sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Diário - cinema - Jovem e Bela


Diário - cinema - Jovem e Bela


"Jovem e Bela" ("Jeune et Jolie", França, 2013) é um filme que narra a história de uma adolescente que após deixar de ser virgem, durante as férias de verão, volta para casa decide  se prostituir.
Para ela, isto tem consequências, e a história tem a ver com estas consequências.
A direção é de François Ozon, e o papel principal é de Marine Vacth.
É um filme mais denso que a maioria que se produz hoje em dia, mas não chega a ser, assim, uma obra-prima.


Vale uma palavra sobre a trajetória desse filme no circuito comercial aqui de Porto Alegre, segundo o que eu pude perceber.
Deve ter ficado uma semana na menor sala do complexo do Espaço Itaú. Depois duas semanas no Cine Guion, um espaço um pouco alternativo, no bairro Cidade Baixa. Por fim, mais uma semana, com apenas um horário, na Sala Eduardo Hirtz, na Casa de Cultura Mário Quintana, outro cinema alternativo. Enquanto isso a animação "Frozen" está em cartaz em onze salas de shopping, e a comédia "Até que a Sorte nos Separe 2" em outra meia dúzia de salas.
São os nossos gostos...

31/01/2014.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Leituras na Piauí - dezembro de 2013 - Jon Lee Anderson fala sobre Leonardo Padura, escritor de romances policiais em Cuba (Cuba de novo!)

Leituras na Piauí - dezembro de 2013 - Jon Lee Anderson fala sobre Leonardo Padura, escritor de romances policiais em Cuba (Cuba de novo!)




Cuba é uma espécie de ímã atraindo nossa atenção. Colônia espanhola produtora de açúcar, penúltima região do hemisfério ocidental a abolir a escravidão (1886, quando Cuba ainda era colônia espanhola). “Independente” sob o “protetorado” dos Estados Unidos. E por fim, independente por conta da Revolução de Fidel Castro e companhia. Desde então vive sob pressão dos Estados Unidos, apoiou guerrilhas no continente americano, e serviu de justificativa para uma série de golpe civis-militares e ditaduras  por todo o continente, começando pelo Brasil.


Apesar do antigo “socialismo real existente” no leste da Europa, atualmente Cuba, Coreia do Norte, China e Vietnã são os únicos países que continuam se dizendo “socialistas”, mas só Cuba e a Coreia resistem a fazer amplas reformas econômicas. Isto é, Cuba está fazendo pequenas reformas, mas parece que nada que se compare ao que a China fez, e o Vietnã está fazendo, no sentido de privatizar serviços e incentivar a livre iniciativa.


Por tudo isso, e por ter um regime centralizador, onde, por exemplo, os escritores são publicados com base em pareceres de uma união de escritores, que é dirigida por pessoas ligadas ao regime, a liberdade de publicar não é uma coisa simples (não que publicar e, principalmente, distribuir livros no Brasil, por exemplo, seja uma coisa simples, mas esse é um outro assunto).


Só com relação à revista Piauí, Cuba já foi objeto de dois textos neste blogue. Um justamente sobre como as pequenas reformas econômicas e legais estavam influenciando o país, e nos dava um vislumbre do universo gay da ilha, no texto de Gary Indiana (“Cuba com Passaporte”), e o longo perfil do norte-americano William Morgan que lutou numa das frentes de guerrilha da Revolução Cubana, ajudou a evitar um atentado contra Fidel na primeira infância do regime, e que acabou fuzilado na sequência da evolução política da ilha, escrito por David Grann.


Enfim, Cuba nos fascina, para o bem e para o mal.


Na edição de dezembro de 2013, o jornalista Jon Lee Anderson (que entre outras coisas, biografou Che Guevara), traz um perfil do escritor cubano Leonardo Padura, um jornalista e escritor cubano, autor de romances policiais, e que vive testando os limites da liberdade de expressão e publicação da ilha. Até agora ele vem conseguindo ser publicado.


Claro, que este perfil vem publicado como parte da divulgação de seu mais recente livro traduzido e publicado no Brasil, “O Homem que Amava os Cachorros”, e que, pelo que foi possível entender tem a ver com a vida vivida por Ramon Mercader, o agente soviético assassino de León Trotsky, em Cuba, após cumprir sua pena de prisão no México.


E claro que a questão não é apenas que o assassino de Tróstsky tenha vivido em Cuba o fim de seus dias.


Interessante nisso é o vislumbre que Jon Lee Anderson nos deixa ver de Cuba. Relembrando a repressão aos intelectuais considerados “contrarrevolucionários” no final da década de 1960, a repressão aos homossexuais que ocorria de forma mais ou menos dissimulada até os anos 1970, ou a crise por que passou a ilha em decorrência do fim do socialismo no Leste Europeu nos anos 1990 (mesmo parte da elite dirigente do partido tinha dificuldades para ter o que comer naqueles dias. No caso de elite dirigente, quero dizer aqui, gerentes de hospitais, ou diretores de estatais, por exemplo). Esta crise dos anos 1990, informa Anderson, chegou a gerar pequenas rebeliões nas periferias de Havana.


E Jon Lee Anderson informa outras coisas curiosas. Por exemplo, em 1975, Padura queria entrar para a faculdade de jornalismo, mas não pôde, pois segundo consta “já havia jornalistas em quantidade suficiente no país”, o que pode fazer sentido num regime de planejamento centralizado, que quer, ou se queria, de alguma forma “científico”. Mas que, no nosso caso, não faz o menor sentido, para nós que temos faculdades de Direito e de Administração em cada esquina, e faculdades de Jornalismo a cada cinco quadras, sem que ninguém se queixe que há advogados, administradores e jornalistas demais por aí.


Escritores cubanos que se exilaram não são publicados em Cuba. Obviamente são “contrarrevolucionários”. Mas mesmo os que ficam são semi-invisíveis, como Pedro Juan Gutierrez, que Anderson chama de “Bukowski cubano”. E por conta, tanto do centralismo de publicação, quanto pela limitação de recursos, dificilmente autores estrangeiros são publicados por lá. Ah sim, as diversas reflexões de Fidel sobre o mundo são sempre publicadas e facilmente encontráveis.


Nesse universo, Padura desafia os limites do regime, e vem continuamente sendo publicado. Em pequenas edições, é verdade, mas continuas reimpressões. Além disso, já foi publicado em diversos países hispanófonos, e traduzido em diversos outros idiomas, como o francês e o alemão. E ele se torna singular porque essa divulgação de sua obra, lhe traz rendimentos que estão muito acima da maioria dos cubanos, e lhe permitem sair do país, tanto para lançamento de edições de sua obra, quanto para recebimento de prêmios literários e honrarias de governos estrangeiros. E ele e sua esposa (eles estão casados desde 1978 e não têm filhos) viajam para o exterior e voltam. Vivem em uma casa que é descrita como confortável, limpa e arrumada, mas que não parece luxuosa.


Anderson resume a coisa como sendo aquele clássico ditado, “Padura caminha sobre o fio da navalha”. Ele escreve seus livros e os submete para publicação na ilha. Sempre pensa que será vetado, censurado, e até agora não tem sido. Isto é, sempre tem sido publicado. E cada vez testa os limites da liberdade de expressão do regime.


Talvez esse seja seu segredo. Ou isso nem seja um segredo tão grande assim. Padura é um intelectual que questiona o regime, sem contestá-lo. Isto é. Sempre se pode questionar porque demora tanto para que se tape um buraco na rua, ou porque o conserto de uma televisão demore tanto na antiga oficina estatal, porque afinal, melhorar a vida da população também é um dos objetivos do regime. Sutilmente ele denuncia as mazelas do país, sem chamar seus leitores à subversão.


E ele consegue matizar o país. Como fala Anderson, quase ao final do texto, Padura consegue enxergar que Cuba não é “o paraíso socialista” daqueles que idealizam o regime, nem “o inferno comunista” dos seus detratores.


E Jon Lee Anderson já deixa entrever, que, com as reformas que estão começando, o país venha a sofrer de mais desigualdade, e, talvez, de regressão de direitos conquistados, como a saúde pública e a educação de nível razoável. Veremos.


Mas é um bom perfil de Padura. E um bom incentivo à leitura de seus livros.




14/01/2014.


sábado, 25 de janeiro de 2014

Discocuecas em Conserto


Discocuecas em Conserto



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É. Acho que deveria ser “Discocuecas em Concerto”, mas no programa estava “em conserto” mesmo.


Pois no final do ano passado, o grupo humorístico-musical que fez sucesso, inclusive ao norte do Mampituba, no final dos anos 1970, resolveu se reunir, e se apresentou no Teatro do Bourbon Country, em novembro do ano passado.


Agora, nesta semana que terminou, eles realizaram mais duas apresentações do show, por conta do “Porto Verão Alegre”, espécie de festival de teatro e shows diversos, incluindo debates literários, com preços mais acessíveis, que tem acontecido a cada verão nesta cidade.  Com isso mais gente pôde assistir ao reencontro de Júlio Fürst, João Antônio e Beto Roncaferro, em show para celebrar os 35 anos do grupo.


O show misturou breves esquetes, paródias musicais, e algumas das canções que foram “hits” do grupo em seus tempos áureos.


Uma atitude simpática foi a liberação geral para que o público pudesse fotografar e filmar. Desde que na hora de divulgar o material, o pessoal relacionasse com “hashtags” (isto é, #Discocuecas, ou, #VivaDiscocuecas, por exemplo), para que em eventuais pesquisas por mecanismos de busca o material pudesse ser facilmente reunido. Este blogueiro não poderia ficar mais satisfeito.


Porque vivemos um paradoxo. Hoje muitos telefones celulares possuem câmeras fotográficas e filmadoras com muitos recursos. E as câmeras propriamente ditas estão ficando cada vez melhores para lidar com situações de pouca luz, como é o caso de espetáculos em teatro (não é o caso de o espetáculo teatral ser “escuro”.  É que, para uma câmera fotográfica, a melhor luz costumava ser a luz do sol ao ar livre) . E todo mundo pode carregar máquinas fotográficas para shows e peças. São nestes nossos dias que os shows e as peças costumam iniciar com advertências informando que “é proibido filmar ou fotografar este show (“esta peça”) sem a expressa autorização da produção”. Todos têm câmeras, ninguém pode fotografar ou filmar.


Que bom que os Discocuecas destoaram!


Foi possível rir e se divertir com o grupo. Quem gostava pôde relembrar. Quem não conhecia, pôde conhecer.




25/01/2014.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Pausa no Tangos e Tragédias

Pausa no Tangos e Tragédias


Desde 1987 o espetáculo musical e humorístico "Tangos e Tragédias" é encenado em Porto Alegre, no Teatro São Pedro, estrelado por Hique Gomes e Nico Nicolaiewsky.

Neste verão, depois de mais de 25 anos de temporadas eu resolvi ir assistir ao show.

Infelizmente foi recentemente divulgada a notícia que o músico Nico Nicolaiewsky foi diagnosticado com leucemia. A atual temporada foi cancelada. Uma pena.

Espero que o músico consiga se recuperar, e eu possa assisti-lo no próximo verão.

Quiçá antes.



23/01/2014.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A Grande Beleza é um grande filme


A Grande Beleza é um grande filme


Este texto é um comentário sobre o filme italiano "A Grande Beleza". Este comentário vai ser sobre alguns aspectos do filme, e obviamente pode relatar detalhes que eventualmente possam estragar um pouco do prazer do filme pela perda de surpresas. Esta não é a intenção, mas pode acontecer. A ideia é comparar algumas situações do filme com a vida em geral, de preferência de maneira abstrata, por meio de tentativas de generalizações.

"A Grande Beleza" ("La Grande Bellezza", Itália, 2013) é um grande filme, e é quase um filme grande com suas 2 horas e 20 minutos de duração. A direção é de Paulo Sorrentino.

Conta alguns dias na vida de Jep Gambardella a partir de seu aniversário de 65 anos. Gambardella é um jornalista e escritor, que escreveu um único livro de sucesso na juventude, e vive um pouco dos louros desse sucesso de outrora. A personagem é vivida pelo ator Toni Servillo.

É sobre isso, e é também um painel sobre a vida em Roma nesse início do século XXI. Tanto que ele mostra pequenos momentos de diversos dos personagens secundários da trama, a indicar o tipo de vida que levam, ou o seu destino. Como uma amiga de Jep que se quer ativista, esposa e mãe, e acaba arrasada pela contra-argumentação de Jep, ou o casal de nobres decadentes que cobra um pequeno cachê para participar de recepções (pequeno cachê levando em consideração que são autênticos nobres, lembremos que a Itália foi uma monarquia desde a unificação no final do século XIX até meados da Segunda Guerra Mundial).

E Roma é uma cidade com tanta história, tantos monumentos, tanta beleza exterior que ela se presta muito a isso. Tanto que a primeira sequência do filme mostra um dos tantos palácios da cidade, com um coro de mulheres cantando, enquanto um grupo de turistas japoneses é orientado por uma guia italiana falando japonês. Um dos japoneses do grupo, um senhor provavelmente aposentado, se afasta do grupo para apreciar e fotografar a cidade. O ponto de vista é elevado e oferece ótima perspectiva da cidade. O japonês sorri e clica, apreciando o que vê. E logo em seguida, aparentemente, tem um enfarto fulminante. Eis aí a síntese da beleza e da finitude lado a lado, que o filme vai explorar.

Logo em seguida, a cena vai para um festa numa cobertura, e logo saberemos que se trata da festa de aniversário de Jep Gambardella. Ele está fazendo 65 anos. E aí começa a história propriamente dita.

É uma história sobre um homem de 65 anos e sobre o vazio da vida burguesa. Isso para quem pode se dar ao luxo da vida burguesa, isto é, para uma certa classe média abastada, ou para a burguesia propriamente dita.

E o que significa ter 65 anos (no meu caso vale também, e eu ainda não tenho 50!)? Significa basicamente que o melhor de sua vida, sua juventude, já passou, e o futuro mostra para você a doença, ou a morte logo ali. Claro, que como não se sabe exatamente como esse futuro se mostrará, vai-se vivendo, vai-se sobrevivendo, mas se sabe que o melhor provavelmente já passou, mesmo que você depois de uma certa idade tenha mais dinheiro e mais conforto do que tinha quando era jovem.

Então a vida se torna esta vivência (sobrevivência) cínica, um pouco ou muito, dependendo da ocasião: festas, bebidas, mulheres, e caminhadas pelas ruas de Roma. Caminhadas estas sempre acompanhadas por um cigarro. Um cigarro que pode amenizar a eventual solidão de caminhar pela cidade. Parêntese: eu gosto de caminhar pela cidade na companhia de uma câmera, há um benefício e um problema com relação a andar por aí com um cigarro. O benefício é que a câmera provavelmente faz menos mal para a saúde que o cigarro. O problema é que muita gente acha que um homem, ou uma mulher, com uma câmera na mão é uma ameaça em potencial, provavelmente uma futura ameaça de chantagem ou extorsão. Mas isso só quando a câmera está na mão de alguém. Parece que ninguém se importa com as dezenas de câmeras espalhadas pela cidade monitorando o dia a dia. Fecha o parêntese. O ruído que encha nossas vidas e evita que as achemos vazias, e no qual tentamos achar algum sentido. E as tentativas de superar as limitações que o tempo vai impondo sobre nós, em uma sociedade que valoriza o belo e o jovem - jovem e belo é uma associação mais ou menos automática. E então usa-se roupas elegantes. E ostenta-se joias e relógios. E submete-se a injeções de botox contra rugas...

Esta rotina vez por outra é quebrada, seja pela morte, seja pelas separações dolorosas. Pode ser a morte de uma pessoa amada, no passado ou no presente. Ou a de uma pessoa que parece que tomou nosso lugar na morte, seja alguém mais jovem, seja alguém que possamos julgar que seja melhor que nós, no meu caso, que eu acho que faria mais falta que se fosse o caso da minha morte.

Um detalhe sobre esse filme foi a sua plateia. A maior parte, pessoas maduras, certamente com mais de 30 anos, e muito velhos, com mais de 60. Um tipo de plateia que destoa dos filmes que costumam tomar conta das salas de projeção, com seus jovens e adolescentes, em busca de adrenalina derivada de tiros, perseguições, explosões e sustos.

Dito assim, parece que traço um quadro triste do filme. Mas não se engane, há momentos para rir, e momentos para chorar. O que faz deste um grande filme. O melhor a que assisti nos últimos tempos.


20/01/2014.


Famílias Felizes


Famílias Felizes


Famílias felizes habitam comerciais de margarina
Famílias felizes são aquelas com marido e mulher
E dois filhos
De preferência um menino e uma menina
Tanto o homem quanto a mulher estão ao redor dos trinta
E as crianças têm não mais que dez
E domingo é dia de pegar o carro
E levar as crianças ao parque
Eu vejo estas famílias aos domingos no parque
Depois disso o que há?
A adolescência dos filhos
O ninho vazio
Os afetos remanescentes compartilhados
Ou as solidões compartilhadas
Ou a solidão simples
A espera pelo fim



20/01/2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Diário - cinema - O Hobbit, A Desolação de Smaug

Diário - cinema - O Hobbit, A Desolação de Smaug

Já se vão alguns dias desde que assisti o filme "O Hobbit, a Desolação de Smaug" ("The Hobbit: The Desolation of Smaug", Estados Unidos, 2013).
Continua a jornada de Bilbo Bolseiro acompanhando um grupo de anões que querem retomar sua terra, que fora ocupada por um dragão. O dragão chamado Smaug.
Este filme é melhor que
o primeiro, no sentido que parece bem menos arrastado.
Mas continuamos em suspense, pois a história só termina realmente no terceiro episódio, a ser lançado no final deste ano.
Mas a sequência da fuga nos barris acaba valendo pelo filme todo.
Quando eu voltava para casa, comentei que o dragão Smaug seria uma alegoria do diabo. Causou uma certa revolta entre meus companheiros de cinema. Mas acho que faz sentido. Dizem que Tolkien, o autor do livro que deu origem ao filme, era um cristão. O dragão em muito se parece a forma com que a tradição cristã representa do diabo. É poderoso, opressor, astuto, tentador. Há ser mais semelhante ao diabo?
Se você gosta do universo criado por Tolkien, o filme vale a pipoca. Contudo continuo achando que não era necessária uma "trilogia" para contar essa história.


06/01/2014.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Diário - Filmes - O Banheiro do Papa

Diário - Filmes - O Banheiro do Papa


"O Banheiro do Papa" ("El Baño del Papa") é uma produção uruguaia e brasileira que narra na forma de drama, um pouco da vida de habitantes da cidade uruguaia de Melo, que ganham a vida com pequeno contrabando da cidade brasileira de Aceguá, distante cerca de sessenta quilômetros, usando bicicletas.
Também narra a passagem do Papa João Paulo II pelo lugar em 1988, e mostra como isso trouxe a muitos moradores da pequena cidade uruguaia a perspectiva de melhorar sua vida através da venda de produtos a possíveis peregrinos que poderiam vir à cidade em consequência da estadia de Sua Santidade por ali.
Que eu me lembre, acho que só no "Neorrealismo Italiano" vi a pobreza retratada de modo tão cru. Não devem ser coincidência as bicicletas neste filme, que remetem diretamente ao clássico "Ladrões de Bicicleta", de Vittorio de Sica, produzido em 1948.

E eu vejo ali dois finais, um para a comunidade com o final da passagem do Papa, e outro para o protagonista e sua família. Confira.


21/11/2013.

Diário - filmes - O Segredo dos Seus Olhos

Diário - filmes - O Segredo dos Seus Olhos

"O Segredo dos Seus Olhos" ("El Secreto de Sus Ojos", 2009) é um filme argentino, dirigido por Juan Jose Campanella, e estrelado por Ricardo Darin (Benjamin Esposito) e Soledad Villamil (Irene Hastings) com roteiro baseado no romance "La Pregunta de Sus Ojos", de Eduardo Sacher. O filme recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010.
Narra a busca pela culpa e a punição do responsável por um brutal estupro seguido de assassinato de uma jovem professora.
Em meio a isso questiona o apego e o desapego das pessoas por seu passado, as paixões que as movem. Também questiona as instituições do sistema de justiça na Argentina dos anos 1970, pouco antes da ditadura militar instalada por Rafael Videla e seus pares.
As atuações de Guillermo Francella, como Pablo Sandoval, e Javier Godino como Isidoro Gómez merecem destaque.
Sim, e há aquela famosa sequência de uma tomada inicialmente aérea sobre o estádio do Hurácan (acho que é o Hurácan) onde a câmera “vem pelo ar” de longe, focando o estádio até chegar nos personagens da história. Fantástica.
É um belo filme, embora deixe pontas soltas. Ou não.


21/11/2013.


De volta ao Site Meter

De volta ao Site Meter



O “Site Meter” é um serviço de medição de visualização de páginas para sítios (ou saites, a maioria das pessoas usa a palavra site).
Eu o utilizava no velho “Voltas em Torno do Umbigo”, e achei que não haveria necessidade dele com os serviços fornecidos pelo próprio Blogger.
Mas acabei sentindo a falta.
Está de volta aqui na coluna dos “gadgets” na direita.
Talvez seja uma resolução de ano novo.




03/01/2014.