segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Monarco fez show em Porto Alegre


Monarco fez show em Porto Alegre



Neste domingo (27/11) Porto Alegre ardia sob um calor de mais de 30ºC.

Apesar do calor, por volta da metade da tarde saí de casa para aproveitar os dias mais longos proporcionados pelo horário de verão.

Me dirigi à orla do Guaíba, em volta do Parque da Harmonia.

No Anfiteatro Pôr-do-Sol era celebrado o aniversário de 28 anos da Rádio Ipanema FM. Da rótula próxima do Centro Administrativo Fernando Ferrari era possível escutar a programação e as músicas dali.

Como assistir a um show no Anfiteatro Pôr-do-Sol naquele horário significava basicamente ficar exposto ao sol de quase 35ºC, resolvi caminhar em direção ao lado oposto, em direção à antiga usina do Gasômetro.

Quando cheguei próximo do prédio da usina, pude ouvir uma roda de samba que se desenrolava ali.
Para minha surpresa, quando me aproximei da tenda sob a qual rolava a batucada, pude reconhecer o cantor e compositor Monarco, membro da Velha Guarda da Portela, sambista conhecido.

Monarco e Guaracy, outro membro da Velha Guarda da Portela, estavam ali a convite do Instituto Brasilidades, para celebrar o “Dia Nacional do Samba”. E samba era o que estava sendo celebrado de fato ali. Não contei, mas penso que umas 200 ou 300 pessoas estavam reunidas ali para dançar e cantar junto com Monarco e Guaracy.

O repertório passou por Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Cartola, algumas composições próprias de Monarco, e outras. Para quem gosta de samba, um show de primeira.

Emoção e alegria estavam estampadas nas faces daqueles que estiveram reunidos nesse domingo ali na Ponta do Gasômetro.

Eu fiquei pessoalmente surpreso e satisfeito. Nunca pensei que assistiria um show de Monarco sem precisar ir ao Rio de Janeiro.



28/11/2011.


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Tietagem em volta de Monarco.

Aqui, um vídeo de Monarco.




sábado, 26 de novembro de 2011

Pausas




Blog parado não é sinal de falta de inspiração, nem de transpiração.
Talvez necessidade de reflexão.
Talvez apenas falta de um pouco mais de organização.



26/11/2011.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Insensatez


Insensatez




Eu estava mostrando para alguns colegas alguns dos livros que eu havia comprado na 57ª edição da Feira do Livro. Nada muito especial. Algumas pechinchas garimpadas nos balaios da Feira. Trabalhar vizinho à Feira tanto podia ser uma bênção, quanto uma maldição, e já volto a falar sobre isso.
Uma colega, vendo os livros recém adquiridos, me interpelou:
- Mas tu já não tens livros que ainda não leste em casa?
- Tenho. - Respondi.
- Eles já não são em grande número?
- São.
- Então? Por que comprar mais livros?
- Estupidez! - Respondi prontamente.
O grupo de colegas, que estava olhando os livros, riu.
- Insensatez. - Continuei. - Idiotice. Ou talvez vontade de viver para sempre, o que me daria a certeza de conseguir ter tempo para ler todos os livros que eu havia acumulado.
Verdade. Tenho uma biblioteca que está tomando conta do imóvel que habito. De fato, os livros estão a querer expulsar os habitantes do imóvel. Também costumo dizer, como chiste, que estou conduzindo um experimento científico. O experimento científico consiste em saber quantos livros é possível acumular antes que o prédio em que moro venha a ruir. Tempos atrás eu ouvi falar que o novo prédio do Tribunal de Justiça aqui de Porto Alegre tinha sido ou mal calculado, ou calculado segundo algum tipo de economia, de tal forma que foi aconselhado aos magistrados que não trouxessem suas bibliotecas para o novo prédio, pois ele correria o risco de ruir.
Somos acostumados a pensar em livros como uma bênção. Os associamos à educação, formação moral, formação sentimental, etc. Eventualmente, se não tivermos espaço suficiente, podem se tornar em uma espécie de maldição. Se não isso, pelo menos um fardo bastante difícil de guardar ou de carregar.






07/11/2011.









Morto


Morto



Morto!

Girando no vazio,

Morto!

Dormindo a cada noite,

Morto!

Levantando a cada manhã,

Morto!

Comendo e bebendo a cada dia,

Mas ainda assim...

Morto!



07/11/2011.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Diário - cinema - Rock Brasília, a Era de Ouro


Diário - cinema - Rock Brasília, a Era de Ouro





Feriado de Finados e fui assistir o documentário “Rock Brasília, a Era de Ouro”, que pelo jeito faz curta temporada nos cinemas de Porto Alegre.


O documentário aborda as bandas de rock que surgiram na Capital Federal no início da década de 1980, com ênfase na Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial, embora fale também nos Paralamas do Sucesso. E fala também do Aborto Elétrico, um grupo embrionário, de onde surgiram o Capital e a Legião.


O filme é muito baseado em entrevistas. Assim, para um documentário que tem rock no nome, o filme tem mais falação que música. Há entrevistas com os músicos que compuseram estas bandas todas, entrevistas com produtores musicais, e mesmo alguns dos pais e mães dos músicos.


É interessante ver como os filhos de altos quadros da burocracia de Brasília, descobriram o punk rock londrino no final dos anos 1970, e começaram a tentar fazer uma coisa parecida, ali na Capital Federal. E a coisa vai crescendo justamente durante a década de 1980, na transição entre o final da ditadura e a transição para a redemocratização do Brasil. O filme tenta resgatar um pouco desta Brasília.


Um filme para quem gosta ou gostou destas bandas. Eu gostei.






02/11/2011.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Agora já sabemos quem matou Salomão Hayalla


Agora já sabemos quem matou Salomão Hayalla

 


E pelo desenrolar da trama sabemos também que o assassinato foi uma obra coletiva.
 

A mini-novela, ou macrossérie, "O Astro", "remake" de antiga novela de Janete Clair, nos anos 1970, terminou sexta-feira passada. Na verdade este "remake" foi uma nova história.

O fato de ser mais curta imprimiu um ritmo bem mais ágil à trama do que estamos acostumados a ver nas novelas tradicionais. Por outro lado, houve momentos em que o ritmo pareceu um pouco apressado demais.

E houve os momentos, alguns deles bastante constrangedores, do "merchandising", onde alguns personagens fugiam temporariamente da trama para anunciar as maravilhas dos produtos de uma rede de supermercados, ou dos automóveis de uma montadora.

E eu não sei se eu estava desacostumado a ver novelas, mas o tal ritmo fez com que alguns personagens soassem demasiadamente caricatos.Samir, por exemplo, o vilão-mor da história parecia um pouco uma mistura de Dick Vigarista e Coyote, sempre às voltas com planos para se dar bem, planos esses que na maioria dos casos não davam certo, ou eram adiados na hora "h".

Tivemos também a indecisa Amanda, que ora se juntava com Herculano Quintanilha, ora achava algum motivo forte para se separar, embora sempre achasse que ele era o homem da vida dela.

Esta macrossérie foi mais feliz que a versão original de mais de 30 anos atrás. Na versão original Jose morria junto com o bebê numa gravidez tubária. Nesta nova versão o filho dela com Márcio nasceu saudável.

Na versão da década de 1970, Amanda e Herculano acabavam separados. Agora acabaram juntos. Com o detalhe que ele consegue ressucitar após ser metralhado em um atentado político no país latino onde ele havia se tornado assessor do presidente após fugir do Brasil, por conta das falcatruas que havia feito por aqui.

A propósito, a jornada de Herculano para alguma ditadura latino-americana é outra homenagem à versão da década de 1970, quando o Brasil ainda vivia sob a ditadura militar. E também havia ditaduras militares na Argentina, no Uruguai, no Chile, Stroessner ainda reinava no Paraguai, a Bolívia ainda vivia sob a sombra de golpes e contragolpes, e os países do istmo centro-americano viviam em sua maioria sob ditaduras, ou em guerras civis. Eu diria que o país no qual Herculano se tornou assessor presidencial em 2011 é a Bolívia de 1978.
 

E houve esta peculiaridade dele, Herculano, ser assassinado num atentado nessa ditadura latino-americana, mas aparecer vivo, junto com Amanda e o filho deles na cena final da série.
 

E houve o esclarecimento do assassinato de Salomão Hayalla. Se não estou enganado, na novela original, o assassino foi Felipe Cerqueira. Agora foi uma obra coletiva. O mordomo colocou veneno no lugar dos remédios que Salomão normalmente tomava, ele estava cansado de ver o sofrimento que Salomão impingia a todos na casa; Yusef, o irmão de Salomão lhe deu uma coronhada na cabeça, porque Salomão havia chamada a mulher de Yusef de "árvore seca", incapaz de gerar filhos; e, por fim, Clô empurrou Salomão da sacada da mansão, pois ele havia internado compulsoriamente o filho de ambos, Márcio, numa instituição psiquiátrica. Pois é, com um bom advogado, Yusef pode pegar pena "apenas" por lesão corporal, mas quem finalizou o trabalho por assim dizer, foi mesmo Clô. Que confessou o assassinato num tom maléfico, que acabou ficando meio caricatural.

E, em geral, foi boa diversão.




01/11/2011.