quarta-feira, 29 de outubro de 2014

60º Feira do Livro de Porto Alegre inicia na próxima sexta, dia 31


A partir da próxima sexta-feira, dia 31 de outubro, se inicia a 60ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre.

Novamente os livros vão estar distribuídos em barracas na Praça da Alfândega. De novo dezenas de milhares de pessoas passarão por ali, à procura de alguma boa oferta, em busca de alguma conversa, ou para ver e ser visto. 

Esta edição vai até o dia 16 de novembro próximo.

De volta ao Forno Alegre


Para um dia de primavera, hoje a temperatura até que foi alta em Porto Alegre.

Segundo o saite que acompanho, o WunderGround, a temperatura na cidade chegou a 37ºC. Às 22h ainda estava por volta de 32ºC.

Quarta-feira, 29 de outubro de 2014. Um dia de primavera.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

"Sinistra esta quebrada aqui..."


"Sinistra esta quebrada aqui..."


Eu havia visitado a minha irmã, e iria voltar para casa. Minha irmã mora na Vila Cefer II, local onde passei o final de minha infância e minha adolescência.

Ela chamou um táxi, que chegou uns dez minutos depois.

Me despedi dela e embarquei no táxi.

O táxi tinha um adesivo do Aécio colado no painel, o que não gostei, porque não pretendo votar nele. Mas eu não estava a fim de discussão. Se o motorista não falasse no assunto - eleições, eu também não falaria.

Havíamos andado uns quinhentos metros quando o motorista comentou, assim como quem não quer nada, "sinistra esta quebrada aqui..."

Eu comentei que nem tanto, e que ali, por onde passávamos, a caminho da Avenida Antônio de Carvalho, as coisas até que eram tranquilas. Muito embora, de fato a quebrada por onde passávamos, em frente à escola Evaristo Gonçalves Neto, estava escura e deserta.

Então, quando, chegamos na Avenida, eu comentei que havia lugares onde os jornais registravam maior violência em Porto Alegre, como os bairros Mário Quintana, Rubem Berta, ou certas áreas da Restinga.

Por conta disso, o taxista resolveu contar uma de suas corridas, uma vez que levou passageiros, acho que do centro, para a mesma Restinga.

Foram dois passageiros. Ele não comentou sobre as feições dos rapazes, mas disse que eram jovens. Embarcaram e pediram para ir para a Restinga. Ele ficou desconfiado, mas já que os rapazes já estavam no táxi mesmo, seguiu para a Restinga. Logo na entrada da Restinga, os passageiros identificaram algumas pessoas, e pediram para ele parar imediatamente. Os rapazes saíram e disseram que voltariam. Cumprimentaram as pessoas que eles haviam identificado. Pelo papo, o taxista inferiu que os passageiros dele ou eram ex-presidiários, ou eram menores infratores que tinham passado algum tempo detidos. Ficaram alguns minutos conversando. O motorista teve tempo de desligar motor e faróis para aguardar (era noite). De fato, depois de alguns minutos os rapazes voltaram, agradeceram a paciência do motorista, e disseram qual era o destino final, uma candonga que eu não sei reproduzir. No final, lá chegando, o motora avaliou que o destino de seus passageiros era uma boca de fumo. Eles desceram, e um conhecido dos rapazes apareceu e pagou a corrida. Os rapazes agradeceram de novo pelo taxista ter esperado antes, e entregaram o dinheiro correspondente à corrida. 


Oitenta e cinco reais! O motorista disse que se sentiu aliviado. Mas por via das dúvidas, voltou para casa, e encerrou o trabalho daquele dia (ou daquela noite).

Depois contou algo sobre trabalhar à noite, e sobre pegar passageiras, mulheres, bêbadas. E como elas costumam ser mais chatas que os bêbados homens. Eu comentei com ele que normalmente se via mais homens bêbados que mulheres. Ele disse que era verdade, mas que, na experiência dele, elas enchiam mais o saco que eles. E contou de uma passageira uma vez, que entrou no táxi bêbada, e começou a fazer gracinhas com ele. Quando ele começou a fazer piadinhas com a bebedeira dela, ela se ofendeu, e começou a xingá-lo. Eu comentei, é, tudo depende do bêbum. Às vezes eles acham graça junto, às vezes eles se zangam. Nesse caso a mulher ficou tão zangada, que ele calou-se e não falou mais no restante da corrida. Ela até tentou voltar a quebrar o gelo, mas aí quem começou a xingar a passageira foi ele. Ele me contou isso rindo. Eu estava rindo junto.

Logo chegamos à minha casa. Destino final da corrida.

Paguei o homem.

Eu estava satisfeito. Ele falou tanto, eu comentei alguma coisa. Rimos juntos. E não havíamos falado em política.



22, 24/10/2014.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Diário - cinema - Garota Exemplar


Diário - cinema - Garota Exemplar



"Garota Exemplar" ("Gone Girl", Estados Unidos, 2014) é filme de suspense com Ben Affleck e Rosamund Pike, e dirigido por David Fincher.

Apesar de longo, 2h29min, é uma obra bem interessante.

Tudo começa quando Nick Dunne (Ben Affleck) vai até o bar que ele mantém em sociedade com a irmã Margo (Carrie Coon) numa cidadezinha no interior do Missouri, logo pela manhã. Ele comenta com a irmã que está se aproximando o quinto aniversário de casamento dele com Amy (Rosamund Pike), e de como o casamento vai mal.

Quando volta para casa, ele não encontra Amy, e encontra uma parte da sala da residência revirada.

Tudo indica que Amy foi sequestrada, ou talvez mesmo assassinada. E tudo fica pior quando, por uma série de motivos, Nick logo se torna suspeito.

A partir disso, a história de amor entre Nick e Amy vai sendo contada, e muitas revelações vão sendo feitas.

E muito mais do que isso não é possível contar, para não estragar o prazer de quem for ver o filme.

Como eu disse, apesar de longo, é um filme bem interessante.

Por fim, uma pequena discussão sobre títulos e traduções. "Gone Girl" seria mais literalmente "Garota Ida", o que não faz muito sentido em português, assim poderíamos alterar para "Garota que se foi", "Garota Desaparecida", "Garota Sumida". Talvez "Garota que se evaporou" fosse uma boa alternativa. Os tradutores preferiram seguir a senda da "Amazing Amy", esta sim, a "Garota Exemplar". A "Amazing Amy" é uma personagem calcada na Amy do filme (sim, temos metalinguagem aqui), onde os pais de Amy inventaram uma personagem infantil cheia de capacidades, boa aluna, bos esportista, amiga dos animais, enfim, uma garota realmente exemplar. Valeu, mas distorce um pouco do título.


20/10/2014.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Identidade (Miniconto)

Identidade



Angustiada com a identidade do pai, ela preferiu gastar as suadas economias num teste de DNA em vez de fazer aquela sonhada viagem ao Rio de Janeiro.



23/10/2014.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Diário - leituras - Retalhos


Diário - leituras - Retalhos


“Retalhos” é uma história em quadrinhos, ou como está ficando conhecida hoje, uma “graphic novel” (novela gráfica?) em que o autor, Craig Thompson, mistura suas lembranças de infância e adolescência.


Uma infância que pareceu a ele sofrida, numa casa não muito confortável, num distrito rural do Wisconsin. Um lugar muito frio, onde ele sofria bullying na escola, e frequentava uma igreja evangélica com a família.


Como parte da adolescência, ele narra os problemas que ele via entre os jovens e adolescentes supostamente cristãos da igreja. E fala de seu primeiro amor, por Raina. Raina que lhe dá uma colcha de retalhos de presente. Eis aí a referência mais direta aos retalhos  do título do livro.


É um livro bastante triste.


Não é que a infância e a adolescência de Craig Thompson fossem mais tristes que a média das infâncias e adolescências de todo mundo, mas a sensibilidade de Craig Thompson e a sua maneira de contar essas reminiscências tornam tudo mais triste.


A história vale muito como o testemunho de uma pessoa que cresceu no meio-oeste norte-americano, isto é, Wisconsin, durante a década de 1980 e início dos anos 1990. Não é que um artista gráfico como Thompson seja “a média” das pessoas de Wisconsin, mas até que ele se tornasse um artista gráfico relativamente reconhecido, ele foi uma criança e um adolescente como os outros, com a peculiaridade que ele gostava de desenhar como terapia para os problemas que enfrentava.


Foi bom ter lido.

THOMPSON, Craig. Retalhos. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

02/03/2014.

domingo, 12 de outubro de 2014

Jesus é Sanidade

Jesus é Sanidade 


Jesus é Sanidade 
"Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou" - disse Ele. 
“No mundo tereis aflições” 
Porque, sim, 
No mundo encontramos aflições. 
No mundo as contradições, a violência e a morte. 
Mesmo que na maior parte do tempo nos consideremos felizes ou conformados.


10/10/2014.

Consequências da Traição (Miniconto)


Julgou que o amante a estava traindo, e meteu-lhe um pé na bunda.

10/04/2014.

Gracias a Marcelo Spalding, Augusto Monterroso e seus contos curtos, e à revista piauí.

sábado, 4 de outubro de 2014

Diário - cinema - Sin City, A Dama Fatal


Diário - cinema - Sin City, A Dama Fatal


Este "Sin City, A Dama Fatal" ("Sin City: A Dame to Kill For", Estados Unidos, 2014) é uma nova adaptação dos quadrinhos, ou "graphic novels", de Frank Miller, da série "Sin City".
Retoma um pouco do mesmo universo da adaptação de 2005.

Aí está novamente a atriz Jessica Alba, como Nancy Callahan, a stripper da boate Kadie's Club, lamentando a morte de seu protetor, o policial John Hartigan (Bruce Willis) e pensando em vingança. E Marv (Mickey Rourke), um sociopata sempre em busca de confusão.

A novidade neste filme é Eva Green, como Ava, a tal dama fatal do título. E como costuma acontecer nos filmes que tenho visto em que Eva Green atua, ela acaba por ofuscar todo o resto do elenco, inclusive o excelente Josh Brolin que contracena com ela, a maior parte do filme.

É um filme que mistura os velhos filmes "noir" (filmes de suspense dramático, filmados na década de 1940, em preto e branco, sempre em cenas noturnas, com assassinos hipócritas, mulheres fatais, e policiais durões) com disneylândia. Alguém pode objetar que não há disneylândia, pois ninguém levaria crianças para ver um filme como este, com muita sensualidade e violência extrema, mas seria disneylândia para crianças com mais de dezoito anos, que podem achar divertidas algumas cenas de ação do filme, que ficariam melhor numa animação de aventura, ou num videogame, como no caso de uma perseguição automobilística, ou o ataque de uma assassina ninja.

São cinco, ou quatro, histórias que se sobrepõem, para gerar um longa metragem.

Começando por Marv, a procura de alguma confusão para se divertir. Passando por Johnny(Joseph Gordon-Levitt), desafiando o corrupto e todo poderoso senador Roark (Powers Boothe) numa mesa de pôquer, e aguentando as consequências. Chegando a Ava (Eva Green), a mulher que seduz todos os homens para conseguir o que quer. E por fim, Nancy (Jessica Alba), pensando em vingança. Todos em volta da Kadie's Club.

O uso do preto e branco, e da seletividade de cores quando elas aparecem, causam um impacto legal. Além disso, a fotografia do filme de fato remete para os quadrinhos de Frank Miller.

O filme empilha clichês, mas é bastante divertido.



02/10/2014.