sexta-feira, 31 de maio de 2013

Diário - cinema - Homem de Ferro 3


Diário - cinema - Homem de Ferro 3


“Homem de Ferro 3” é mais uma divertida sequência sobre o playboy milionário Tony Stark, e suas armaduras que o transformam em super-heroi.

Neste caso ele está um pouco mais humano. Sofre de estresse pós-traumático, por conta das lembranças de sua participação na luta contra os alienígenas invasores, mostrada no filme “Os Vingadores”.

Fora isso ele precisa enfrentar seu novo inimigo, o Mandarim.

E nós temos que suspender nosso ceticismo para nos divertirmos com os superpoderes dos superbandidos.

Como eu disse, divertido. Mais divertido que “Os Vingadores”, ou “Thor”, ou “Capitão América”, para pensarmos nas mais recentes produções baseadas em personagens da Marvel. Alguém me questionou se isso não seria apenas reflexo de uma predileção pelo Homem de Ferro, contra os demais Vingadores. Eu nego. Estou falando de filmes. Quando eu era criança, minha predileção ia para o Capitão América, com todo o seu idealismo.


31/05/2013.

Hamlet, com Thiago Lacerda


Hamlet, com Thiago Lacerda


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Neste sábado, 25 de maio, fui ver a montagem da peça “Hamlet”, de Shakespeare, com direção de Ron Daniels, e o ator Thiago Lacerda no papel principal.

A peça conta com elenco estrelado, incluindo Antônio Petrin, como o pai assassinado de Hamlet. Há também Eduardo Sermejian, como Cláudio, o tio-padrasto de Hamlet, Roney Facchini como Polônio, um conselheiro da corte, Anna Guilhermina, como Ofélia, a namorada de Hamlet, e Selma Egrei, como a rainha. São quatorze atores em cena, alguns fazendo mais de um papel.

É um espetáculo longo, cerca de 2 h 45 min, com direito a intervalo de 15 minutos.

E Hamlet é uma peça bastante conhecida, embora provavelmente mais falada, que vista ou lida. Dessa peça há aforismos amplamente divulgados, tais como "Fraqueza, teu nome é mulher!", ou "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia", e, é claro, "Ser ou não ser, eis a questão". Não obstante, ser conhecida e citada, eu mesmo não sabia como era a peça. Nunca a havia lido, nem havia visto qualquer apresentação, ou mesmo alguma adaptação para o cinema. Assim, ver a peça foi uma revelação. Para não falar muito, é aquela peça de Shakespeare em que o personagem principal, Hamlet, é confrontado pelo fantasma do pai, o rei da Dinamarca, para vingar seu assassinato, com graves consequências.

E a companhia teatral é boa. Thiago Lacerda se mostra um ator teatral de bons recursos, bem além de um rostinho bonito. Sermejian, Facchini e Petrin também têm muito boas atuações.

A única estranheza foi a roupagem contemporânea aplicada à montagem. Como se sabe, “Hamlet” é uma peça escrita na passagem do século XVI para o XVII, num período chamado de “elizabethano”, por conta do reinado de Elizabeth, ou Isabel como talvez dissessem nossos amigos portugueses. Mas a montagem não usa caracterizações do século XVI. O figurino dos atores é contemporâneo, no máximo, se pode colocar os figurinos no início do século XX, o que pode parecer estranho, como foi dito antes. O fantasma do rei assassinado em suas aparições lembra mais um presidente da república contemporâneo que um rei que tivesse governado a Dinamarca no século XVIII. Quem mais se aproxima da caracterização de séculos atrás é o próprio Hamlet, mais por conta de seus trajes sombrios, reflexo dos questionamentos que afrontam a personagem.

Foi uma boa montagem. Acredito que tanto quem conhecia, quanto quem não conhecia a peça, pode aproveitar bastante a peça.

No encerramento, todo o elenco agradeceu o público, e informou que Porto Alegre estava recebendo as últimas apresentações desta montagem da peça. As últimas apresentações. Uma pena que a temporada esteja terminando.


29/05/2013.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Zé Ramalho em Porto Alegre


Zé Ramalho em Porto Alegre


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O cantor e compositor Zé Ramalho fez show com sua Banda Z no Auditório Araújo Vianna, neste sábado, 18 de maio, em Porto Alegre.

A reabertura do Araújo Vianna permitiu um novo local para shows na cidade. E nos shows a que fui, uma coisa ótima tem sido a pontualidade.

Por volta de 21 h 10 min Zé Ramalho e sua banda começaram o show com a versão de  “Blowin the Wind”, “O Vento vai responder”. E então, quase sem intervalos, Zé Ramalho emendou o cancioneiro que lhe fez a fama desde o final dos anos 1970: “Mulher Nova Bonita e Carinhosa”, “Vila do Sossego”, “Taxi Lunar”, “Avohai” e “Admirável Gado Novo” (a de maior interação com o público) entre outras, com seus frevos e baiões de toada assim, roqueira. Em determinada altura do show, ele disse que ia cantar canções de um outro “parceiro de profecias”, ou algo assim, e interpretou duas músicas de Raul Seixas: “Gitah” e “Medo da Chuva”.

Uma coisa curiosa que aconteceu foi o desejo de fãs de fotografarem Zé Ramalho, próximos do palco, e a tentativa dos seguranças de evitar isso. Não sei se a justificativa era a proibição de fotos, o que não acredito, ou bloquearem a visão dos demais espectadores, o que fazia mais sentido. Os fotógrafos-fãs não eram mais que meia dúzia de pessoas. Os promotores do espetáculo poderiam sortear entre o público quem quisesse fotografar, pois a coxia dos fotógrafos na frente do palco esteve praticamente vazia. Apenas um profissional esteve ali, e uma senhora com um smartphone, que alguém identificou como a esposa do Zé Ramalho.

Parte do público abandonou seus lugares e se postou nos corredores laterais para dançar ao som de Zé Ramalho.

E assim, foi. Logo Zé Ramalho estava mostrando os componentes da Banda Z, e encerrando o espetáculo.

O público veio abaixo na espectativa do bis, mas ele foi bem curtinho, encerrando definitivamente o show com “Vida de Viajante”, de Luiz Gonzaga.

E assim foi. Com pouco mais de uma hora e quinze minutos de show, o espetáculo definitivamente terminou. Belo, vibrante, profissional, mas bem curtinho...


19/05/2013.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Muita coisa para ler e pouco tempo para tanto




Há muita coisa para ser lida por aí. Mais do que se pode ler em algumas vidas.
Eu estava tentando ler "O Complexo de Portnoy", de Philip Roth, e decidi pausar porque percebi que ainda não havia terminado de ler a revista Piauí de abril e a de maio já havia chegado às bancas. Preferi me dedicar a terminar rapidamente a revista.
Nesse meio tempo, achei umas revistas Conhecer, com conteúdos da revista britânica "Knowledge", da BBC. E também estou me dedicando.
Roth vai continuar esperando por um pouco.


16/05/2013.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Jorge Drexler fez um show memorável em Porto Alegre


Jorge Drexler fez um show memorável em Porto Alegre



O cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler fez um show memorável ontem, 08 de maio, no Auditório Araújo Vianna, no Parque Farroupilha aqui em Porto Alegre. O show é parte da turnê “Mundo Abisal”. “Mundo Abisal” também é o nome de uma canção do disco “Amar la Trama”.

Durante pouco mais de duas horas, Drexler esbanjou simpatia e carisma para as cerca de três mil pessoas que lotaram o teatro. Sem dúvida, três mil fãs.

A noite iniciou pontualmente às 21 horas como previsto, com abertura do músico Ian Ramil . Ian Ramil cantou cinco músicas de sua composição, foi aplaudido, agradeceu aos produtores do show a oportunidade e ao público os aplausos, e deixou o palco.

Cerca de 15 minutos depois, o músico uruguaio iniciou seu show.

Foi um show intimista e minimalista. Além de Drexler, apenas dois outros músicos estavam no palco, Carlos Campón e Sebastían Merlin. Em muitas das canções houve apenas Drexler e seu violão. Só não foi um show acústico, porque acredito que seja inviável realizar um show para três mil pessoas sem os amplificadores eletrônicos.

Como foi dito, era uma plateia de plausíveis três mil fãs, o que gera um ambiente celebratório, com os espectadores cantando junto, principalmente os estribilhos das canções. E com sua simpatia, Drexler também parecia estar se divertindo bastante no show.

Drexler contou histórias de canções, como estadias em Cabo Apolônio, localidade uruguaia, que o inspirou em músicas como "Noctiluca" e "12 Segundos de Oscuridad".

O show consistiu do repertório de sua discografia, principalmente desse século XXI. Desde que seu mais recente disco, "Amar la Trama", é de 2010, o show não foi baseado em algum disco recém lançado. Foram as mesmas "velhas" canções em novos arranjos. Simples e intimistas.

"Eco", "Guitarra y Vos", "Milonga del Moro Judío" foram algumas das canções do show.

"Al Otro Lado del Rio" foi cantada à capela. Ele contou que gostou de cantar a música à capela desde fez isso algum tempo atrás. Para quem não viu, ou não se lembra, em 2005, "Al Otro Lado del Rio" concorreu ao Oscar de melhor canção pelo filme "Os Diários da Motocicleta", mas Drexler foi impedido de apresentar a música por um alegado desconhecimento dele, Drexler, por parte do público dos Estados Unidos. A canção ganhou o Oscar daquele ano, e, no momento de receber o troféu, o uruguaio cantou um trecho da música à capela.

Vitor Ramil foi convidado ao palco no momento da música "12 Segundo de Oscuridad". Ramil foi parceiro de Drexler na composição da música.

O clima foi mesmo de celebração. No momento do bis, a plateia literalmente veio abaixo, e se aglomerou próxima do palco. E no final do bis, tanto Vitor quanto Ian Ramil foram convidados a voltar ao palco.

Drexler foi apludidíssimo, agradeceu à plateia e a reverenciou.

Um show para ficar na memória de quem o assistiu.


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. Ian Ramil se apresenta.



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Drexler e os músicos de seu show



A participação de Vitor Ramil
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09/05/2013.

Diário - leituras - O Nariz de Cleópatra


Diário - leituras - O Nariz de Cleópatra


“O Nariz de Cleópatra” é, como diz o subtítulo, um livro de ensaios. Para o autor “ensaios sobre o inesperado”.

Daniel Boorstin é um historiador, e acabou como encarregado da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, entre outras atividades. Escreveu sobre História dos Estados Unidos, e um dos seus livros mais conhecidos se chama justamente “Os Americanos”.

Apesar do título, não há neste livro nenhum ensaio que aborde o nariz de Cleópatra e como esta questão anatômica poderia ter influenciado o Mundo Antigo. São 17 ensaios que falam de diversos assuntos.

Eu destacaria o primeiro que fala de uma viagem do capitão inglês James Cook, que foi enviado ao Pacífico Sul para comprovar que lá não havia um outro continente entre a Austrália, a América e a Antártida. Foi uma comprovação negativa, segundo as palavras do próprio autor. E nisso ele antecede as descobertas das ciências. Segundo Boorstin, os cientistas estão fazendo esforços para comprovar que certas coisas não existem, ou que certos fatos não são como pensamos. No exemplo dele, descobriu-se desde o século XV que a Terra não é o centro do Universo, depois que o Sol não é o centro do Universo, etc, etc.

Outros ensaios avaliam avanços científicos e tecnológicos, e a forma como isso molda nossas vidas e nossa cultura.

Há mesmo um ensaio em que Boorstin faz uma reflexão sobre suas lembranças sobre seu pai, e sobre o caráter desse pai, um cidadão americano de ascendência judaica.

Há um ensaio sobre o livro de Tocqueville sobre a América, isto é, os Estados Unidos. E em contraposição há um ensaio sobre um livro mais ou menos equivalente, também escrito na metade do século XIX em que um nobre francês, o Marquês de Custine, visita e descreve a Rússia.

Mas me parece que o cerne do livro são mesmo suas reflexões sobre os Estados Unidos.

Num ensaio sobre a cidade de Washington, capital do país, ele afirma que a capital dos Estados Unidos não parece uma cidade americana, com seus prédios baixos, cuja altura fica abaixo do obelisco do Monumento a Washington.

Noutro ensaio ele comenta como foi edificada a cúpula do Congresso do país.

Outro ensaio ainda comenta o papel da impressão de tipos móveis para a elaboração da Constituição do país.

E o ensaio final é justamente sobre o caráter dos Estados Unidos.

Disso concluo que o ponto de vista de Boorstin sobre os Estados Unidos é bastante idealista. Talvez aquilo que os cidadãos eminentes do país pensem sobre o próprio país. Ou como eu talvez dissesse, aquele humanismo que emana da série original de “Jornada nas Estrelas” (“StarTrek”), a série original dos anos 1960. Uma terra de valores humanistas e iluministas, de liberdade e prosperidade, pronta a acolher aqueles que nela se dignem a trabalhar e prosperar. Que acolhe mesmo os rejeitados do mundo, como os judeus, entre os quais Boorstin se inclui. Este é o retrato que o livro mostra.

O livro foi publicado originalmente em 1994, antes portanto do Governo George W. Bush e seu ataque às liberdades civis do país. Boorstin faleceu em 2004. Não estou certo se deixou algo escrito sobre isso.

O livro por si só não chega a ser memorável. Seria talvez um complemento de suas outras obras, como “Os Americanos” que já citei.



BOORSTIN, Daniel. O Nariz de Cleópatra, Ensaios sobre o Inesperado.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.




20/03/2013

E.V.F.S. (1995-2013)


R.I.P.
So, have peace your mother.
So, have peace your father.
He has gonne.
He, so young!


09/05/2013.