sábado, 30 de março de 2013

Feliz Páscoa

Esqueça os coelhos, esqueça os ovos, mesmo que eles representem vida segundo o entendimento comum.
Lembre-se da libertação dos grilhões no Egito, conforme o livro do Êxodo.
Lembre-se do túmulo de Jesus vazio no Evangelhos.

Feliz Páscoa.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Lendo alguns contos por conta de um cursinho de literatura


Lendo alguns contos por conta de um cursinho de literatura



Estou fazendo um pequeno cursinho sobre literatura, o que me obriga a ler. É claro.
Tive que ler de uma sentada quatro contos. Dois de Machado de Assis, um de Edgar Allan Poe, e outro de Anton Tchékov.

Um dos de Machado de Assis é "Pai contra Mãe", que fala das dificuldades de um homem que não se fixa a ofício nenhum, e tem dificuldades para sustentar sua esposa, e um filho que vem chegando, até que uma solução surge diante dele, com efeitos dramáticos.

O outro é o famoso "Missa do Galo", em que um adolescente do interior, na Corte do Rio de Janeiro, conversa com a dona da casa em que está hospedado, enquanto aguarda a hora de ir assistir à Missa do Galo.

O conto de Edgar Allan Poe se chama "O Gato Preto", e fala de um homem que na infância era apegado aos animais de estimação, mas na idade adulta começa a ter problemas com gatos.
Por fim, o conto de Tchécov, chamado "Angústia", fala de um homem que deseja desabafar a angústia gerada pela morte prematura do filho.

Obviamente quando coloco estes resumos, tento não contar muitos detalhes, nem dizer qual é final da obra, para que quem venha a lê-los não perca o prazer e as descobertas destas leituras.

Eu não havia lido anteriormente nenhum destes contos. E não me lembro de ter lido qualquer coisa de Poe ou de Tchécov antes.



28/03/2013.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Diário - leituras - Felicidade Clandestina


Diário - leituras - Felicidade Clandestina


Depois de diversas hesitações resolvi afinal ler uma obra de Clarice Lispector.
Eu já havia lido
uma resenha de uma biografia dela muito favorável publicada há pouco tempo. Depois fui assistir a uma peça teatral baseada na vida e na obra de Clarice.
Então, talvez, fosse o momento de ler uma obra dela mesma.
“Felicidade Clandestina” é uma coletânea de contos / crônicas escritas por Clarice.
E estas pequenas histórias que ela conta são bastante impactantes. O resultado disso é que um livro relativamente pequeno, pouco mais de 150 páginas, demorou um mês para ser lido. O motivo? Normalmente cada pequena história me impactou. Ou seja, eu poderia ler três ou quatro destas pequenas histórias a cada vez que eu pegava o livro. Contudo, em geral, eu parava de ler logo após concluir a leitura de apenas uma delas.
E “Felicidade Clandestina”, além de ser o título de uma das pequenas histórias, de fato resume bem o livro. São pequenas histórias em que a felicidade emerge em um mundo triste, de maneira quase clandestina. Seja uma menina que deseja ler um livro, seja uma outra menina que se vê desconcertada com o encontro com um pintinho, sim com um filhote de galinha, seja uma anciã que se deixa guiar por estranhos.
Nem todas as histórias narradas por Clarice neste livro são assim, da felicidade que emerge clandestina num mundo triste. Algumas mostram um mundo triste que fica ainda mais triste, e também estas nos impactam. Em geral, ao final de cada pequena história eu tinha que fazer uma pequena pausa para reflexão...
Tentemos resumir que contos, crônicas, histórias, seriam estas então...

"Felicidade Clandestina" - o conto que dá nome ao livro conta sobre uma menina na expectativa de poder ler um livro;
"Uma Amizade Sincera" - uma história sobre obter e manter uma amizade;
"Miopia Progressiva" fala sobre aparências, expectativas e experiências. Como sobre expectativas podem ser diferentes das, ou parecidas com as, realizações;
"Restos do Carnaval" - uma menina e o Carnaval;
"O Grande Passeio" fala sobre uma anciã, que migrou do Maranhão para o Rio de Janeiro. Ela já perdeu a filha e o marido;
"Come, meu Filho" - uma pequena crônica sobre divagações à mesa;
"Perdoando Deus" - uma mulher vê, reflete sobre sua subjetividade no mundo e sua relação com Deus;
"Tentação" - uma relação entre uma menina ruiva e um cão basset vermelho, ou quase isso;
"O Ovo e a Galinha" - uma longa divagação sobre, basicamente, um ovo;
"Cem Anos de Perdão" fala de uma menina que roubava rosas;
"A Legião Estrangeira" é um conto em que uma mãe de família relembra uma menina de uma casa vizinha por conta de um pintinho trazido para casa às Vésperas do Natal;
"Os Obedientes" é um conto sobre uma crise de meia idade afligindo um casal;
"A Repartição dos Pães" fala sobre o almoço em família no final de semana;
"Uma Esperança" é uma crônica sobre um inseto que invade a casa da narradora. Eu nem sabia que havia um inseto chamado de esperança;
"Macacos" fala de macacos de estimação;
"Os Desastres de Sofia" fala de uma menina inteligente, imaginativa, na puberdade e em conflito imaginário com um professor;
"A Criada" fala sobre uma empregada doméstica e as questões que há em ter uma empregada doméstica em casa;
"A Mensagem" é sobre um relacionamento amoroso de dois adolescentes;
"Menino a Bico de Pena" fala de uma mãe refletindo sobre o crescimento de seu filho;
"Uma História de Tanto Amor" fala de uma menina que tinha galinhas como animais de estimação;
Em "As Águas do Mundo", Clarice Lispector consegue produzir uma crônica a partir de um banho de mar;
Em "A Quinta História", Clarice conta e reconta sobre ser incomodada por baratas, e como se livrar delas;
"Encarnação Involuntária" fala de alguém que vê outras pessoas na rua e passa a imaginar, "encarnar" a vida destas pessoas;
"Duas Histórias a Meu Modo" fala de como seria criar duas histórias paralelas sobre personagens e os desejos destes personagens;
"O Primeiro Beijo" narra a história de um menino relembrando seu primeiro beijo.

25 pequenas histórias.
LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.


07/12/2012.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Diário - filmes - Sete Dias com Marilyn



Diário - filmes - Sete Dias com Marilyn


Quando assisti o filme “Sete Dias com Marilyn” (“My Week with Marylin”), o que pensei foi sobre a atriz Michelle Williams, que faz o papel de Marilyn: como ela pode ser tão linda? Ainda mais na fotografia do filme (diretor de fotografia: Ben Smithard). E como nunca a vi em algum filme antes? Fui pesquisar e vi que já havia visto a atuação dela em “Ilha do Medo” (Shutter Island”), mas garanto que não me lembrava.

E Michelle Williams consegue transmitir uma Marilyn esforçada, deslumbrada, deslumbrante, e sedutora, e ao mesmo tempo carente e insegura. Não foi à toa que ela chegou a ser indicada para o Oscar de melhor atriz de 2011, pelo papel. É muito curiosa a atuação de Williams/Marilyn. Quando está só, ou quase, é uma pessoa insegura, quase tímida. Mas basta que tenha alguma plateia, para que esteja atuando, como se Marilyn fosse ao mesmo tempo uma pessoa e uma personagem, personagem esta que precisa seduzir a plateia, onde quer que a plateia esteja. E aparentemente, em 1956, em qualquer lugar onde Marilyn fosse havia uma plateia para ela.

Fora isso, “Sete Dias com Marilyn” é um filme sobre primeiros amores e amadurecimento. E aí entra o papel de Colin Clark, vivido discretamente pelo ator Eddie Redmayne. O filme é baseado em um livro de memórias escrito por Clark. Ou seja, o filme é em boa parte baseado em fatos ocorridos em 1956, durante a filmagem de “O Príncipe Encantado” (original “The Prince and the Showgirl”). Também há a atuação discreta de Kenneth Branagh, vivendo Lawrence Olivier.

E há ainda uma ótima recriação de época.

Mas acima de tudo há a deslumbrante beleza de Michelle Williams como Marilyn Monroe.

Assim não poderia deixar de ser um belo filme.


08/03/2013.

Diário - filmes atrasados, comentários sumários - As Aventuras de Tintin, o Segredo do Unicórnio


Diário - filmes atrasados, comentários sumários - As Aventuras de Tintin, o Segredo do Unicórnio



Esses tempos pude assistir ao filme, ou à animação, “As Aventuras de Tintin” (“The Adventures of Tintin”), produção americana de 2011, que foi lançada aqui no Brasil, no início de 2012.

É uma boa diversão que traz de volta o espírito dos filmes de aventura dos anos 1930. Com certas coisas que parecem de fato filmes de antigamente, do tipo em algum momento o herói (Tintin, obviamente) receber uma rajada de balas de metralhadora, e não ser atingido nenhuma vez, e responder com um tiro de pistola e colocar fora de combate seu oponente.

No caso deste filme, Tintin é envolvido na busca de um tesouro perdido no século XVII após comprar uma miniatura de um navio numa feira de antiguidades. Assim, ele é levado pelo filme, através de tiroteios e perseguições. Tudo bastante divertido, e com humor.

E há algumas impropriedades, como em determinado ponto do filme em que um personagem do filme fala em “terceiro mundo”, termo que surgiria só após a Segunda Guerra, juntamente com a descolonização da Ásia e de África. E há também o uso de um veículo “Jeep”. Esse veículo amplamente usado pelos Aliados na Segunda Guerra só começou a ser fabricado nos anos 1940, alguns anos depois de história narrada por Spielberg. Mas tudo isso pode ser relevado.

Acredito que o filme venha a passar diversas vezes nas matinés da televisão aberta.


10/03/2013.