quarta-feira, 25 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014 - Argentina, capital: Porto Alegre

Copa do Mundo 2014 - Argentina, capital: Porto Alegre



Domingo passado fui novamente fazer a “rota do Beira-Rio”, isto é, saí de minha casa na zona norte, para ir ver como estavam as coisas em torno do estádio Beira-Rio, no segundo final de semana em que Porto Alegre recebe jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Peguei o mesmo ônibus transversal da Carris que eu havia pego na semana anterior, e que me deixou no Shopping Praia de Belas. Do shopping fui à Praça Itália, que novamente estava com helicópteros da Brigada Militar "estacionados". Claro, atraindo muita atenção do público. Só durante uma Copa do Mundo de Futebol, ou seja muito raramente, é possível chegar perto assim de um helicóptero. Ou de dois como era o caso ali.

E novamente me caminhei pela Borges de Medeiros, "o Caminho do Gol", em direção ao estádio. Muita gente indo, muita gente voltando. Já era próximo do horário do jogo, 16 h. O jogo era entre Argélia e Coreia do Sul, aparentemente um dos jogos mais fracos que a Copa teria a oferecer, uma vez que estas duas seleções não têm muita tradição no futebol.

E novamente o perímetro de isolamento do estádio estava no viaduto Dom Pedro I.

Mas havia coisas diferentes. Havia ainda mais policiamento que na semana anterior. Havendo inclusive um pelotão do choque e uma tropa de cavalaria junto aos acessos. O conjunto de socorro, uma série de ambulâncias e um helicóptero-ambulância, estava no Parque Marinha, bem próximo ao acesso, em lugar de uns 800 metros adiante, perto da orla do Guaíba.

E havia a presença dos argentinos.

Porto Alegre deve receber uma partida da Argentina nesta quarta-feira, 25 de junho. Nesse dia, o escrete argentino deve enfrentar a seleção nigeriana.

Porto Alegre é a capital mais ao sul do Brasil. Está situada mais perto de Buenos Aires, do que do Rio de Janeiro. E isso é Buenos Aires. Há outras cidades ainda mais próximas de Porto Alegre. E como muita gente, brasileiros incluídos, a Copa do Mundo é uma oportunidade, talvez única em uma vida, de estar perto de onde a Copa do Mundo se realiza. Porto Alegre é muito mais perto que Joanesburgo ou Munique, por exemplo, para pensar nos locais das mais recentes Copas.

Assim, neste domingo já havia muitos argentinos próximos do acesso ao Beira-Rio. Havia argentinos indo e vindo ao longo do "Caminho do Gol".

E o local da "Fan Fest FIFA". Na semana passada ele estava relativamente vazio. Não digo vazio, mas ele estava folgado. Neste domingo, não. A "Fan Fest" estava lotada. Lotadaça! Praticamente todo o cercado lotado, e a Avenida Beira-Rio, em frente, tomada de gente. Nem me aventurei a me aproximar...

Pude ver que o Rebocador Tritão da Marinha Brasileira estava novamente ancorado ao largo da desembocadura do Arroio Dilúvio. É como eu disse, nunca estivemos tão seguros em Porto Alegre, como neste Copa do Mundo. Provavelmente nunca mais estaremos no futuro também.

A Argélia venceu a Coreia do Sul por quatro a dois, para quem esperava um jogo dos mais fracos da Copa do Mundo, foi um show de gols.

Próximo do final do horário do jogo, como eu estava sozinho, resolvi ir ao Centro da cidade para pegar condução de volta para casa. Peguei a Borges, e segui o "Caminho do Gol".

Como eu gosto de fotografar, fui fazendo os meus disparos, tão discretamente quanto eu consigo.

Lá pela altura da esquina da Jerônimo Coelho, um rapaz, que estava com a namorada, caminhando em sentido contrário ao meu, me encarou, tipo tentando puxar assunto. Eu perguntei se eles queriam que eu tirasse uma foto deles. O rapaz disse que sim. Eu concordei e perguntei como poderia mandar a foto para eles. A menina me forneceu um e-meio. Ela disse se chamar Paola Rodrigues Assis, e me forneceu um e-meio. Infelizmente o e-meio que anotei retornou como não existente. Quem sabe algum leitor reconhece o casal (e seu amigo metido)? (confira abaixo)

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Voltando aos argentinos, eles estão entre nós.

A imprensa, amparada em cogitações da segurança pública estadual, ventila números sobre quantos argentinos estariam em Porto Alegre para acompanhar Argentina versus Nigéria. Os números começam em 30 mil, a quantidade de argentinos com ingresso para o jogo, pula para 80 mil, 90 mil, 120 mil, e até 200 mil argentinos em Porto Alegre. Números tão disparatados parecem de fato  puro chute.

Há o medo de arruaças. Um número incerto de argentinos foi impedido de viajar ao Brasil por alegado envolvimento com torcidas organizadas violentas, os tais "barras-bravas". O noticiário havia falado de uma briga na noite em Belo Horizonte.  Até agora esses temores não se concretizaram em Porto Alegre. Nada de muito grave foi noticiado. Felizmente.

Por enquanto ficamos com o pitoresco, como um pequeno grupo de sete homens que veio da cidade de Mendoza num ônibus 1971. E pessoas vindo de automóveis, vans, até de avião, para Porto Alegre. Dormindo em hoteis, mas também ao relento, ou dentro dos automóveis.

E nessas segunda e terça era possível vê-los pela cidade. Sozinhos, em pares, ou em pequenos grupos. Com camisetas da seleção argentina, mas também com camisetas do Boca Juniors e do Estudiantes. Com seu espanhol tão característico.

Não creio que realmente venham 200 mil. Acho que nem 100 mil. Mas sejam quantos forem, é possível vê-los e ouvi-los. Estão em Porto Alegre. E Porto Alegre parece um pouco transportada para a Argentina.

24/06/2014. 

sábado, 21 de junho de 2014

Assistindo à Copa do Mundo de Futebol 2014


Assistindo à Copa do Mundo de Futebol 2014



A Copa do Mundo de Futebol 2014 continua acontecendo no Brasil.

Aqui em Porto Alegre, na semana passada, o Largo Glênio Peres, um tradicional ponto de encontro e passagem no Centro de Porto Alegre, ao lado do também tradicional Mercado Público, foi transformado na “Orange Square”, isto é, a “Praça Laranja”, isto porque o Largo Glênio Peres foi tomado por uma massa de torcedores holandeses que invadiram a cidade para a partida da seleção do país deles contra a Austrália. O pessoal ocupou o espaço, comeu, bebeu, cantou, dançou, fotografou e foi fotografado, confraternizou com os locais.

Depois a turma seguiu o “Caminho do Gol”, a Avenida Borges de Medeiros, em direção ao Estádio Beira-Rio. Eu não pude estar lá, mas pelas fotos foi bonito de se ver.

A Holanda venceu a Austrália por três a dois, num jogo em que parece que sofreu mais do que para vencer a atual campeã Espanha dias antes.

De quebra, a seleção australiana fez um dos gols mais bonitos do torneio até agora. Um golaço de Tim Cahill da entrada da área, chutando de primeira uma bola que lhe tinha sido cruzada.

Por falar em Espanha, a Fúria foi eliminada precoce e surpreendentemente, após sofrer duas derrotas seguidas. Levou uma goleada da Holanda, e depois perdeu para o Chile por dois a zero.

A maior surpresa até agora tem sido a Costa Rica, que venceu o Uruguai de virada, e hoje (20/06) venceu a Itália, e se tornou a primeira classificada num grupo chamado “da morte”, que tinha três campeões mundiais, além do Uruguai e da Itália, a Inglaterra, e mais um “time sem tradição, que deveria fazer figuração”. O figurante já despachou uma das campeãs para casa, a Inglaterra, mesmo sem jogar com ela. Na próxima rodada, Uruguai e Itália decidem que continua e quem volta para casa nesse grupo da morte.

A Inglaterra jogou belamente contra a Itália e contra o Uruguai. E perdeu para ambos. Futebol…
O Uruguai que perdeu na primeira rodada para essa surpreendente Costa Rica, fez uma partida contra a Inglaterra em que o time foi todo coração. Venceu os ingleses por dois a um numa partida empolgante e cheia de emoção. No final os uruguaios comemoraram, embora ainda nem estivessem classficados para as oitavas de final.

Hoje também a França goleou a Suiça por cinco a dois.

A Alemanha havia vencido Portugal por quatro a zero, e  joga neste final de semana contra Gana.

Neste momento a Colômbia também já está classificada, fazendo boa campanha.

A Argentina venceu a Bósnia por dois a um, e joga contra o Irã também neste final de semana.

De tudo que vi até agora, a Alemanha, a Holanda e a França são grandes candidatas ao título. A Argentina vem bem mais atrás, embora mantenha chances por conta de sua tradição e de Messi.

O Brasil é sempre candidato, ainda mais jogando em casa, mas o time parece mais fraco que os europeus citados acima. Se ganhar será mesmo pelo coração na ponta da chuteira, e eu imagino jogos de superação para conseguir o título.

E veremos até onde a Costa Rica conseguirá ir. Por enquanto tudo é festa em San José.

Belo futebol. Torcidas animadas. Empolgante uma Copa do Mundo por aqui.



20/06/2014.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Finalmente algum frio em 2014 em Porto Alegre


Finalmente algum frio em 2014 em Porto Alegre


Porto Alegre está tendo dias de frio esta semana.
Não que os dias tenham sido quentes até agora. Houve dias mais frescos, mas nada que assustasse.
Nesta madrugada de 19 para 20 de junho, em Porto Alegre a mínima chegou a 6ºC, com marcações de 3ºC em arrabaldes como o Lami.
Houve temperaturas negativas em diversos municípios do interior, segundo informações do Correio do Povo.
O inverno austral deve se iniciar nessa madrugada, de 20 para 21. Solstício de inverno no hemisfério sul.
Algum frio finalmente…

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Conferindo a Copa do Mundo em Porto Alegre


Conferindo a Copa do Mundo em Porto Alegre


Neste domingo resolvi, com mulher e filho, ir até o estádio Beira-Rio para ver o clima de Copa do Mundo. Afinal, depois de 64 anos, como todo mundo diz, Porto Alegre volta a receber jogos de uma Copa do Mundo de Futebol. Não conseguimos comprar ingressos, mas a curiosidade era a respeito de como estaria o clima por lá.
Partimos de casa e pegamos um ônibus. Uma linha transversal que liga a zona norte à zona sul da cidade. No ônibus foi possível constatar que vários dos passageiros se dirigiam também ao estádio. Possíveis torcedores com camisas do Internacional de Porto Alegre, do Grêmio, da Seleção Brasileira, e alguns com camisas da Seleção Francesa. Não reparei em ninguém com camisas da Seleção Hondurenha.
A viagem de ônibus foi tranquila. O ônibus não chegou a lotar.
Triste foi ver as obras paradas (certo, era um domingo) na Avenida Protásio Alves, onde deveria estar o corredor de ônibus remodelado para supostas linhas rápidas. As obras deveriam estar prontas como melhorias de mobilidade na cidade para a Copa do Mundo, mas avançam a ritmo de cágado, sem previsão de conclusão.
A viagem teve seu trajeto alterado por conta do “caminho do gol”, isto é, a Avenida Borges que ficou toda fechada, desde o centro da cidade até a Avenida Padre Cacique. Por conta disso, o ônibus teve o trajeto um pouco alongado.
Desci do ônibus na Praça Itália, que fica ao lado do Shopping Praia de Belas. E dali começou nossa caminhada rumo ao estádio.
Já na Praça Itália, vimos dois helicópteros da Brigada Militar, a polícia militar do Rio Grande do Sul, parados por ali. Aproveitei para fotografar os veículos aéreos.
No caminho para o Beira-Rio, pela Borges, o “caminho do gol”, havia várias pessoas indo. Curiosamente algumas também estavam voltando. Isso por volta de duas e meia da tarde. Meio cedo para voltar também.
Mas logo descobrimos o possível desalento. Na altura do Viaduto Dom Pedro I, ou esquina com a José de Alencar, havia uma barreira da Brigada, mais de 500 metros antes do estádio. A alegação era a segurança do estádio, pois sempre havia o risco de manifestações contrárias ao evento. E aquela distância permitia um certo perímetro de segurança para a Brigada.
Certamente era um perímetro de segurança, mas acabou também por ser um perímetro de exclusão.
Caminhamos até a Avenida José de Alencar. Realmente não havia local onde a passagem fosse permitida. O aparato de segurança incluía policiais a cavalo, uma verdadeira unidade móvel com câmeras, e um ônibus da polícia civil identificado como “delegacia móvel”.
Apesar do perímetro de segurança longe do estádio, a impressão era que havia bastante gente se divertindo por ali. Pessoas fantasiadas, em grupo, se fotografando, bebendo. Dali a pouco apareceu um trio elétrico. Não que muita gente começasse a dançar, mas estava valendo.
Havia inclusive um grupo de crentes com camisas amarelas como a da Seleção Brasileira, mas nas costas em estava escrito “John”, como se fosse o nome do jogador, e “3:16” como se fosse o número do jogador. Referência o versículo 16, do capítulo 3 do Evangelho segundo João (“John 3:16”), um versículo que muitos crentes tem como o coração da Bíblia Cristã.
Tentamos ver se era possível pelo menos enxergar o estádio, indo até a Avenida Edvaldo Pereira Paiva, a nossa Avenida Beira-Rio. Para isso atravessamos o Parque Marinha do Brasil. Mas chegando lá, a própria Avenida Beira-Rio estava interditada, isolada por grades de ferro, guarnecidas por policiais militares. Vimos uma pequena beira do Beira-Rio apenas...
Ao atravessar o Parque Marinha vimos um terceiro helicóptero da Brigada estacionado por ali. De fato, estávamos seguros. E a Brigada Militar tem uma esquadrilha que está além do que eu imaginava.
Aproveitamos que estávamos na Edvaldo Pereira Paiva, e voltamos, ao longo das barreiras, em direção ao Anfiteatro Pôr-do-Sol, local da “Fan Fest FIFA”.
Caminhando por ali, pudemos ver, ao largo do Parque Marinha do Brasil, o rebocador “Tritão” (“R21”) ancorado no meio do Guaíba. Guaíba que já foi rio, estuário, e ultimamente tem sido chamado de lago, você escolhe. O rebocador Tritão controlava o acesso ao estádio por meio fluvial (fluvial? lacustre?) a partir do norte. Acredito que a corveta “Imperial Marinheiro” (“V15”) estivesse controlando o acesso fluvial a partir do sul. Ambas as embarcações têm estado atracadas no cais central de Porto Alegre por estes dias.
Por terra, por ar ou por água, havia forças de segurança. Realmente estávamos bem seguros.
A “Fan Fest”, como eu disse, era no Anfiteatro Pôr-do-Sol. O anfiteatro é um palco aberto. Para a Copa, ele foi cercado, e o acesso se dava através de catracas. A entrada era gratuita. Na entrada principal havia uma certa aglomeração. Um pequeno “funil” foi duradouro ali. Mas nada que atrapalhasse quem estivesse disposto a curtir o cercadinho.
Em volta da “Fan Fest” havia policiais a pé, a cavalo e em viaturas. Havia até um pelotão do choque de prontidão por ali, para alguma eventualidade. Realmente estávamos bem seguros.
Uma curiosidade ali foi um cidadão com uma bicicleta que parecia saída do início do século XX direto para os nossos dias.
Depois de andar ao redor da “Fan Fest” fomos para o Shopping Praia de Belas fazer um lanche. Que ninguém é de ferro. Ou como dizia a minha mãe, “saco vazio não para em pé”.
A partida que aconteceu neste domingo no estádio Beira-Rio era entre França e Honduras. A França venceu o jogo por três a zero.
Houve notícia de um grupo de manifestantes que se reuniu no Parque Farroupilha e que queria se dirigir ao estádio Beira-Rio, mas foram impedidos pela Brigada Militar, e se dispersaram pelo bairro Cidade Baixa.
A Copa está acontecendo.
Voltamos para casa com o ônibus da mesma linha que havia nos trazido. Ele partiu da Praça Itália, ao lado do shopping. Lotado.



16/06/2014.


domingo, 15 de junho de 2014

Diário - cinema - Malévola


Diário - cinema - Malévola


Tenho a impressão que li em algum lugar, tempos atrás, que o diretor brasileiro Fernando Meirelles, quando estava filmando a versão cinematográfica de “Ensaio sobre a Cegueira”, quando tinha alguma dúvida, ou algum problema, focava a câmera no rosto da atriz Julianne Moore.

Essas declarações me vieram à cabeça ao assistir o filme “Malévola”, filme da Disney, dirigido por Robert Stromberg, que dá uma nova versão, cheia de ressignificados, da animação “A Bela Adormecida” da mesma Disney, de 1959.  Há tantos closes em Angelina Jolie, bem maquiada, aprimorada digitalmente, irretocável, que me parece que cada vez que o diretor tinha alguma dúvida, focava o rosto de Angelina.

“Malévola” (ou “Maleficent”, no original, Estados Unidos, 2014) é um filme de fantasia que, como foi dito antes, oferece uma nova versão para a animação “A Bela Adormecida”. Uma nova versão cheia de alterações e novas significações.

“Malévola” neste caso não é uma feiticeira despeitada, que amaldiçoa uma criança porque não foi convidada para o batismo da criança. É uma fada poderosa, responsável por defender seu reino, uma floresta onde habitam diversas criaturas mágicas, contra a ambição dos homens. E ela amaldiçoa a criança por conta de uma traição que sofre.

Entre os diversos ressignificados, podemos começar pela própria Malévola. Ela tem chifres e asas, coisas que a fazem ficar parecida com a imagem mais comum do próprio diabo, o opositor de Deus. Mas ela não é alguém mau. Pelo contrário, está sempre preocupada com as criaturas que vivem ao seu redor.

Seu fiel escudeiro é um corvo, que ela livra de homens que o caçavam, e transforma em homem. Ele se chama “Diaval”, que em inglês soa bastante parecido com “devil”, ou, demônio. Diaval se torna o olho de Malévola para espionar amigos e inimigos.

Neste filme o mal não está encarnado no despeito de uma feiticeira ou fada, mas na ambição dos homens que querem tomar conta de tudo, que buscam poder e riqueza.

E por fim, o filme procura novo significado para o que seria amor verdadeiro.

É um filme razoável. Não há nenhuma atuação dramática destacada. E há o rosto de Angelina, mostrado a todo momento, e sempre inalterado. Elle Fanning como a princesa Aurora, e Sharito Copley, como o rei Stefan não comprometem. E claramente é um filme para crianças. Não há mortes muito explícitas, exceto uma, embora haja algumas batalhas bastante violentas.

Basicamente um filme família, para o casal ir ver com as crianças em idade de alfabetização.

Razoável.


08/06/2014.

sábado, 14 de junho de 2014

Continua não tendo Copa


Continua não tendo Copa



Continua a não haver Copa no Brasil.

Começando por mim, que narrei no texto anterior que o Brasil havia vencido a Croácia dia 12 passado por três a zero. Está errado, foi três a um, sendo que a Croácia saiu vencendo com um gol contra de Marcelo, e o Brasil virou com um pênalti para lá de duvidoso.

A Holanda conseguiu uma imprevista goleada contra a Espanha, cinco a um.

E o Uruguai sofreu também uma surpreendente virada neste sábado, dia 14, contra a Costa Rica. Três a um para Costa Rica no que se parece mais com uma zebra até agora nesta Copa do Mundo de Futebol.

E Itália e Inglaterra fizeram um belo jogo de futebol. Vitória de dois a um para a Itália, mas o inverso poderia ter acontecido também.

Legal não estar tendo Copa no Brasil.



14/06/2014. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Copa do Mundo no Brasil


Copa do Mundo no Brasil


E chegou o início da Copa do Mundo de Futebol no Brasil.
A julgar por hoje, está tendo Copa.
No jogo de abertura, o Brasil venceu a Croácia por três a zero.
Amanhã, deve haver México e Camarões, e Espanha e Holanda.
Nós e a Copa do Mundo de Futebol.
A primeira copa de que me lembro é a de 1974. Realizada na Alemanha Ocidental. Na época a Alemanha estava dividida em duas, a ocidental capitalista e a oriental comunista. Eu era criança, não me lembro de quase nenhum lance, exceto talvez de um gol estranho de Valdomiro, então ponteiro direito do Internacional de Porto Alegre e da seleção brasileira, contra o Zaire, hoje República Democrática do Congo. E lembro vagamente de uma goleada da Iugoslávia contra o mesmo Zaire, tipo oito ou nove a zero. E o Brasil perdeu a semifinal para a Holanda por dois a zero. E perdeu o terceiro lugar para a Polônia, acho que por um a zero.
Depois houve a Copa de 1978 na Argentina. Ainda criança, embora quatro anos mais velho, aquela foi a Copa em que o Brasil empatou com a Argentina, a dona da casa, venceu a Polônia e esperava que a Argentina não vencesse o Peru por diferença maior que três gols. A Argentina venceu o Peru por seis a zero, num jogo que entrou para a história de polêmicas das Copas do Mundo. Isso impediu o Brasil de ir à final. E o Brasil venceu a Itália na disputa pelo terceiro lugar.
Em 1982, na Espanha, parecia que o Brasil repetiria a façanha da equipe de 1970, de vencer com um futebol espetacular, apesar de eu achar que pouca gente confiava em nosso goleiro titular, o Valdir Peres. Não deu. Com três gols de Paolo Rossi, a Itália desclassificou o Brasil.
Em 1986, no México, a equipe brasileira parecia um remendo da seleção da copa anterior. E foi desclassificada pela França, após Zico perder um pênalti na prorrogação.
Em 1990, na Itália, perdemos para a Argentina. Nova frustração.
Em 1994, nos Estados Unidos, finalmente o Brasil voltou a ser campeão. Pelos pés de Romário e Bebeto. E com muito sofrimento. Vencendo a final contra a Itália nos pênaltis.
Em 1998, após uma semifinal espetacular contra a Holanda, o Brasil iria enfrentar a França, a dona da casa, na final. Depois do jogo contra a Holanda, a equipe da França parecia menos difícil. Mas não foi. Uma até hoje mal explicada convulsão de Ronaldo, e o Brasil levou três gols da França. Perdemos. Vice-campeões.
Em 2002, Copa do Mundo no Japão e na Coreia do Sul, depois de Turquia, China e outros, e depois Turquia de novo, o Brasil chegou à final com a Alemanha. Brasil dois, Alemanha zero, e Brasil campeão novamente.
em 2006, com a Copa na Alemanha, o Brasil caiu novamente diante da França.
E em 2010, na África do Sul, perdemos para a Holanda, numa partida em que o Brasil vencia no primeiro tempo, aparentemente com facilidade. Tomamos virada, e a seleção brasileira voltou para casa.
Ou seja, desde que me conheço por gente, eu estou torcendo pelo Brasil durante as Copas do Mundo.
E vejo a maioria das pessoas ao meu redor, em Porto Alegre, no Brasil, torcendo pelo Brasil.
Curiosamente agora que a Copa do Mundo de Futebol, que normalmente tanto gostamos, é realizada no Brasil, parece que vejo mais resistência no pessoal em torcer pelo Brasil.
Há todo um clima para isso.
Se gastou um monte de dinheiro para reformar alguns estádios e erguer outros do nada. Então se acha que se desviou muito dinheiro nessas construções.
Havia uma promessa de uma série de obras para melhorar a infraestrutura das cidades que abrigariam as partidas da Copa do Mundo no Brasil, e muitas dessas obras não foram concluídas a tempo.
E há a grande imprensa, que diz que fiscaliza o governo, mas na prática é oposição ao governo atual. Ler "Folha de São Paulo", ou a revista "Veja", ou o jornal "O Globo", ou a revista "Época" era saber que havia a suspeita de desvio de verbas, de licitação dirigida, de fracasso em obras, e assim por diante. Havia e há tudo isso. Mas há coisas além disso.
Os estádios ficaram prontos, ou, pelo menos utilizáveis, e eles são muito mais confortáveis que as velhas arquibancadas de concreto que eram o nosso padrão anterior. A maioria do dinheiro para a construção dos estádios é financiamento do BNDES e deve voltar para o banco no decorrer do tempo. Parte das obras de infraestrutura ficou pronta, e as demais devem ser concluídas também no decorrer do tempo.
E bom, aí me resta invocar José Simão, em sua coluna hoje, "E vamos torcer. TODO MUNDO! Não é a Dilma que vai jogar, é o Brasil! Não é Dilma X Croácia! Rarará!"
É isso. Já soube de uma área de uma empresa em que os sei lá, dez funcionários disseram que NÃO iam torcer pelo Brasil. Mas na copa passada torceram. Agora que a Copa é aqui, preferiram bancar os durões. Como se isso fosse resolver os problemas do país. Como se o futebol não fosse apenas um jogo. Um jogo multimilionário, mas ainda apenas um jogo.
E torcer é basicamente uma maneira de brincar, um motivo para beber, gritar e extravasar sentimentos. Não é uma questão de vida ou morte.
Li em algum lugar que o Brasil gastou oito bilhões de reais com os estádios. Boa parte disse retornará aos cofres públicos com o pagamento dos financiamentos.
Alguém já soube que em Berlim, a Alemanha gastou oito bilhões de euros com a construção de um aeroporto, o aeroporto ainda não foi concluído, e o cronograma de obras está atrasado em mais de dois anos? Oito bilhões de euros é o triplo do que o Brasil gastou com os estádios. Uma coisa não justifica a outra? Não. Mas mostra que mesmo os prodigiosos alemães também erram em obras públicas.
E hoje, na Arena do Corinthians, a presidente do país foi xingada. São estranhos esses paulistas que estavam no estádio. Será que os pais ou os avós deles estavam no Morumbi quando o general-presidente Emílio Garrastazu Médici foi aplaudido por lá? E Paulo Maluf costuma ser xingado nos estádios paulistas?
Pois é. É tempo de Copa do Mundo no Brasil.
Vou tentar aproveitar. É improvável que no decorrer da minha vida haja outra oportunidade da Copa do Mundo estar sendo realizada tão perto da minha casa.



12/06/2014. 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Diário - cinema - No Limite do Amanhã


Diário - cinema - No Limite do Amanhã




“No Limite do Amanhã” (“Edge of Tomorrow”, Estados Unidos, 2014) é um filme sobre um recruta que é convocado a lutar contra invasores extraterrestres, e, a cada vez que morre em ação, volta para a manhã do dia anterior.



No caso, esse recruta é Tom Cruise, na pele do ex-major William Cage. Cage é um oficial, especializado em relações públicas, que não aceita ser designado para acompanhar tropas que deverão invadir o território da França, onde estão os alienígenas, a partir da Grã-Bretanha. Ao se recusar, ele é rebaixado, e obrigado a ir para o combate como soldado de infantaria.



E logo que ele é deixado no solo da Normandia, ele morre logo após enfrentar um dos aliens que enfrentam os humanos na praia. Contudo, em lugar de permanecer morto, ele desperta no dia anterior ao de sua morte, recebendo suas ordens como recruta.



O filme faz pensar: o que você faz se está destinado a viver o mesmo dia várias vezes? Tenta corrigir o que fez errado? Tenta evitar que algo mau aconteça com alguém ao seu redor? Como lidar com isso?



O recruta Cage tem que fazer de novo, e tentar acertar na próxima vez. Ele é auxiliado pela sargento Rita Vrataski, papel de Emily Blunt, uma heroína na guerra contra os alienígenas.


É um filme curioso, que fala em batalhas na França, no ano em que se completam os 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial, e os 70 anos do Dia D. O ataque à Normandia evoca claramente o Dia D, e também as imagens do filme “O Resgate do Soldado Ryan”.



E a sargento Vrataski é a heroína de uma certa “Batalha de Verdun” contra os alienígenas, uma batalha que deu novas esperanças aos humanos contra os aliens. Verdun foi o local de uma batalha em que os franceses conseguiram resistir a uma tentativa de avanço alemão no front ocidental.



É curioso também que no filme, ocidentais(americanos principalmente), russos e chineses estão lutando lado a lado, contra um inimigo comum. Exatamente como aconteceu na Segunda Guerra Mundial.



Um filme divertido e interessante, mas com um final que não me convenceu.


08/06/2014.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sobre cinema, ilusão e os recentes filmes de aventura e ficção


Sobre cinema, ilusão e os recentes filmes de aventura e ficção



O cinema serve para muitas coisas, tais como nos distrair, tentar nos levar a pensar, ficar curioso a respeito do passado, etc. Lembro que o falecido jornalista Paulo Francis gostava muito do cinema, e um dos comentários recorrentes dele, em sua coluna nos jornais, era o questionamento se o cinema chegava a ser uma arte.

Eu estou muito menos aparelhado mentalmente para responder a um questionamento desse tipo, então só o cito, e deixo quem se sinta habilitado a responder que responda.

O cinema também é ilusão, a sequência de imagens, nos dá a impressão de movimento, e, por conta disso, de reprodução da realidade.

Às vezes, essa ilusão se estende para além de apenas enganar nosso cérebro, com a percepção de movimento.

Por exemplo, no recente filme "Gravidade", seria muito difícil que a Dra. Ryan conseguisse sobreviver a todas as peripécias pelas quais passou para voltar à superfície terrestre, se um evento fatídico como o do filme ocorresse no espaço. Seria difícil que os dispositivos de propulsão a impelissem por longas distâncias, e que ela conseguisse ir de estação orbital em estação orbital até encontrar um veículo que a trouxesse de novo à Terra.

Mas esse tipo de ilusão faz parte da mente de quem acorre ao cinema.

A biologia dos X-Men é uma fantasia, mais ou menos mal elaborada, a partir dos conhecimentos básicos da biologia que aprendemos na escola. Mas é fundamental para que possamos nos divertir quando assistimos aos filmes da série.

Contudo, em alguns filmes recentes, a história, a história humana, tem sido alterada por conta dos roteiristas.

Posso lembrar de três casos que achei marcantes.

No filme "Transformers 3, O Lado Oculto da Lua" o espectador é informado que as viagens à Lua não foram fruto de uma disputa técnico-ideológica entre Estados Unidos e União Soviética para mostrar qual a mais poderosa tecnologia (e, de quebra, aprimorar a pontaria dos mísseis balísticos), mas, na verdade, era uma missão para investigar a queda de uma astronave alienígena no lado oculto da Lua.

No filme "X-Men, Primeira Classe", a quase irrupção de uma guerra por conta da instalação de mísses soviéticos em Cuba e da reação dos Estados Unidos a isso, era na verdade, resultado de um complô de um mutante para aumentar a radioatividade do planeta, para aumentar a quantidade de mutantes e dizimar a quantidade de seres humanos, para que os mutantes passassem a dominar a Terra.

E agora, no filme "X-Men, Dias de um Futuro Esquecido", descobrimos que o mutante Magneto esteve envolvido no atentado que resultou na morte do presidente John Kennedy. Teria sido a capacidade dele de manipular metais que tornou possível a famosa "bala bailarina" que teria atingido Kennedy e o braço do governador do Texas, John Connally.

Divertidas hipóteses.


30/05/2014.

Diário - cinema - X-Men: Dias de um Futuro Esquecido


Diário - cinema - X-Men: Dias de um Futuro Esquecido


“Dias de um Futuro Esquecido” (“Days of Future Past”, Estados Unidos, 2014) é o filme da franquia dos X-Men em que os elencos de “X-Men, o Filme” e “X-Men, Primeira Classe” se misturam.

Nesse caso, no futuro, as sentinelas, robôs produzidos pelas Indústrias Trask, com a missão de mimetizar e caçar mutantes, travaram um combate contra toda a humanidade, pois, afinal, sempre é possível que um gene mutante surja em um ser humano “comum”. Isso se dá logo após Mística assassinar o industrial Bolivar Trask.

Para evitar que isso aconteça, a mutante Kitty Pride precisa enviar a mente de Wolverine, do século XXI, para a década de 1970, a fim de que ele evite que Mística consume o assassinato.

Poderia ser confuso, mas até que não é.

A recriação dos anos 1970 é razoável, mas não totalmente convincente.

E a alteração do passado sempre pode trazer resultados surpreendentes.

A cena mais divertida do filme é a tentativa dos mutantes de resgatar Magneto da prisão, com a ajuda de Peter Maximoff, um mutante super-rápido.

Bolivar Trask é vivido pelo ator Peter Dinklage, o anão Tyrion da série “Game of Thrones”, o que torna tudo muito curioso, porque um anão é uma pessoa que possui gene recessivo do nanismo, e muitas vezes anões são vítimas de preconceito e discriminação. Justamente as mesmas coisas que oprimem os mutantes. Pois é…

Mais um filme da série X-Men. Divertido.

O próximo da franquia está prometido para 2016. Há um trailer no final dos créditos deste filme.

08/06/2014.

domingo, 8 de junho de 2014

Fernandão - 1978 - 2014


Fernandão - 1978 - 2014



De vez em quando nós tomamos sustos da vida, ou da morte.

Aconteceu comigo neste final de semana, dia 7. Fui acordado com uma gentileza: minha mulher me acordou trazendo o desjejum. Junto com o despertar e o desjejum veio a notícia: “disseram que morreu o Fernandão.”

“Fernandão?” - eu disse. “Mas, eu não conheço nenhum Fernandão, a não ser o ex-jogador do Inter”.

“É. Esse mesmo.” - ela falou.

Mas não podia ser, o Fernandão era um cara mais novo que eu. Fazia pouco tempo que havia deixado de jogar futebol.

Com essa dúvida, fui olhar o que dizia o celular (agora os celulares são “espertofones”, pequenos computadores portáteis). E lá estava a notícia. Fernandão havia morrido em um acidente de helicóptero, no interior de Goiás. Por razões que ainda precisam ser desvendadas o helicóptero caiu, matando seus cinco ocupantes.

Depois ao começar a ouvir o rádio, há a profusão de notícias. Os testemunhos, os depoimentos, o choro, os lamentos. E aí vem o nó na garganta da gente. A própria vontade de chorar. Porque, como costuma acontecer com artistas ou esportistas populares, nós temos esta relação, como se esses esportistas fossem parte do nosso círculo de parentes e amigos, mesmo que a maioria deles não saiba da nossa existência em particular.

Fernando Lúcio da Costa, o Fernandão, era natural de Goiás, e chegou ao Internacional de Porto Alegre no início do século XXI, depois de ter surgido para o futebol em Goiás, e de uma passagem pelo futebol francês.

Entre outras coisas, fez o gol 1000 em grenais.

Mas o grande papel que ele desempenhou foi o de capitão da equipe, tanto na conquista da Libertadores da América, em 2006, em cima do São Paulo, quanto da conquista do Mundial de Clubes em cima do Barcelona de Ronaldinho “Gaúcho”, no final do mesmo ano.

A conquista da América em cima do São Paulo foi tensa, muito tensa, em jogos aguerridos, tanto no estádio Morumbi, quando no Beira-Rio.

E a conquista do Mundial foi a conquista do impossível. Eu, como muitos colorados, tinha a ideia que vencer o Barcelona era possível, mas muito, muito difícil mesmo. Talvez o Internacional de Porto Alegre tivesse uns 5% de chance diante do poderoso Barcelona.

De quebra, naquele jogo, numa manhã de domingo de dezembro para nós, dia quente em Porto Alegre, dia frio no Japão, no início do segundo tempo, o capitão Fernandão, exausto e lesionado, foi substituído pelo sempre questionado Adriano Gabiru. Era o último desalento para os torcedores colorados. Mas, contrariamente às expectativas, o Inter venceu com um gol de Adriano Gabiru. Tornou a façanha ainda mais difícil de acreditar. Ao final, o Inter ganhou. E Fernandão, capitão daquele time, mesmo sendo substituído durante o jogo, levantou a taça, diante de um incrédulo, desapontado e constrangido time do Barcelona.

Na volta do Japão, a equipe do Internacional desfilou em caminhão do corpo de bombeiros, e Fernandão liderou a multidão de torcedores na comemoração, no estádio Beira-Rio.

Pois é. Fernandão foi o capitão do Internacional de Porto Alegre no momento de maior glória do time.

Depois ele saiu do Inter, para jogar pelo São Paulo, e pelo Goiás.

Voltou ao Inter tempos depois, quando foi gerente de futebol, e técnico, sem conseguir muito sucesso.

Mas será para sempre o capitão da equipe que conquistou a América e o Mundo, acabando com um complexo de inferioridade que oprimia os colorados frente aos rivais locais.

Inacreditável que alguém assim venha a morrer assim, tão jovem, tão cedo…


08/06/2014.