sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012!

2012 é o ano augurado pela Profecia Maia.
Tomara que consigamos chegar a 23 de dezembro para conferir o que isso significa, sé que é vai significar algo...
Em todo caso, feliz 2012!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dezembro um mês comum, coisa de um ano incomum


Dezembro um mês comum, coisa de um ano incomum

O mês de dezembro é normalmente picotado por dois feriados, e semi-feriados, na sua segunda quinzena. Um é a celebração do Natal, o outro é o Final de Ano. Claro que isso vale para os países que contam o tempo pelo calendário cristão, como o Brasil, ou seja, a maioria de nós está celebrando o nascimento de Jesus Cristo, e comemorando o final do ano 2011 após o nascimento de Jesus.

Embora a exatidão dos dias possa ser contestada, como, por exemplo, não existiu um ano zero, ou Jesus de fato teria nascido uns 4 ou 5 anos antes do que é normalmente contado, normalmente contamos que agora esteja terminando o ano 2011 da chamada era cristã. E dias atrás celebramos o nascimento de Jesus.

Casualmente este ano, vi na Internet um gaiato que se professa ateu desejar “Feliz Dia do Sol Invicto para você também”. O Sol Invicto era a crença professada pelo Imperador Constantino, imperador do Império Romano entre 306 e 337, que foi talvez o principal responsável pela regularização do cristianismo naquele Estado. Quando o cristianismo foi regularizado o nascimento de Jesus passou a ser celebrado na mesma data do Sol Invicto. Não estou certo que todos os historiadores endossem esta tese, mas ela é mais ou menos aceita por quem tenha algum conhecimento sobre essa época.

Mas, voltando ao nosso título, e ao primeiro parágrafo, neste ano de 2011, o dia 24 e o dia 31, os “semi-feriados” caem no sábado, e os dias 25 e 1º de janeiro de 2012, os feriados caem no domingo. Assim, de maneira excepcional, temos 22 dias apelidados de úteis em dezembro. Se o Banco Central não tivesse decretado feriado bancário no dia 30 de dezembro, para alegados fins contábeis, até os bancos ficariam abertos por 22 dias em dezembro. É um fenônomo raro em dezembro. 22 dias de bancos abertos é coisa para agosto, mês sem feriados!

Ou como me disse alguém, “Natal no domingo devia ser proibido. Se o Natal caísse no domingo, deveria ser adiado para a segunda-feira, e a véspera do Natal para a sexta-feira antecedente.”


Eu acho que concordo.


30/12/2012.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Esta e a noite de celebrar o nascimento de Jesus, e das pessoas confraternizarem.
Feliz Natal a você que chegou neste blog!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Historia de Bizancio, de Emilio Cabrera


Historia de Bizancio, de Emilio Cabrera



“Historia de Bizancio” é um livro que, como o título aponta, conta a história daquele que para a maioria de nós ficou conhecido como “Império Bizantino”.
Eu tive contato com o livro por conta de uma disciplina eletiva no final da faculdade e achei o livro muito bom, uma peça magistral. Isto é, se você tivesse que ler apenas um livro sobre a história do Império Bizantino, este livro lhe daria uma boa base sobre o assunto.
O autor, Emilio Cabrera, consegue de maneira equilibrada, traçar uma narrativa dos eventos mais marcantes dos cerca de 1000 anos de existência do Império Bizantino, estabelecendo uma periodicidade cronológica, e, dentro de cada um desses períodos, busca fazer uma análise das mudanças que aquela sociedade foi sofrendo ao longo do tempo.
O Império Bizantino não nasce como “Império Bizantino”. Ele é a continuação do Império Romano. Depois que o último imperador do ocidente é deposto, e a parte ocidental do Império se fragmenta, o Império Romano continua em sua porção oriental, com um imperador reinando em Constantinopla.
O nome “bizantino” se deve ao fato do imperador Constantino ter mandado construiu a cidade de Constantinopla sobre o sítio de uma antigo colônia grega no estreito do Bósforo chamada Bizâncio.
Mas o grupo social manteve muito da sua caracterização de “Império Romano” até o final do século VI, inclusive com o uso do latim na corte.
Também marcante para o Império Bizantino foi seu caráter como “Império Romano Cristão”. Assim, durante boa parte do tempo de existência dessa sociedade é possível observar querelas doutrinárias sobre o caráter de Deus, de Cristo, da mãe de Cristo, e da adoração.
Durante seus cerca de 1000 anos de existência o Império Bizantino teve que enfrentar diversos desafios: as invasões eslavas nos Bálcãs; o surgimento do Islamismo que lhe tomos vastos territórios; as relações complicadas com o ocidente cristão em geral e com o Papado em particular.
Para enfrentar os sucessivos desafios que o Império Bizantino teve ao longo de sua existência milenar, ele passou por várias reorganizações, as quais Cabrera tenta analisar e explicar. É isso que torna a obra bastante didática. Emilio Cabrera mostra como o império que se extinguiu quando os turcos tomaram Constantinopla em 1453, era uma sociedade muito diferente daquela que começou a ganhar seus contornos nos séculos IV e VI, ou entre os anos de 340 e 580.





CABRERA, Emilio. Historia de Bizancio. Barcelona: Editorial Ariel, 1998.


12 e 13/12/2011.




Diário - teatro - Tholl: Imagem e Sonho


Diário - teatro - Tholl: Imagem e Sonho



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Sábado passado (12/11/2011) fui assistir ao espetáculo Imagem e Sonho, do Grupo Tholl, no Teatro do Bourbon Country, sem saber muito a respeito do programa que me aguardava.
Contudo o espetáculo do grupo teatral-circense foi uma agradável e imprevista surpresa. O espetáculo superou qualquer expectativa que eu pudesse ter. É um show que encanta e diverte mesmo. A plateia do teatro aparentemente também gostou bastante do espetáculo, pois a maioria o aplaudiu em pé ao final da apresentação.
E de quebra, ao final do espetáculo, os artistas foram para o saguão do teatro interagir com o público, conversando, posando para fotos, e esbanjando simpatia.


14/11/2012.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ainda sobre os 20 anos de Achtung Baby - From the Sky Down


Ainda sobre os 20 anos de Achtung Baby - From the Sky Down



Faz pouco tempo que eu comentei sobre os 20 anos do disco "Achtung Baby", e de como ele pareceu um tanto estranho, e fiquei relembrando um pouco daquela época.

Pois esta semana passou na TV por assinatura o documentário "From the Sky Down", sobre como o U2 viveu o sucesso do disco "The Joshua Tree", e sobre como eles viveram uma turnê através dos Estados Unidos, que acabou retratada no filme "Rattle and Hum".

Na verdade essa turnê através dos Estados Unidos transformou o U2 em uma "mega-banda", coisa que eles não estavam acostumados, e para o qual não estavam preparados. Além disso o filme "Rattle and Hum" acabou recebendo um tratamento contundente de uma parte da crítica. De quebra, naquele período, The Edge, o guitarrista do grupo, passou por um traumático processo de divórcio.

Ou seja, segundo a história contada nesse documentário, no final da década de 1980, o U2 estava em crise. Depois de tudo, o que fazer? O grupo pensou inclusive na hipótese de se separar.

"Achtung Baby" foi uma espécie de catarse, de busca de uma nova sonoridade, de um reinventar-se. Inclusive debochando de si mesmos e do mundo de "rock stars" do qual eles acabaram por se tornar parte.

Foi assim que surgiu "Achtung Baby" e a turnê "Zoo TV". Foi a maneira do U2 seguir adiante depois de uma crise gerada por um monstruoso sucesso.




02/12/2011.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Diário – Leituras – As Veias Abertas da América Latina


Diário – Leituras – As Veias Abertas da América Latina


Depois de tanto tempo e tanto ouvir falar, finalmente li o livro “As Veias Abertas da América Latina”, de Eduardo Galeano.

Ganhei um exemplar publicado em 2002 pela Editora Paz e Terra, de uma colega de trabalho que resolveu fazer uma sessão de desapego de alguns dos livros que enchiam sua estante sem nova perspectiva de leitura.

Este exemplar é baseado em edição do final da década de 1970. Tem prefácio da escritora chilena Isabel Allende, e posfácio do próprio Eduardo Galeano, à guisa de comentário e um pouco de atualização. O livro propriamente dito, foi publicado pela primeira vez em 1970.

Lembro que quando li “O Manual do Perfeito Idiota Latino Americano” alguns anos atrás, os autores do panfleto liberal acusaram este livro (“As Veias Abertas”) de ser um dos responsáveis pela suposta autocomiseração dos povos da América Latina, e pelo pensamento esquerdista que acabaria moldando muitos intelectuais deste canto do mundo, e sendo um entrave à livre-iniciativa e à liberdade de expressão tão queridas a esses liberais.

“As Veias Abertas da América Latina” é um rápido compêndio de História da América Latina. Acho que a História da América Latina é profundamente desconhecida por nós brasileiros. O nosso currículo de História nos leva a aprender um pouco sobre a História do Japão, a partir do século XIX, por causa do contato das potências europeias com esse país, mas não nos diz nada sobre a colonização, o processo de independência e o desenvolvimento dos países com os quais compartilhamos o continente.

E Eduardo Galeano nos conta uma história de como nossos países foram colonizados sempre visando a exportação de seus recursos naturais, e como isso sempre beneficiou as metrópoles coloniais primeiro e os países desenvolvidos, Inglaterra e Estados Unidos, depois, além de uma minúscula minoria da região.

Passa em revista os ciclos de extrativismo mineral, comentando a exportação do ouro a partir das Minas Gerais no Brasil, e a prata de Potosí, Bolívia. Curiosamente estas riquezas minerais não serviram nem mesmo às metrópoles coloniais. O ouro brasileiro acabou indo em grande parte para a Inglaterra, e a prata boliviana acabou com banqueiros alemães e holandeses que financiaram as atividades bélicas dos reis castelhanos na Europa.

Fala do ciclo do açúcar espalhou escravidão por onde aconteceu, começando pelo nordeste brasileiro, onde acabou por atrair a cobiça dos holandeses, que ocuparam a região no século XVII. Nós, brasileiros, conhecemos bem o que o açúcar gerou entre nós. A distância entre os senhores e os escravos, e os seus descendentes, o desprezo pelo trabalho, e consequentemente pela inventividade. Ao comentar sobre o açúcar, o autor faz interessante paralelo entre o desenvolvimento das treze colônias que acabariam por gerar os Estados Unidos, e as colônias britânicas no Caribe. Como não havia nenhuma riqueza natural evidente na Nova Inglaterra, a região pôde se desenvolver de maneira relativamente autônoma, e livre de importunações. Nas ilhas do Caribe que se tornaram colônias britânicas, de clima tropical, propício ao cultivo da cana-de-açúcar, não só houve subdesenvolvimento, como também escravidão.

O autor também comenta como, a partir do processo de independência, no início do século XIX, os países da região tenderam à concentração da posse da terra, fosse na Argentina, no Brasil, ou no México. Concomitante à expansão do latifúndio, a economia da região se encaixou como fornecedora de produtos agropecuários, para os países desenvolvidos, com destaque para Inglaterra e Estados Unidos. Assim,o Brasil exportava café e açúcar, a Argentina carne e couros, da mesma forma que o Uruguai.

O autor perscruta também a produção dos países da América Central e do Caribe e sua sujeição aos Estados Unidos, inclusive com as frequentes intervenções militares desse país na região.

Por fim, comenta o desenvolvimento industrial tardio dos países da região, e novamente dependente de indústrias provenientes dos chamados países desenvolvidos. O surgimento das indústrias para a produção de bens de consumo na região, foi em sua maioria submissa aos chamados países desenvolvidos. Fosse para a produção de automóveis, de geladeiras ou de aparelhos de rádio.

Nos últimos trinta e cinco anos, a região se desenvolveu bastante. A situação não é ainda boa, mas claramente melhorou com relação ao que é descrito no livro.

Contudo ainda sofremos as consequências de um passado que nos deixou atrasados em relação aos países mais desenvolvidos do mundo.




22/10/2011.


GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
  

Leituras Atrasadas: Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano



MENDOZA, Plínio, Apuleyo. Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano / Plínio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner, Álvaro Vargas Llosa. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil : Instituto Liberal, 1997.

Com mais de dez anos de atraso enfrentei o panfletão do filho de Mário Vargas Llosa e associados, com prefácio do falecido Roberto Campos ("Bob Fields"), e apresentação do consagrado escritor peruano. Acredito que este título sui-generis seja uma peça de humor filo-americano, pois nos Estados Unidos da América encontramos séries de livros chamadas "for dummies" (algo como para retardados, ou para atrasados), ou "the complete idiot guide to" (o guia do completo [perfeito?] idiota para...) A propósito, é justo Mário Vargas Llosa, na apresentação quem afirma que o livro é um panfleto.
É qual a propaganda que o panfleto divulga? As bênçãos do liberalismo, ora!
O livro é não muito mais que isso. Uma peça de louvor ao livre-comércio e à livre-iniciativa. Para isso ele tenta fazer troça das reflexões acontecidas no subcontinente, nos últimos 50 anos, disparando contra os estudos feitos pela CEPAL, a Comissão para o Desenvolvimento da América Latina, organismo da ONU, a partir da década de 1940, disparando contra a Teoria da Dependência, formulada por Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto na década de 1960, disparando contra a Revolução Cubana e a Revolução Sandinista, disparando contra as medidas estatizantes tomadas por diversos governos da região.
Embora sejam corretos nas citações factuais, o fato do livro ser um panfleto dificulta a aceitação de suas teses. Os autores conhecem mais a América de língua espanhola que a de língua portuguesa. Talvez aí o passar despercebido pelo livro que sem a ditadura de Getúlio Vargas, e as suas medidas estatizantes não haveria desenvolvimento industrial no Brasil, ou ele teria sido muito mais lento.
Os autores gostam de citar o suposto sucesso do novo sistema de previdência do Chile, não citando que ele foi imposto a ferro e fogo pela ditadura do general Pinochet. Também, como o livro foi escrito há dez anos atrás, pode-se desculpar os autores por não saberem que o sistema previdenciário privado chileno está pagando as primeiras pensões agora no início do século XXI, e que estas pensões são menores que as pagas pela previdência estatal chilena, e, em muitos casos, insuficientes para o sustento dos pensionistas. Também não citam que parte da atual prosperidade chilena é possível em parte devido ao regime militar ter "exportado" parte da população, primeiro parte da oposição como exilada política, depois muitos dos cidadãos que saíram do país quando o país enfrentou uma brutal recessão no final dos anos 1970.
Eles também disfarçam mal a sua simpatia pelos Estados Unidos, e desculpam as diversas intervenções realizadas pelo Grande Irmão do Norte na América Latina ao longo do século XX, seja diretamente, como Haiti, ou República Dominicana; seja indiretamente através de suas agências de inteligência e propaganda com a colaboração de parte das oligarquias locais, como no Brasil, ou no próprio Chile.
Quando eu pensasse em questionar o que os autores pensam sobre o liberalismo que houve na América Latina no início do século XX, quando esta se tornou uma grande fornecedora de produtos primários para a Europa e os Estados Unidos (pense no café do Brasil, no trigo e nos derivados bovinos da Argentina, nos minérios da Bolívia, ou do Chile), eles colocam que desde o final do século XIX e in´cio do XX, no subcontinente, a autêntica era do "laissez-faire" era, na verdade, uma época de caudilhismo e patrimonialismo. Curiosamente, muitos dos que eles dizem hoje como patrimonialistas, gostavam de se ver como liberais naquela época. Assim fica parecendo que os autores professam um tipo de "liberalismo ideal", ou 'liberalismo platônico". Ele é um ideal, que quando aplicado a algumas condições históricas determinadas, como o início do século XX, deixa de ser liberalismo para se transformar em outra coisa. É uma contraparte interessante para o comunista-marxista idealista, aquele para o qual os regimes do "socialismo real existente", inaugurado pela União Soviética a partir de 1917 nunca foi comunismo, e, portanto, os abusos ocorridos nos países do socialismo existente não podem ser debitados na conta do comunismo ideal de Marx.
Também é digno de se notar que os autores, enquanto professem fé na livre iniciativa e no livre comércio, não incentivem muito a livre movimentação de pessoas também. O comércio e a iniciativa são bons. Mas se você acha que onde você está não há oportunidades, eles não lhe incentivam a ir buscar oportunidades em outro lugar. Talvez para não associar que, até o momento, as nações que mais prosperaram com o livre comércio, e se tornaram as mais desenvolvidas economicamente, sejam as mesmas que tentam de todas as maneiras impedir a entrada de migrantes indesejados, mas como a demanda existe, se formam quadrilhas que fomentam o tráfico internacional de seres humanos.
O livro não tem boas qualidades? Sim, tem, mas como ele é um panfleto, e não uma obra comprometida com a busca de alguma verdade, ela quer transmitir a sua verdade já consagrada, as qualidades da obra podem ser encontradas em outros estudos de caráter liberal mais sérias.



Texto que publiquei no blog Ainda a Mosca Azul, em 12 de janeiro de 2008

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Andrea True e as Reuniões Dançantes na Vila Cefer


Andrea True e as Reuniões Dançantes na Vila Cefer



A manchete saiu na primeira página de um dos grandes portais de Internet do Brasil, com o respectivo linque para a notícia: "Morre cantora e ex-atriz pornô Andrea True". Seguindo o linque, a notícia informava que a cantora e ex-atriz pornô Andrea True havia falecido de causas não divulgadas, aos 68 anos de idade, no dia 7 de novembro passado. Segundo a notícia ela havia atuado nos filmes "Meatballs"(1972) e "Garganta Profunda II"(1974). Também era cantora e líder do grupo "Andrea True Connection". Ainda segundo a notícia, seu corpo seria cremado em Kingston, estado do Tennessee, nos Estados Unidos. Eu não vi os filmes em que Andrea True atuou, mas, vejam só, eu dancei ao som do Andrea True Connection.

Isso foi na segunda metade da década de 1970. Eu, e a turminha da qual eu fazia parte, éramos basicamente pré-adolescentes, ou estávamos no início da adolescência, coisa de 11 a, no máximo, 14 anos.

Por aquele tempo Andrea True Connection era uma das mais tocadas nas reuniõezinhas dançantes que promovíamos na Vila Cefer 2. A música se chamava "More, More, More" e era tocada em praticamente todas as reuniões dançantes daquela época, pouco antes do estouro da música disco, com o filme "Os Embalos de Sábado à Noite". Sempre alguém tinha um disco com coletâneas que incluíam "More, More, More", e "Love to Love", de Tina Charles.

Essas reuniões que eu frequentava eram no "topo" da Vila Cefer, nas ruas 8, 9 ou 10, e aconteciam no espaço que estivesse disponível. Podia ser a sala de alguém, e nesse caso os móveis eram afastados, ou na garagem, quando os pais, donos da casa, faziam o favor de tirar o automóvel. Para comer sempre havia as pizzas caseiras, feitas por alguma mãe compassiva. Para beber, refresco em pó diluído em água, pois os refrigerantes eram menos acessíveis naquela época. Eventualmente a reunião dançante “passava a seco”. De alguma maneira as luzes eram transformadas em penumbra, e o ambiente estava pronto.

Nas músicas mais agitadas, como era o caso de "More, More, More", ou "Love to Love", na hora de dançar se formavam as rodinhas dos guris, e a rodinha das gurias. Se bem que, pela minha lembrança, sempre havia menos meninas que meninos nessas reuniões dançantes. Não sei se de fato havia menos meninas nas redondezas, ou se poucos eram os pais que permitiam a elas andarem pela vila nas noites de sábado daqueles tempos.

Das músicas lentas, eu posso me lembrar de Morris Albert e sua "She's my Girl". Na hora das músicas lentas era era de dançar de rostinho colado com as meninas. Meninos colocando as mãos na cintura das meninas, meninas com as mãos sobre os ombros, e por trás do pescoço, dos meninos.

Pois é. Tudo isso me voltou à mente por conta da notícia do falecimento de Andrea True.


30/11/2011.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Diário - cinema - O Palhaço

Diário - cinema - O Palhaço



Fim de semana passado fui assitir ao filme “O Palhaço”, produção brasileira estrelada e dirigida por Selton Mello.

É um belo filme. Conta a história de Benjamin, ou “Pangaré”, palhaço do circo Esperança, que perambula pelo interior do Brasil, em meados da década de 1970. A década de 1970 pode ser inferida pelo espectador a partir dos veículos mostrados no filme (e suas placas amarelas), e pelas velhas cédulas de cruzeiro.

No início do filme Benjamin está claramente entediado com seu destino, como palhaço do circo. Esse destino parece ser o de suceder o pai, o palhaço “Puro Sangue”, vivido por Paulo José, em ótima atuação. Puro Sangue é também o dono do circo. No decorrer do filme Benjamin irá lutar contra esse destino a partir de uma oportunidade que ele pensa que se apresenta quando uma moça que assistiu ao show circense se mostra muito simpática com ele. Praticamente uma fã.

Claro que há coisas estranhas nesses anos 1970 do filme. Por exemplo, tenho minhas dúvidas sobre se a eletrificação rural na época era tão desenvolvida. Ou se o empresário Aldo, descolado e usando brinco em alguma cidadezinha do sudeste do Brasil, vivido por Danton Mello, irmão de Selton, seria factível. E acho que mesmo os circos mais mambembes usavam animais em seus shows na década de 1970. Mas esses detalhes devem ser preciosismos meus.

O filme resgata alguns artistas meio sumidos, como o Ferrugem, que parece não ter mudado nada nos últimos 30 anos, ou Jorge Loredo, que aparece numa ponta contando piadas num “happy hour” de funcionários de uma loja.

A trilha sonora, além das músicas circenses, resgata algumas preciosidades da chamada música brega dos anos 1970, nas vozes de Lindomar Castilhos e Nelson Ned.

Enfim, um belo filme.




06/12/2011.

Diário - shows em novembro

Diário - shows em novembro



Eu gostaria de lembrar de novembro de 2011 como um mês em que fui a vários shows. No caso, quatro.
 O incomum nisso é que nos meus quarenta e tantos anos eu nunca fui a quatro shows em apenas em um mês. Aliás, raramente vou a um show. Isso tornou este novembro incomum.
Em 11 de novembro foi o show do Pearl Jam, no estádio do São José aqui de Porto Alegre. A banda incluiu Porto Alegre em sua turnê dos 20 anos de aniversário. O show foi uma espécie de celebração dos anos 1990, e do apogeu do chamado “grunge”.
No dia seguinte, 12, eu descobri que o Rio Grande do Sul tinha um belo show circense. Nessa noite no Teatro do Bourbon Country eu pude assistir uma apresentação do Grupo Tholl, de Pelotas. Um show belo e emocionante.
No dia 18, no mesmo Bourbon Country, fui assistir a um show do grupo MPB4. Um pessoal que está por aí faz mais de 40 anos, mas que eu nunca havia visto ao vivo. No show, um repertório de mpb, como seria de se esperar, com base em Chico Buarque e Bossa Nova, com participação especial do músico gaúcho Nei Lisboa. O meu desejo ao assistir este show era ouvir uma interpretação da clássica “Roda Viva”. Felizmente para mim, estava no repertório.
Por fim, dia 24, fomos Opinião assitir ao show de gravação de um DVD do grupo gaúcho Comunidade Ninjitsu. Meu filho ganhou os ingressos em um promoção de uma rádio local. Foi tempo de ouvir interpretações das canções do grupo liderado por sua excelência o deputado Mano Changes. Pérolas da sofisticação como “Detetive” e “Ah” Eu tô sem erva!”.
No meu caso, um mês diferente.




06/12/2011.