrevia muito sobre o calor ou o frio. Era uma estratégia para ter assunto. Atualizar o registro do weblog. Não mais. O registro tem sido atualizado por textos de outrem. Não necessariamente textos com que haja acordo, mas que tenham sido interessantes, ou que tenham levado a alguma reflexão, às vezes a algum estranhamento. Tempo e temperatura eram assunto recorrente.

Hoje volta a ser.

2009 vai ficar, ou deveria ficar, marcado na memória como um inverno que fez um frio como há algum tempo não se via. Segundo a coluna de meteorologia no jornal Correio de Povo de meados de julho passado, desde 1996 o estado do Rio Grande do Sul não encarava temperaturas médias baixas como as que enfrentamos neste inverno. Muitos dias de renguear cusco. De usar toca, cachecol e luvas.

E de quebra veio a peste.

Neste inverno fomos assolados pela gripe “A”, vulga gripe suína, produzida pelo tão afamado vírus H1N1. Todo inverno a agora conhecida como gripe sazonal, a, digamos, “gripe comum” assolava e matava muita gente, tanto que de uns anos para cá o Ministério da Saúde lançou campanhas de vacinação para anciões, pois estes muitas vezes padeciam sob a gripe sazonal. E parece que as pessoas em geral nunca prestaram muita atenção às mortes causadas por esta gripe pois aparentemente ela atingia apenas as pessoas no final do seu ciclo de vida.

Com a gripe A fomos despertados para a fragilidade da vida humana em qualquer momento. A nova peste ceifou bebês, jovens, adultos e mulheres grávidas.

No final do inverno boreal, um país inteiro, o México, parou um pouco para tentar estabilizar a epidemia. E quando o inverno chegou a esta porção austral do mundo, a cidade de São Gabriel também resolveu parar por medo do novo vírus. Diversas escolas resolveram cancelar ou adiar aulas para evitar contágios. No final de julho, início de agosto, muitas mulheres grávidas foram dispensadas de comparecerem aos seus locais de trabalho com o intuito de não expô-las ao risco. Acho que foi por julho também que o restaurante onde rotineiramente almoço disponibilizou aos seus clientes álcool em forma de gel, medida desinfetante e profilática contra o vírus. De certa forma parece que voltamos ao século XIV, ao tempo em que a Peste Negra assolou a Europa.

Mas setembro chegou. A primavera está logo ali. No final de agosto, como já disse, chegou até a haver dias quentes.

Sobrevivemos, a maioria. Acho que enquanto vivermos lembraremos.

“Se lembra de 2009?”

“2009?”

“É. Aquele ano que fez frio pra chuchu, e que surgiu aquela nova gripe!...”


02/09/2009


Texto publicado no Voltas em Torno do Umbigo, em 2 de setembro de 2009.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mais reivindicações trabalhistas no frio de Porto Alegre

Hoje pela manhã, um grupo de trabalhadores dos Correios decidiu "montar um acampamento" em frente a sede central dos Correios em Porto Alegre (Av. Siqueira Campos, 1100).

Havia duas barraquinhas montadas, mais uma série de faixas e cartazes. Quando passei por ali havia umas duas ou três pessoas junto ao acampamento improvisado.

As faixas reivindicavam que o Correio continuasse como um serviço público de qualidade, e se posicionavam contra a Medida Provisória 532, do governo Dilma, que altera o estatuto dos Correios. Os trabalhadores temem que com a mudança do estatudo esteja aberto o caminho para a privatização dos Correios. Sobre isso maiores informações podem ser encontradas no sítio dos servidores dos Correios (http://www.sintectrs.org.br/noticias.php?id=142).

Há noite o acampamento já havia sido desmontado.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Diário - Leituras - A Vida Focada, de Richard S. Hipps

Diário - Leituras - A Vida Focada, de Richard S. Hipps



Depois de ler As Confissões, de Santo Agostinho, comecei a ler o livro A Vida Focada, uma tradução bem literal que faço para o livro cujo título original é The Focused Life, do Pastor Richard S. Hipps.

Com a facilidade da Internet nos dias de hoje foi fácil adquirir o livro em versão eletrônica: Cerca de US$ 6, ou pouco mais de dez reais, na Diesel Ebook Store, e "download" imediato.

O livro tem como sub-título "As Beatitudes para o Viver Diário"("The Beatitudes for Everyday Living"), e é uma abordagem sobre o início do Sermão do Monte de Jesus, naquele texto que em português é mais conhecido como "As Bem-Aventuranças", conforme o Evangelho de Mateus 5:3 - 10:

"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus."

O livro está claramente estruturado como a preparação, ou os apontamentos, ou mesmo uma transcrição revisada, de uma série de sermões abordando o tema das bem-aventuranças.

O motivo pelo qual estou lendo o livro é que conheço o Pr. Richard Hipps, e não conhecia este livro dele. O Pr. Hipps é um cidadão dos Estados Unidos e foi missionário aqui na cidade de Porto Alegre, desde meados dos anos 1980 até 1992, quando retornou ao seu país. Aqui em Porto Alegre, ele foi professor no Seminário Teológico Batista, e eu fui seu aluno. Atualmente ele é pastor na Trinity Baptist Church, no Tenessi. Ele já havia escrito outro livro, na década de 1990, chamado "Quando Morre Uma Criança", onde uma série de pais, Pr. Richard incluído, relatam a experiência e a dor de perder um filho, nas mais diversas circunstâncias.

Há imensa variedade de escritos e comentários sobre o Sermão do Monte de Jesus. O livro do Pr. Richard se tornou interessante por conta da sua particularidade. Isto é, o que o Pr. Richard tem a dizer sobre as bem-aventuranças, com tudo o que sabemos sobre o Pr. Richard? Bom, para isso, você vai ter que ler o livro. Mas a minha experiência foi a de quase estar escutando Pr. Richard pregando a partir de seu púlpito, com a pequena diferença que sermões não têm notas de rodapé.

E nesse caso, é exatamente isso. Se pode pensar em oito sermões, em oito domingos, interpretando as Escrituras, e dando palavras de advertência e conforto para sua igreja. Conjugando esta interpretação com a experiência vivida por ele.

Vale a leitura? Vale. E vale ainda mais se você teve condições de conviver com o autor.

O livro foi lido rapidamente, na semana entre 20 e 28 de junho passado.

Reivindicações Trabalhistas no frio de Porto Alegre


No frio de Porto Alegre, cerca de 12º C no início da tarde, algumas categorias profissionais aproveitaram o sol invernal para fazerem manifestações em prol de reivindicações trabalhistas.

Na Rua Caldas Júnior, em frente à sua sede em Porto Alegre, os funcionários da Corsan fizeram uma manifestação, incluindo um carro de som, para reivindicar aumento salarial, plano de carreira, e investimentos em tratamento e distribuição de água. Como é sabido, a Corsan é a companhia estadual de saneamento do Rio Grande do Sul.

Já na Avenida Borges de Medeiros, um grupo de funcionários públicos federais e aposentados fazia manifestação pedindo reajuste. A manifestação desceu a Borges, cruzou a Esquina Democrática e continuou em direção ao Mercado Público. Foi possível ver manifestantes da UFRGS, da UFSM e do IBGE na manifestação.

sábado, 2 de julho de 2011

Novas Voltas em Torno do Umbigo: Balanço - 1º semestre de 2011

O primeiro semestre do primeiro ano deste blog chegou ao fim, e curiosamente o mês mais recente, junho, foi o que teve menor quantidade de "posts" publicados.

Fevereiro, quando estive de férias, e quando eu esperava publicar menos, foi o mês com maior número de "posts".

Está certo que tenho republicado velhas coisas do velho Voltas em Torno do Umbigo, mas no final acho que o balanço é razoável. 61 "posts" em seis meses, média de 10 por mês (embora aparentemente caindo) não está mal.

Quando parei de postar no velho Voltas em Torno do Umbigo especulei que poderia publicar 2 "posts" por mês, ou mesmo, 1 "post" a cada 45 dias. Por enquanto é mais que isso.


01/07/2011.