quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Dia da Grande Abóbora


Dia da Grande Abóbora



Hoje é o dia em que se comemora o Dia das Bruxas na América do Norte, principalmente nos Estados Unidos, mas também no Canadá. Nesse dia adultos e crianças se divertem por lá se fantasiando. As crianças também têm a oportunidade de pedir doces à vizinhança.

Também é uma época em que se divulga muito isso por aqui no Brasil, por conta da tremenda americanização que grassa nessa terra, e pelas atuais facilidades de comunicação, principalmente a proporcionada pela internet., que abriu um grande filão para se falar, e fotografar, ainda mais os ricos e famosos, mesmos que algumas vezes eles não sejam nem tão ricos nem tão famosos.

Eu já reafirmei algumas vezes que hoje se celebra o Dia da Reforma. Agora são 495 desde que Lutero publicou na porta de um castelo suas 95 teses, praticamente rompendo com o catolicismo romano do século XVI.

Por outro lado, aqui no Brasil estabeleceram o dia 31 de outubro, como "Dia do Saci". Tentativa de contrapor o folclore nativo ao folclore alienígena do Halloween. E por aqui, em certos lugares, como no Rio de Janeiro, havia uma forte tradição de distribuir doces para as crianças no Dia de São Cosme e São Damião (ou Dia de São Cosme e Damião, como é mais citado, e para ficar mais simples). Mas "Cosme e Damião"são celebrados em setembro.

Hoje é Dia da Reforma, Dia do Saci, e Dia do Halloween. E amanhã é Dia de Todos os Santos.

O que me faz lembrar de um desenho animado da Turma do Charlie Brown, os "Peanuts" de Charles Schulz.

Houve um desenho no qual o personagem Linus fica esperando que na Noite de Halloween, ou na véspera do Dia de Todos os Santos como ele diz, a Grande Abóbora se manifeste e distribua presentes às boas crianças, mais ou menos como Papai Noel. À espera da Grande Abóbora Linus se afasta da festinha e das brincadeiras que as outras crianças estão aproveitando. Charlie Brown fica com ele à espera da Grande Abóbora. No decorrer da noite, Charlie Brown se frustra e deixa Linus sozinho. Mas antes que a noite acabe Linus ainda terá uma surpresa. Se puder, confira.

Feliz Dia da Reforma.

Feliz Dia do Saci.

E, se você insistir nisso, Happy Halloween para você.

E, amanhã, tenha um Feliz Dia de Todos os Santos.

E depois de amanhã, se for do seu desejo, reflita sobre seus antepassados, e sobre como você está aqui por estes dias. Afinal, depois de amanhã será Dia de Finados.

Tenha bons dias!


31/10/2012.


Diário - cinema - Gonzaga, de pai para filho


Diário - cinema - Gonzaga, de pai para filho


Final de semana passado (27/10/2012) fui assistir ao filme "Gonzaga, de paia para filho". O filme é uma cinebiografia da relação de "Gonzagão", Luiz Gonzaga, o "rei do baião", e "Gonzaguinha", Luiz Gonzaga Júnior, filho do rei do baião e compositor de sucesso da Música Popular Brasileira no final dos anos 1970 e início da década seguinte; filme baseado no livro "Gonzaguinha e Gonzagão", de Regina Echeverria.

A grande queixa que li dos resenhistas do filme é que o diretor dá bastante espaço para o dramalhão, levando o espectador às lágrimas em diversas sequências. Afirmam que o filme poderia ser mais sóbrio. É verdade, talvez o filme pudesse ser mais sóbrio, e o diretor abusa das sequências dramáticas. Em todo caso, acho que boa parte dos espectadores está esperando um pouco por isso, pelo dramalhão.

Se tal como narrada no filme, e imagino que igualmente no livro, não foi uma relação fácil. Luiz Gonzaga foi um pai omisso, que preferia estar em turnê fazendo shows a cuidar da eventual monotonia das relações familiares. Além disso, vivia sob a sombra de uma suspeita de infidelidade da mulher, mãe de seu filho.

Mas, para além disso, o filme conta histórias de superação. De um homem que sai do semi-árido de Pernambuco com quase nada, e acaba por alcançar o sucesso na então capital do país. O título de "Rei do Baião" é único.

E também por parte do filho há superações. Da perda precoce da mãe, da ausência do pai, da tentação da marginalidade no morro onde foi em parte criado. Por fim ele também alcança sucesso musical nacional, independente do pai, e em gênero musical distinto.

Os atores não comprometem, e a narrativa flui de maneira agradável.

E há, claro, as músicas, sejam as nordestinas de Luiz Gonzaga, sejam as da MPB de Gonzaguinha. Mas o filme não é um musical, é uma cinebiografia. As músicas estão lá, mas não são centrais à trama.

Ao final, o filme recupera algumas imagens do acervo familiar, dando um toque de documentário, a um filme que teve liberdades de obra ficcional.

Um bom filme. Acredito que quem for vê-lo haverá de gostar.

No meu caso, para um sábado à noite, o cinema estava quase vazio. Confortável para quem estava na sessão, mas acho que não fez justiça ao filme.



31/10/2012.



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Diário – leituras – Leituras sobre Cultura Japonesa


Diário – leituras – Leituras sobre Cultura Japonesa



Quando eu era criança, eu assistia a “Speed Racer” e a “Ultraman”. Também devo ter assistido a algum filme do Godzilla, do qual não me lembro mais nada.

Depois de me tornar pai, assisti junto com meu filho a “Dragon Ball”. Assisti à animação “A Viagem de Chihiro”, que acabou por ganhar o “Oscar” de animação. E assisti a vários episódios de “Naruto”, e pretendo assistir outros mais.

O que todos esses nomes têm em comum é que foram produzidos no Japão.

Assim, posso dizer que fui fisgado pela indústria cultural japonesa, e, de alguma maneira, acabei me aproximando da cultura do Japão. Uma cultura com belezas e sutilezas, e alguns problemas também.

Para conhecer um pouco mais sobre o Japão e sua cultura li recentemente dois livros: “Japop, O Poder da Cultura Pop Japonesa”, de Cristiane Sato, e “Um Nerd no Japão”, de Héctor García. Estes livros tem em comum o interesse pelo Japão e o olhar estrangeiro sobre aquele país. Héctor García é espanhol e vive lá. Cristiane Sato é brasileira. Descendente de japoneses, mas brasileira.

Eu li primeiro o livro de Cristiane Sato. Ele esta estruturado como uma monografia sobre o que ela chama de cultura pop japonesa, e alguns chamariam de indústria cultural.

Os capítulos procuram ser temáticos, e como alguns temas são associados, como acontece com os mangás (histórias em quadrinhos tipicamente japonesas) e animês (desenhos animados), algumas vezes os assuntos se sobrepõem, ou se repetem.

Assim o livro se apresenta como um longo e ilustrado inventário da indústria cultural japonesa, listando seus maiores expoentes.

Há um capítulo para animação e quadrinhos. Destaque para o mangá “Joe de Amanhã”, ou “Ashita no Joe” no original, mangá que causou comoção no Japão quando um de seus principais personagens morreu no decorrer da trama. E fala em Ozamu Tezuka, criador do Astroboy, personagem de mangás e animês. Tezuka foi um dos pioneiros nessa área, e recebeu o título de “deus dos mangás”.

Há um capítulo para o cinema japonês e as áreas em que sua produção tem se destacado, como os filmes de samurais, ou “Chambara Eiga” em japonês; a série de filmes sobre Godzilla, o monstro criado a partir de uma mutação gerada pela radiação atômica; e, mais recentemente, os filmes de horror, como “O Chamado” e “Água Negra”, que acabaram refilmados por Hollywood.

Há um capítulo sobre música onde a autora comenta sobre a música enka, que é conhecida como a música tradicional japonesa (no mesmo sentido em que podemos pensa sobre o fado como a música tradicional de Portugal, ou o tango como música tradicional da Argentina), e a explosão do “j-pop”, a música pop-rock japonesa que ficou mais conhecida a partir das últimas décadas do século XX.

Sobre as séries de TV japonesas a autora fala dos diversos heróis que combatem todo tipo de monstro que quer dominar ou destruir a Terra, começando obviamente pelo Japão. De National Kid aos Power Rangers. Com destaque para o Ultraman.

Ultraman merece um comentário à parte. Eu assisti duas séries diferentes do Ultraman na metade dos anos 1970, e através do livro de Cristiane Sato descobri que elas foram produzidas nos anos 1960. Eu lembro de Haiata e a “cápsula beta”, que agora vim a saber que era interpretado pelo ator Susumu Kurobe, no Ultraman da “Patrulha Científica”. A Patrulha Científica era um esquadrão militar especializado em combater monstro que assolavam a Terra, ou o Japão. E lembro do Ultraman de Go e do G.A.M.. G.A.M. significa “Grupo de Ataque aos Monstros”. Mas a autora não informou o nome do ator que viveu o personagem Go. O que eu não sabia é que Ultraman continuou a ser produzido até os anos 1990, em séries de TV sempre renovadas, e em filmes de longa-metragem.

A autora aborda ainda outros tópicos: moda; miojo lámen ou macarrão instantâneo; esportes, com destaque para o beisebol; e até certas manias como a do tipo sanguíneo: muitos japoneses pesquisam tipos sanguíneos para conferir caráter das pessoas e compatibilidades ou incompatibilidades (mais ou menos como algumas pessoas pesquisam sobre astrologia). Por fim, o livro aborda até ópera e danças do Japão.

A grande ausência nesse quadro da indústria cultural são os videogames.

E a grande ausência no livro é o pouco desenvolvimento que o livro dá à história e à economia japonesas. Assim nós temos uma grande exposição da indústria cultural japonesa e pouco informação sobre o ambiente em que essa indústria cultural surgiu. Faltou esse contexto.

Por outro lado, o livro de Héctor García, “Um Nerd no Japão”, tenta mostrar um certo retrato da sociedade japonesa, a partir de um migrante que lá vive.

Nesse aspecto ele tenta dizer como interpretar certos comportamentos japoneses. Ele é abrangente, fala das tradições, das artes marciais e gueixas à cerimônia do chá.

Fala da organização familiar, dos papéis do homem e da mulher naquela sociedade.

Fala da organização do trabalho, e de como as empresas funcionam.

Por fim, também fala um pouco da cultura pop japonesa, com seus mangás, animês e música pop-rock. Mas de maneira muito mais resumida que o livro de Cristiane Sato.

No final do livro, Héctor García ainda propõe roteiros turísticos para quem pretende visitar o Japão. São roteiros bem interessantes e econômicos. De poucos dias cada um deles.

E este livro também é ricamente ilustrado, inclusive com fotos coloridas.

Esses livros nos aproximam mais do Japão. Mas ao mesmo tempo deixam evidente que há muito o que aprender sobre o “País do Sol Nascente”.




SATO, Cristiane A. Japop, O Poder da Cultura Pop Japonesa. São Paulo: NSP – Hakkosha, 2007.

GARCÍA, Héctor. Um Nerd no Japão. São Paulo: Editora JBC, 2010.



31/08/2012.


sábado, 20 de outubro de 2012

Uma gata mais velha e mais calma


Uma gata mais velha e mais calma

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Há pouco mais de cinco anos eu registrei no meu blog anterior, o velho Voltas em Torno do Umbigo, o acolhimento aqui em casa da Ijuí, a gata que meu filho havia pego.


Cinco dias depois eu já informava que a gata estava impossível: agitada, atacando a tudo e a todos, quase sendo expulsa.


Por muito tempo a gatinha foi geniosa. Num momento aceitava um carinho, e no momento seguinte ela atacava com dentes e unhas a mão que um segundo antes ela deixava que a acariciasse.


Mas nesses últimos tempos tenho notado uma atitude diferente na Ijuí. Mais calma, menos violenta. Não consigo mais me lembrar da última vez que ela me atacou de fato. Pelo contrário, parece mais atenciosa, e desejosa de carinho. Me arrisco a dizer que tem manifestado carência afetiva. Sempre mia para mim quando chego em casa, chamando a atenção. Desejando ser observada enquanto come.


E vez por outra me surpreende, pulando no meu colo, e se aninhando por ali.


Muitos anos atrás eu costumava afirmar que detestava gatos.


Hoje já estou achando gatos quase adoráveis.



18/10/2012.


Sylvia Kristel (1952-2012)


Sylvia Kristel (1952-2012)

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Mais uma vez fui surpreendido pela notícia de um falecimento de alguém famoso pelo rádio. Dessa vez aconteceu com a atriz Sylvia Kristel, cuja notícia de falecimento ouvi nesta quinta-feira passada, pela manhã. A notícia divulgada foi que ela morreu dormindo, provavelmente em consequência de um câncer com o qual vinha lutando há algum tempo.


Sylvia Kristel se tornou famosa no mundo todo pela série de filmes "Emmanuelle", dos quais ela foi atriz principal nos quatro primeiros. Além deles teve extensa carreira cinematográfica.

"Emmanuelle" foi daqueles filmes dos quais a gente ouve falar bastante, lê bastante a respeito dele, mas nunca vê. Eu, pelo menos, nunca vi.


Quando o filme foi lançado, eu era criança demais para poder assistir. Além disso, na época de seu lançamento ele foi proibido no Brasil por um longo período de tempo. A música da trilha sonora composta por Pierre Bachelet se tornou conhecida antes. Então, a gente ouvia alguns adultos comentando, depois (talvez bem depois) lia a respeito, mas nunca houve condições para assistir o tal filme. Ou a alguma das continuações estreladas por Sylvia Kristel. Em todo caso, quando o filme chegou a ser liberado, o cartaz de divulgação se tornou uma peça icônica, e mais ou menos ubíqua.


Segundo li em alguma coluna do jornalista Elio Gaspari, e hoje (19/10/2012) o jornalista André Barcinski confirmou na Folha de São Paulo, Sylvia Kristel esteve visitando o Brasil em 1977. Era uma mulher liberal (tomou banho de sol de topless na piscina do hotel em que ficou hospedada em Brasília) em um país conservador. Seu filme que estreara nos cinemas de Paris em 1974 ainda estava censurado por aqui. E era uma poliglota, num país de monoglotas. Ela visitou o Congresso Nacional, mas, para dificultar a comunicação, infelizmente o português não era uma das línguas em que ela era fluente. Ela falava holandês (sua língua mãe), inglês, francês, italiano e alemão. E nossos congressistas eram monoglotas em sua imensa maioria, e isso num Congresso muito mais elitizado que o de hoje em dia.


A notícia de seu falecimento esteve em destaque em todos os grandes portais da internet brasileira. E eram todos praticamente iguais, o que aponta para uma fonte inicial única e comum.


Estava por aí. E se foi aos 60 anos. Em nossos dias, uma morte prematura...


19/10/2012.


Imagem: reprodução de foto de divulgação do filme Emmanuelle (1974), vista na Wikipédia.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Mais um final de semana


Mais um final de semana




Então é assim.

Sábado: levantar tarde, para variar. Depois do meio-dia.


Foi uma semana cheia, que terminou com uma sexta-feira, 13. 13 de julho de 2012.


Mas apesar de ser sexta-feira, 13, não me lembro de nada de especial que tenha acontecido ontem. Deus me abençoou, e o Diabo não atrapalhou. 


Sábado, 14 de julho. Feriado Nacional Francês, Queda da Bastilha, mas eu nem me lembro disso.


É dia de sol em Porto Alegre. Apesar do dia de sol, está frio. É inverno no hemisfério sul. Ao contrário do inverno do ano passado, este inverno está sendo seco. Pouca chuva. Talvez ainda insuficiente para reabastecer os mananciais do Rio Grande do Sul, que vêm em ritmo mais ou menos de racionamento, desde a primavera passada. 

Levanto depois do meio-dia, almoço e vou para a casa da namorada. Quero sair com ela.


Lá chegando, é necessário convencê-la que o aspirador de pó na casa pode ficar para depois. No inverno os dias são curtos e as horas de sol poucas.

Mas é óbvio que não é possível sair sem que antes o cachorro seja levado para caminhar. Estes bichos de hoje em dia são cheios de dengos. E pensar que quando eu era criança, meu cachorro nunca saía para passear, a não ser quando ele conseguia escapar da corrente em que ficava quase o tempo todo. O vira-lata comia sobras de almoço e janta, e nunca viu veterinário. “Pet shop” então era coisa que não existia. Estes bichos de hoje são cheios de dengo. 


A caminhada com o cachorro, afinal, foi rápida. Uma caminhadinha para lá, uma caminhada para cá, uma urinada num poste, outra urinada numa moita, e o cachorro já tinha desfrutado sua breve sensação de liberdade e companheirismo ao nosso lado. 


Hora de colocá-lo para dentro novamente e sair. 


De carro, rumo ao bairro Anchieta, na Avenida Fernando Ferrari. Lá cumprir um ritual que tenho exercido há uns três anos já. Observar as flores. Na verdade uma flor em especial, a cerejeira japonesa. A sakura, que eu não tenho certeza se se pronuncia “sácura”, ou “sacurá”. De qualquer maneira, isso pouco importa. Como  pode se imaginar, a cerejeira japonesa vem do Japão. E lá os japoneses tem até um festival para isso, para observar a floração da cerejeira, o “Hanami”, que literalmente significa “ver as flores”. a flor da cerejeira é muito parecida com a flor do pessegueiro, mas esta variedade, ao contrário do que poderíamos pensar, não produz cerejas. Ou pelo menos eu nunca vi nenhuma cereja nessas árvores. E estas flores são muito belas. 


Eu não costumo visitar o jardim botânico da cidade. Eu gosto de flores. Eu gosto de observar flores. Eu aprendi a gostar de fotografar flores. E anualmente eu tenho vindo ao bairro Anchieta para observar estas flores.


A minha namorada conhece que o carteiro que faz entrega de correspondência no bairro. Ela peerguntou a ele se as cerejeiras já haviam florescido. Ele disse que não, que não houve nenhuma árvore florescendo na Avenida Fernando Ferrari. 


Mas ele estava enganado. As flores já estavam lá. É interessante como as pessoas às vezes são incapazes de ver algumas belezas que existem no mundo. 


Vistas as flores, fotografadas as flores, fotografada a namorada junto às flores. Inspirados, era hora de seguir adiante.


Ainda pegamos dois galhos para tentar plantar.


Rumo a um hipermercado na Sertório. Na lista de compras, um acessório automotivo, no caso um macaco, e um aquecedor doméstico, para aliviar o frio na casa da namorada. 


Na entrada do hipermercado uma cafeteria. Que tal um café? Por que não? Sentamos junto a uma mesa e fizemos um pedido. Um capuccino para mim, um cortado para ela. Mais um salgado para mim. O capuccino estava bom. O salgado estava meia boca. Ela disse que o cortado dela estava bom. 


Hipermercado. Ampla variedade de mercadorias juntas. Examinamos o aquecedor. Examinamos panelas elétricas. Experimentamos roupas. Fomos ver o tal macaco. O modelo desejado estava esgotado. Nada feito. Saímos sem nada comprar. Impressionante.


Fomos à loja em frente. Ali havia, conjugados, uma loja de materiais de construção e decoração, e um atacadista. 


Vai-se ao banheiro, olha-se o atacadista, também nada do tal macaco. Olha-se a loja de material de construção e decoração. Nada é comprado. 


Voltamos para a minha casa.


Pausa.


Vamos ao cinema.


Um filme de terror, em pré-estreia no cinema de um dos shopping ali perto, na zona norte da cidade.


Antes de sair de casa, eu já me sentia um pouco cansado, das atividades que haviam ocorrido. Mas vamos lá. 

Ir ao shopping, procurar uma vaga no estacionamento, dirigir-se à bilheteria e garantir os ingressos.


Depois comer alguma coisa na lancheria. 

Depois do lanche, voltar à área do cinema. Comprar a pipoca, pois, como talvez dissesse o gato Garfield, cinema sem pipoca não é cinema. Na verdade, ele, Garfield, é mais radical, diz que o filme termina quando termina a pipoca. Não precisamos ser tão radicais. 


O filme é projetado na sala mais acanhada do “multiplex” do cinema. Lotou.


E o filme era também meia boca. Nem isso. Fraco.


Fim da sessão, de volta ao carro. De volta à casa.


Comentários sobre o filme.Tenso. Filme de terror sempre é tenso. Mas fraco.


As horas passam e fica tarde.


Hora de dormir.


Noite para dormirmos abraçados.


No dia seguinte, acordamos tarde. Depois do meio-dia. Assim fica difícil aproveitar as poucas horas de sol do inverno. O domingo está mais frio que o sábado.


Almoçamos. E depois de jogar alguma conversa fora.


Depois decidimos que iremos a uma praça próxima para plantar os galhos de cerejeira.


No final da tarde de domingo, plantamos dois galhos de cerejeira japonesa numa praça. Queira Deus que vinguem.


Depois de plantar as espécies exóticas, voltamos.


Hora de levar a namorada de volta à casa dela.


Não sem antes passar em outro hipermercado. Aquele macaco não estava lá também. Mas o aquecedor foi comprado. Ela iria passar um pouco menos de frio neste inverno. Também alguns mantimentos foram comprados.


Junto a esse outro hipermercado também havia uma cafeteria. Outro café? Por que não? E assim eu pedi outro capuccino, e ela outro cortado. E desta vez, eu pedi uma fatia de torta para acompanhar. Diet. E de fato era diet. É notável como um fatia de torta diet parece mais leve ao paladar e ao estômago que uma torta tradicional, com açúcar. E estava saborosa a torta. O que também é notável, pois eu tendo a dissociar as palavras saboroso e diet.


Após desfrutarmos nosso café, era, de fato, hora de irmos até a casa dela.


E assim fomos.


Quando lá chegamos, obviamente encontramos o cachorro com saudades. E louco para sair de casa. E caminhar na rua. E assim foi. Outra caminhada rápida. Uma urinada num poste aqui, outra urinada em uma árvore ali, e o cachorro já podia voltar para dentro.


Hora de se despedir.


Abraços. Beijos. Desejos de boa semana. Desejos de boa noite. Desejos que pairam no ar.


Entro no carro e dirijo de volta para casa.


É noite de domingo em Porto Alegre.


Amanhã será segunda-feira.


Este foi meu final de semana. Seria isto viver?





16/07/2012.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Diário - filmes atrasados - comentários sumários - Lanterna Verde


Diário - filmes atrasados - comentários sumários - Lanterna Verde


Neste final de semana (13/10/2012) pude assistir o filme "Lanterna Verde" ("Green Lantern", 2011). Filme de aventura e um pouco de horror, baseado no relativamente conhecido super-herói de histórias em quadrinhos.


O filme mostra como um membro da corporação de vigilantes do universo, os lanternas verdes, chega ferido ao planeta Terra, e o seu anel de guardião elege o piloto de testes de aviões militares Hal Jordan para sucedê-lo.


É um filme que dá a impressão de demorar a engrenar, e, no final se fica com a impressão que não engrenou mesmo. E o final parece pouco convincente diante de tudo o que havia sido mostrado até ali.


Dizer mais do que isso seria contar como é o filme e como é o final do filme.


Achei o filme bastante fraco. A melhor coisa ali é a beleza de Blake Lively, a mocinha do filme. Foi bom não vê-lo no cinema.


15/10/2012.


Diário - filmes atrasados - comentários sumários - O Besouro Verde


Diário - filmes atrasados - comentários sumários - O Besouro Verde


Neste final de semana (13/10/2012) pude assistir o filme "Besouro Verde" ("The Green Hornet", 2011). Mistura de comédia e ação, mais comédia, estrelada por Seth Rogen. Ou seja, estrelada por um comediante. Além dele, estrelam a produção Jay Chou, Cristopher Waltz e Cameron Diaz.



É uma comédia, e como tal, podemos de fato dispensar qualquer compromisso com a verossimilhança que a história poderia ter. Sim, é um filme de ficção, mas, enfim, houve algo que me incomodou profundamente: foi a questão do automóvel. Quantos Chrysler Imperial Crown, o automóvel do Besouro Verde, devem existir em Los Angeles? E como a polícia não conseguiu chegar ao Besouro através dele? Liberdade criativa do roteirista e do diretor? Pode ser, mas após tantas horas de filmes policiais, e séries televisivas, como "C.S.I.", esse tipo de liberdade criativa fica difícil de engolir.


É uma comédia, e é possível rir um pouco. Mas não muito. Até porque parece que Seth Rogen se tornou especialista em fazer um tipo de humor em que ele é um cara legal, por quem é possível sentir simpatia e empatia, mas que é basicamente uma espécie de fracassado, como já aconteceu com sua atuação em "Funny people", onde ele atuou ao lado de Adam Sandler.


Enfim, acho que será um filme, que, eventualmente com alguns cortes, venha a passar nas sessões da tarde da televisão aberta. Razoável.


15/10/2012.


Linkin Park em Porto Alegre - 12/10/2012


Linkin Park em Porto Alegre - 12/10/2012


O grupo californiano Linkin Park esteve se apresentando em Porto Alegre, neste sábado, 12 de outubro, no ginásio do Gigantinho.

O show de abertura foi feito pela banda gaúcha "Reação em Cadeia". O show da Reação em Cadeia iniciou por volta de 21 h e durou uns 50 minutos. A banda gaúcha teve boa recepção da plateia.


Após o fim da apresentação da Reação em Cadeia, a plateia teve que aguardar um pouco mais de uma hora para que a atração principal da noite se apresentasse, mas a plateia estava pacienciosa.


Por fim, por volta de 23h15min os rapazes do Linkin Park apareceram, com a canção "Somewhere I Belong". E por cerca de uma hora e meia cantaram hits dos cinco discos gravados em estúdio pela banda, desde o primeiro "Hybrid Theory" até o mais recente "Living Things". Em boa parte delas, a plateia cantou junto.


A apresentação foi turbinada pelo telão que misturava imagens em alta definição dos próprios artistas no palco, e de imagens de videoclipes do grupo.


Enfim, como quase todo encontro entre ídolos e fãs, o show gerou boas vibrações para a plateia e clima de congraçamento, a ponto de um dos membros elogiar a audiência dos fãs no Brasil.







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. Apresentação do Reação em Cadeia


. .LInkin Park no palco
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15/10/2012.

Dois excelentes textos na Piauí de setembro de 2012


Dois excelentes textos na Piauí de setembro de 2012

A revista Piauí é uma publicação mensal que costuma publicar longos textos, sejam memórias de alguém, sejam reportagens, seja algum ensaio, ou mesmo resenhas um pouco mais longa de algum livro recém lançado, ou a ser lançado.


Na edição de setembro de 2012, há diversos textos bons, como a chamada “A Ressaca do Pré-sal”, onde Consuelo Dieguez fala sobre os porquês da exploração petrolífera da camada do pré-sal na costa brasileira não ter alcançado o potencial esperado dela quando de sua descoberta. Ou a análise de Mário Sérgio Conti sobre o livro “Os Sentidos do Lulismo” de André Singer.


Mas há dois textos que achei excelentes. Um se chama “Nem vivos nem mortos”, sobre a experiência de uma adolescente judia-iugoslava em Auschwitz. O outro se chama “O comandante ianque”, e fala de um norte-americano que liderou uma frente de guerrilha da Revolução Cubana, no final dos anos 1950.

Nem vivos, nem mortos

“Nem vivos nem mortos” é a redação mais ou menos final, das memórias de Liwia Jaffe, compiladas por sua filha Noemi Jaffe. Um livro, chamado “O que os Cegos Estão Sonhando?”,  desenvolvendo mais o assunto está prometido para este mês de outubro.


O texto, em forma de diário, lembra desde o desterro involuntário da família Jaffe de uma aldeia da Vojvodina, antiga Iugoslávia, quando da ocupação nazista até o final da guerra, e a libertação de Liwia.


As memórias parecem vívidas: A ocupação da aldeia, em abril de 1944, um pouco mais de um ano antes do final da guerra na Europa. A expulsão do lar. A travessia forçada para o território ocupado da Hungria. O envio de trem para Auschwitz. A chegada ao campo de concentração e extermínio. A separação da família no campo. O sumiço da mãe. O corte dos cabelos e o recebimento de roupas de tamanho errado. A reunião com primas e seu envio para trabalhar num refeitório do campo. A luta diária para conseguir a comida necessária a mais um dia de sobrevivência. A constante ameaça de espancamentos e castigos. As constantes recontagens dos prisioneiros. A fome. O medo.
Mas ela, e suas primas conseguiram sobreviver. A guerra terminou. E, novamente de trem, elas foram enviadas de Auschwitz para a Alemanha, e de lá para a Dinamarca, onde foram bem recebidas, saudadas calorosamente segundo estas memórias. Da Dinamarca para a Suécia onde foram instaladas,em quarentena, para sua recuperação.   


A matéria é ilustrada com uma foto de uma jovem, sorridente, e aparentemente muito bem, já de volta à Iugoslávia, em 1946.


Não nos é informado, ou eu me esqueci, como Liwia Jaffe veio parar no Brasil, e aqui acabou por formar família. E ela talvez venha a conhecer a terceira geração de sua descendência. No momento em que a matéria foi publicada, Liwia Jaffe contava com 85 anos.


Dos relatos que li ou ouvi sobre o holocausto, este foi o que mais me comoveu.

Um gringo na guerrilha

O outro texto, “O Comandante Ianque”, é um longo perfil de William Alexander Morgan, reproduzido de texto publicado na New Yorker, escrito por David Grann.


E o perfil começa pelo final. Isto é, começa pela execução de William Morgan por um pelotão de fuzilamento, na prisão de La Cabaña, em Havana, no início de 1961.


Começando por aí, Grann traça o perfil do enigmático Morgan, o homem que comandou uma frente guerrilheira nas montanhas de Escambray, em Cuba. Um segundo foco guerrilheiro, então, em 1957, mais ou menos independente da guerrilha comandada por Fidel, Che e Raúl em Sierra Maestra.


Morgan foi um filho da classe média americana do meio-oeste. Mas segundo o perfil sempre foi meio desajustado. Fugiu de casa no final da adolescência, e se alistou no exército. Nesse meio tempo teve um casamento relâmpago, mas logo se separou. Foi enviado pelo exército para o Japão, onde acabou por se envolver com uma mulher japonesa, teve com ela um filho e desertou. Acabou preso, e cumpriu alguns anos de sentença em prisão federal.


Por conta dos registros policiais, e por seu perfil, digamos, rebelde, acabou se envolvendo em negócios com o crime organizado.


E por meio do crime organizado, acabou chegando em Cuba.


Em Cuba tomou-se de simpatia pela guerrilha, e resolveu aderir. Naqueles anos finais da década de 1950, a guerrilha ainda não se declarara comunista ou socialista. A princípio seu objetivo era derrubar o regime de Fulgêncio Batista, um tirano como vários outros da América Central e Caribe daqueles dias. E como já vimos, Morgan acabou somando-se ao então pequeno grupo guerrilheiro que se formava em Escambray.


Ali ele ajudou a estruturar melhor o grupo, ensinou táticas de combate, e aprendeu a falar espanhol. Esta guerrilha ajudou a derrubar o regime de Batista. Mas não sem antes um certo desentendimento entre a liderança de Escambray, e Che guevara que havia ido à região para sondar o grupo.


Ao mesmo tempo, as notícias de um norte-americano entre as lideranças da guerrilha em Cuba, fez soar alarmes nos Estados Unidos. FBI e CIA começaram a investigar a vida desse cidadão estadunidense que lutava no Caribe. Boa parte do perfil traçado por Grann certamente é devedor dos dossiês montados a respeito de Morgan, feitos por estas agências.


Mas Morgan era um liberal, em uma revolução que estava se encaminhando para o socialismo. Socialismo tal qual entendido naquela época, tendo a União Soviética, a Iugoslávia, a China, como modelos, com a progressiva extinção da propriedade privada e a instalação da chamada ditadura do proletariado.


Uma vez vitoriosa a revolução na ilha, Morgan ainda ajudou a desmontar uma das primeiras tentativas de contrarrevolução e assassinato de Fidel, articulados pelas primeiras levas de exilados cubanos, com a ajuda da República Dominicana, do ditador Rafael Trujillo.  


Morgan a princípio se instalou em Cuba. Casou, teve filhas. Organizou criações de rãs, que acabaram por prosperar.


Mas Morgan era um liberal, em uma revolução que estava se encaminhando para o socialismo. Depois de expulsar comunistas que queriam se reunir na sede da fazenda de criação de rãs, acabou por ser preso. Por ser contra o comunismo, acabou condenado como “traidor e contrarrevolucionário”. E, por fim, acabou fuzilado em la Cabaña. Tinha 32 anos.


Depois de cumprir pena também na ilha. Sua viúva se exilou nos Estados Unidos, onde veio a conhecer os parentes de seu falecido marido. Desde então, ela lutou junto ao governo norte-americano pela reabilitação do falecido marido (sua cidadania havia sido cassada, por conta do envolvimento com a guerrilha em Cuba), e pelo traslado dos restos mortais dele para os Estados Unidos (o que faz todo sentido, uma vez que ele foi condenado por traição em Cuba). Mas o regime cubano tem, segundo o perfil, mesquinhamente se negado a permitir isso, embora em 2002 Fidel Castro tenha dito que não impediria tal traslado.


Boa parte dos membros da guerrilha de Escambray foi presa e torturada. Parte dos guerrilheiros acabou por deixar o país.


Muitas vezes, uma revolução começa com idealismo, e termina com paranoia. “Devorando” seus filhos.


Era isso. A revista Piauí de setembro de 2012 tem outros textos bons. Mas só estes já valeriam a pena.




08/10/2012.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Feira do Livro 2012 começa a ser montada


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Na Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre.

Eric Hobsbawn


Eric Hobsbawn



Ontem, dia primeiro de outubro, foi divulgada notícia do falecimento de Eric Hobsbawn.


Desde então, têm pululado necrológios e lembranças desse historiador inglês, nascido em Alexandria, no Egito, filho de pai inglês e mãe austríaca, e que viveu sua infância em Viena e Berlim, até se mudar para a Inglaterra e lá se radicar.

Eric Hobsbawn foi um historiador e um escritor prolífico. Segundo consta, teria concluído sua última obra, a ser publicada no ano que vem, no seu leito de morte.

Suas obras mais conhecidas foram sua trilogia sobre o “longo” século XIX, que no Brasil foram publicadas com os títulos “A Era das Revoluções”, “A Era do Capital” e “A Era dos Impérios”, e um volume sobre o “curto” século XX, “A Era dos Extremos”. Além de historiador geral, também se deteve a pesquisar, e escrever sobre jazz.

O jornal Folha de São Paulo, informa que por conta de sua vasta obra escrita, Hobsbawn esteve no Brasil para uma das edições da Festa Literária de Parati, a Flip, em 2003, e aqui teria vivido dias, como diz o jornal, “de Mick Jagger”, isto é, de estrela pop, com declarações amorosas de fãs, poses para fotografias, e muitos autógrafos.

De qualquer maneira, ele de fato era um historiador popular. A repórter Sylvia Colombo, que teve oportunidade de entrevistá-lo disse que ele era constantemente chamado a opinar sobre os mais diversos assuntos atuais, a partir de seu cabedal de historiador. Como ela diz, ele era chamado a opinar sobre “11 de setembro (provavelmente o de 2001, e não o de 1973), eleição de Obama, terremoto no Haiti...”

Dizem também que ele apreciava o futebol, e torcia pelo Arsenal, time do sul de Londres, várias vezes campeão da liga inglesa.

É por conta disso que me lembrei de uma história particular que me contaram dele. Diz esta história que Eric Hobsbawn esteve em Porto Alegre, para uma das edições do Fórum Social Mundial, que ocorreram por aqui. Nesta vinda, ele teria sido convidado para assistir uma partida de futebol do Internacional. Entre os acompanhantes do historiador ao estádio Beira-Rio, estaria o então governador Olívio Dutra, notório torcedor do clube. Estádio quase cheio, o time do Internacional com seu tradicional uniforme de camiseta vermelha e calções brancos, o governador Olívio Dutra teria dito ao historiador que o Internacional era um time popular, fundado por operários no início do século XX, e que por isso havia adotado a cor vermelhar como predominante. Com tal narrativa o historiador teria ficado espantado e encantado, e com isso Olívio teria garantido que a partir de então o historiador inglês se tornasse um entusiasmado simpatizante do Colorado de Porto Alegre. Não sei se é verdadeira esta história. Acredito esta história narrada, também não seja a verdadeira história da fundação do Internacional. Em todo caso, acho bom que Eric Hobsbawn pudesse ter se tornado um simpatizante do Internacional.

Foi-se o homem, ficou sua obra. E um monte de memórias a serem lembradas.


02/10/2012.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

200 Voltas em Torno do Umbigo


200 Voltas em Torno do Umbigo


Ontem, olhando o índice de postagens deste blogue, vi que havia chegado a 200 postagens com o flagrante da campanha de padre Roque à câmara de Vereadores de Porto Alegre.


200 postagens pode não ser nada, e também pode ser alguma coisa.


200 postagens pode não ser nada pela irrelevância do blogue.


200 postagens pode ser alguma coisa, porque, afinal, este blogue recebeu 200 atualizações. A maioria pouco relevantes, e algumas outras totalmente irrelevantes.


Mas aí está. Prosseguimos com insistência, dando voltas em torno do umbigo.


01/10/2012.