segunda-feira, 31 de outubro de 2011

31 de Outubro, Dia da Reforma



Como este blogue não cansa de repetir, dia 31 de outubro é o Dia da Reforma.
É o dia em que o então monge Martinho Lutero pregou na porta do castelo de Wurmtemberg suas 95 teses questionando alguns ensinamentos da Igreja Católica, proclamando que só as Escrituras, isto é, a Bíblia era autoridade em matéria de fé, e contestando a venda de indulgências. Isto aconteceu em 1517.

Imagem de Lutero vinda do blog Curiosidades.

Texto publicado originalmente no blog Voltas em Torno do Umbigo, de 31 de outubro de 2008

31 de Outubro de 2007, 490 Anos da Reforma


Que dia das bruxas, que nada! Hoje faz 490 anos que Martinho Lutero pregou suas 95 teses nas portas de um castelo na Alemanha, rompendo a unidade da cristandade ocidental.
Este blogueiro não é luterano, mas certamente se sente um cristão protestante.
Feliz Dia da Reforma!


Este "post" foi publicado no blog Voltas em Torno do Umbigo, de 31 de outubro de 2007.

Relembrando: Dia 31 de Outubro é Dia da Reforma


Em 31 de outubro de 1517, o então monge agostiniano Martinho Lutero pregou na porta da igreja (ou foi do castelo? não importa. O local pode ser consultado depois...) em Würtemberg, as suas 95 teses contestando as coisas que achava erradas na igreja do tempo dele.
Este ano é o aniversário de número 489.


Este "post" foi publicado no "velho" Voltas em Torno do Umbigo, em 1º de novembro de 2006.

Mais Efemérides de Outubro

Para cristãos de extração protestante, um dos dias mais importantes do ano, senão o mais importante, é o dia 31 de outubro, Dia da Reforma. Acho que para os protestantes deveria ser ponto facultativo (para compensar, os feriados dedicados a santos poderiam ser pontos facultativos para católicos, e os protestantes poderiam trabalhar).


Publicado no "velho" Voltas em Torno do Umbigo, em 30 de outubro de 2006.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

As Efemérides de 2011 e “Achtung Baby”

As Efemérides de 2011 e “Achtung Baby”

Todo ano é possível comemorar alguma efeméride. Em 2010, por exemplo, fez 40 anos que o Brasil foi tricampeão de futebol. Em 2009 se completaram 20 anos da queda do Muro de Berlim.
Neste 2011, aqui em Porto Alegre há a comemoração dos 50 anos da Campanha da Legalidade, quando o então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, liderou uma campanha pela posso do vice-presidente João Goulart, em lugar de Jânio Quadros que havia renunciado.
Agora em setembro se completará o primeiro decênio dos ataques contra os Estados Unidos – dez anos do “11 de setembro” como ficou lembrado aquele dia de 2001. Fazia mais de um século que os Estados Unidos não eram atacados em seu território continental. 11 de setembro também foi o dia, em 1973, em que um sangrento golpe de militar derrubou o governo constitucional de Salvador Allende, pondo fim a 50 anos de uma democracia de relativo sucesso, e a tentativa de um socialismo democrático do governo da Unidade Popular, no Chile. Serão 40 anos em 2013.
Dito tudo isso eu gostaria mesmo de lembrar é que em 2011 também se completam 20 anos do lançamento do álbum “Achtung Baby”, da banda irlandesa U2.
Para quem acompanhou a carreira do U2, o disco pareceu muito estranho.
“The Joshua Tree”, o disco anterior, de 1987, havia sido um grande sucesso, e, de alguma maneira, parecia coroar a carreira do grupo. Milhões de discos vendidos, uma longa turnê, e em seguida um filme, obviamente com uma trilha sonora, “Rattle and Hum”. Como coroação da carreira do U2, “The Joshua Tree” é um pouco mais do mesmo do grupo. Rocks melódicos, baladas e letras socialmente engajadas.
“Achtung Baby” parecia bem diferente do U2 até então.
A começar pela capa. Ao mesmo tempo uma colagem e um caleidoscópio. E que tal aquela foto do Bono com maquiagem carregada? Nada contra maquiagens carregadas em sim, mas eu não estava muito acostumado, ou nunca tinha prestado muita atenção a esse tipo de manifestação por parte de Bono.
E a sonoridade? Tanto em “Zoo Station”, a música que abre o disco, quanto em “Even Better than the Real Thing” tinham uma batida que minha esposa então chamava de “batida de lata”.
Pop demais para ser do U2, debochado demais para ser do U2.
É certo que naquele tempo vivíamos dias que pareciam muito estranhos.
Em meados de 1989 o governo da então comunista Hungria declarou que abriria suas fronteiras com a Áustria, e qualquer pessoa que quisesse ir ao país alpino não seria impedida. Até então os países do lesta da Europa viviam sob regimes chamados comunistas. Polônia, Tchecoslováquia. Hungria, Romênia, Iugoslávia, Bulgária, Albânia, e, claro, União Soviética eram todos países comunistas, e quem vivia naquela época, eu inclusive, achava que os regimes comunistas iriam durar para sempre, ou, ao menos, muito tempo. A Alemanha estava dividida. Cerca de dois terços do território atual a oeste era capitalista, o terço restante a leste era comunista. A cidade de Berlim ficava em plena Alemanha Oriental comunista, mas também estava dividida; um muro dividia a cidade, e os cidadãos da Alemanha Oriental eram impedidos de ir para sua contraparte do oeste.
Mas alemães são alemães, e um cidadão da Alemanha Oriental que conseguisse chegar à Ocidental receberia cidadania. O problema era que até 1989 poucos conseguiam fazer isso.
Cidadãos dos países comunistas eram impedidos de viajar para os países capitalistas da Europa Ocidental, mas tinham relativa liberdade para viajar entre os países comunistas.
Mas a abertura da fronteira entre a Hungria comunista e a Áustria capitalista foi como a explosão de uma represa para a Alemanha Oriental. Os alemães afluíam às centenas para a Hungria, passando pela Tchecoslováquia, atravessando a fronteira com a Áustria, e então se dirigindo ao norte para a Alemanha Ocidental.
Com tanta gente saindo da Alemanha Oriental, o próprio governo comunista capitulou e tomou a iniciativa de derrubar o muro que separava Berlim, e abrir as fronteiras com a parte ocidental da Alemanha.
A partir de 1989 os governos comunistas da Europa Oriental foram caindo como peças de uma fileira de dominós, e um fracassado golpe de estado na União Soviética em 1991 foi a pá de cal naquele tipo de governo.
Quando o disco “Achtung Baby” saiu quase no final de 1991, o Muro de Berlim era história, e o comunismo tinha virado pó. Mas não a perplexidade por tudo ter mudado tão rápido.
E talvez por isso o disco se assemelhe um pouco a uma narrativa de viagem. O livreto que acompanha o disco é pleno de fotos, como uma exploração. Com várias fotos da Alemanha. Uma destas fotos é muito icônica. Mostra um sedã Mercedes, automóvel símbolo da pujança da Alemanha, ao lado de um Trabant, um carrinho apertado, com um poluente motor de dois tempos, que era o modelo disponível para as pessoas da Alemanha Oriental adquirirem.
O disco foi parcialmente gravado em Berlim e a primeira faixa, como já foi dito, se chama “Zoo Station”, referência à própria, a Zoo Station de Berlim, a estação do metrô de Berlim que, como o nome indica, é ligada ao zoológico.
Músicas que eu destacaria no disco? As já citadas “Zoo Station” e “Even Better than the Real Thing”. Destacaria também “Until the End of the World”, que também é parte da trilha sonora de um belo e longo filme de Wim Wenders que tem este mesmo nome. E tem também a balada romântica, talvez um pouco já gasta, “One”.
Certa influência alemã ainda seria sentida no disco seguinte do grupo irlandês, “Zooropa”, que sairia em 1993.
É isso. Em 2011 “Achtung Baby” completa 20 anos. Acho que é um feliz aniversário.






24/08/2011, 30/09/2011.









sábado, 15 de outubro de 2011

Diário - televisão - Rede Globo e os Jogos Panamericanos de Guadalajara 2011

Por conta da nossa necessidade de brinquedos tecnológicos, passei boa parte da noite às voltas com tentativas de reparos em computador. Por conta disso, não estava acessando a Internet.
E por conta disso, a televisão esteve ligada, por acomodação, na TV Globo. Pude assistir com relativa atenção ao Jornal da Globo. Meu filho assistiu ao Jornal Nacional, também da Globo.
Resolvida a pendenga com o computador, finalmente tive de novo o acesso à Internet. E surpresa: eu havia me esquecido completamente da abertura dos Jogos Panamericanos de Guadalajara. Pois é, estes Jogos Panamericanos tem cobertura da TV Record. Mas me parece que seria de interesse do público brasileiro ter notícias dos Jogos Panamericanos.
Mas nenhuma nota nos telejornais da TV Globo.
Seria isso um sinal que a Rede Globo está mais focada nos seus interesses comerciais, não divulgar um evento coberto pela concorrente, que em trazer notícias de evento esportivo importante no qual o Brasil participa?
Isso não seria uma falta de respeito com aquele que deveria ser o respeitável público?

sábado, 8 de outubro de 2011

A 57a. Feira do Livro começa a ser montada na Praça da Alfândega


A 57a. Feira do Livro começa a ser montada na Praça da Alfândega




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As estruturas que irão abrigar a próxima Feira do Livro de Porto Alegre estão começando a ser montadas na Praça da Alfândega. 

Este ano o estado da Praça da Alfândega está bem melhor que quando a Feira do Livro do ano passado começou a ser montada. No ano passado as obras do “Projeto Monumenta” mostravam uma praça como em ruínas.

Este ano parece que as obras do Projeto Monumenta, afinal, estão próximas de terminar. A Avenida Sepúlveda de fato foi estendida, e recolocados seus paralelepípedos, quase até a altura do que seria a Av. Sete de Setembro, no centro da praça. 

As estátuas do Barão do Rio Branco e do General Osório não estão mais cobertas. 

É bem possível que a Feira do Livro de 2012 já encontre as obras do Projeto Monumenta concluídas.






08/10/2011.



Textos anteriores, sobre a Feira do Livro, no Voltas em Torno do Umbigo:

- A 56a. Feira do Livro de Porto Alegre entre os escombros da Praça da Alfândega;
- Começa a montagem da Feira do Livro de Porto Alegre .

Diário - cinema - Um Conto Chinês


Diário - cinema - Um Conto Chinês

Acho que li em algum lugar que para os argentinos "um conto chinês" tem o mesmo sentido de "conto do vigário" para nós brasileiros. Um engodo, uma enrolação, uma trapaça.

Pois já se passaram alguns dias desde que vi o filme argentino "Um Conto Chinês" ("Un Cuento Chino"). Na verdade mais um belo filme argentino. Um filme que se apresenta sem grandes pretensões, mas que rende bons momentos de humor e dramáticos.

O filme começa com um chinês, Jun, vivido por Ignacio Huang, que num incidente trágico e absurdo perde sua noiva. Como não tinha família, resolve migrar para a Argentina à procura de um tio que teria naquele país.

Muda a cena e é mostrada ao espectador uma loja de ferragens, em alguma periferia de Buenos Aires. Roberto, vivido pelo ator Ricardo Darín, é o proprietário da loja, e junto da loja é sua residência. Roberto é um homem solitário às voltas com sua loja e suas idiossincrasias pessoais.

Em um momento de lazer, testemunha um chinês, aquele chinês que perdeu a noiva no início do filme, ser expulso de um táxi da capital portenha. Apesar da incapacidade de se entenderem por conta das diferenças de idiomas, Roberto resolve tentar ajudar o chinês. Claro que o envolvimento com o visitante recém chegado vai mexer com os hábitos do homem solitário de meia-idade que é Roberto.

E o filme é sobre isso. Sobre os valores sobre os quais geramos nossos hábitos e definimos nossos caráteres. Sobre as oportunidades que temos (e, às vezes, desperdiçamos), e as decisões que tomamos. E, de quebra, fala sobre solidão, amizade e amor.

Como eu disse no início, um belo filme argentino. Vale ficar na sala até o término de exibição dos créditos.






06/10/2011.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fernando de Barros e Silva se despede


Fica a dúvida, ele sai (ou, talvez, “é saído”) da equipe de opinionistas da Folha de São Paulo, ou sai do Grupo Folha?
De maneira geral eu gostava das colunas de opinião de Fernando de Barros e Silva, e não poucas vezes copiei seus textos para algum blog. Acho uma pena que esteja deixando o espaço de opiniões do jornal.

03/10/2011.