quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015!


Desejo a todos os meus dois (ou três) leitores um abençoado ano da graça de 2015.
Saúde e prosperidade, como diz o clichê. Que mais podemos querer?


30/12/2014.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Diário - leituras - A Lenda do Santo Beberrão


Diário - leituras - A Lenda do Santo Beberrão



“A Lenda do Santo Beberrão” é uma pequena novela, cujo título é relativamente auto-explicativo. Seu autor é Joseph Roth, um judeu originário da antiga Áustria-Hungria.

A novela narra a história de um mendigo que vivia embriagado sob as pontes do Rio Sena, em Paris, e que num certo dia encontra um homem próspero que lhe oferece dinheiro. Dinheiro além de esmolas. O mendigo invoca sua honra pessoal para não aceitar tal valor vultoso. O ofertante informa que havia passado por uma experiência de conversão e que seria um prazer oferecer o dinheiro. Por fim, eles combinam que o valor seria devolvido através de uma oferta a uma santa em uma certa igreja de Paris.

A partir desse evento, o mendigo passa a ter uma melhora em seu estilo de vida. Contudo, cada vez que ele tenta devolver o dinheiro através da oferta à igreja, uma série de circunstâncias o impedem de consumar o ato.

É uma obra curiosa.

Tanto pode ser encarada como uma obra inspiradora e comovente para os crentes, quanto pode ser vista como um texto de humor sarcástico.

Eu achei ótimo.


ROTH, Joseph. A lenda do santo beberrão. São Paulo: Estação Liberdade, 2013.


10/04/2014.

Diário - cinema - Interestelar


Diário - cinema - Interestelar


“Interestelar” (“Interstellar”, Estados Unidos, 2014) é um filme de ficção científica que relata algo como uma crise ecológica no planeta Terra, e a busca por parte da humanidade de um novo lar, isto é, um novo planeta que a humanidade possa colonizar.

É um filme interessante por tentar aplicar à ficção da viagem interestelar as teorias da relatividade, impactando diretamente sobre as personagens na tela.

Não que isso dê muito sentido ao que é apresentado na tela. O que é exposto sobre os tais “buracos de minhoca”, isto é, portais dimensionais do universo, e o que pode acontecer dentro de um “buraco negro”, nem sempre bate com o que os livros de divulgação científica informam, mas aí vale a regra de sempre, “bem, é um filme de ficção afinal”.

Mas vale muito pelos dramas humanos expostos. O impacto que tem sobre alguém que viajou pelo universo, voltou e encontrou as pessoas que ele deixou na terra muito mais velhas, enquanto ele não envelheceu tanto assim.

Ou o exemplo de como o universo pode ser imenso e a humanidade quase nada.

Ou como a solidão pode levar seres humanos a medidas descontroladas.

O espaço é imenso e inóspito. Vimos isso recentemente no filme “Gravidade”. Vemos novamente isso nesse “Interestelar”.

Matthew McConaughey não está tão bem como em “Clube de Compras Dallas”, mas segura razoavelmente bem o seu papel, como Cooper, o homem que era um astronauta, que virou um fazendeiro, que queria ser um astronauta. E Anne Hathaway também segura bem como a Doutora Brand, sua companheira astronauta no espaço longínquo.

Um bom filme, onde, como foi dito, a ficção científica serviu para mostrar o drama humano.


27/12/2014.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Diário - leituras - Crônicas de Jerusalém


Diário - leituras - Crônicas de Jerusalém


“Crônicas de Jerusalém” é um relato que o canadense do Quebec, Guy Delisle, faz de sua estadia de um ano na Terra Santa, isto é, aquele lugar onde hoje está Israel, e onde muitos gostariam que estivesse também o Estado da Palestina. Delisle esteve lá acompanhando sua esposa, que trabalhou nesse ano junto aos Médicos Sem Fronteiras. Neste aspecto é mais um diário de viagem, com a peculiaridade do formato de novela gráfica (“graphic novel”, aqui estou eu de novo em busca da palavra adequada para estas histórias em quadrinhos mais complexas e sofisticadas).


O livro tem como peculiaridade a convivência com a neutralidade possível num cotidiano estranho, para dizer o mínimo, e tentar não fazer juízo de valor.


Quando Delisle, sua esposa e os dois filhos pequenos chegam à Terra Santa, eles são alojados pelo MSF, os Médicos Sem Fronteiras, em um bairro de Jerusalém Oriental, isto é, uma área que deveria pertencer à Palestina.


Na sua narrativa estão o enorme muro que Israel construiu, sob a alegação de segurança. A dificuldade criada pelos “checkpoints” onde o exército de Israel tolhe a liberdade de ir e vir dos palestinos na Cisjordânia. A convivência pouco amistosa com alguns judeus que não gostam de falar com gentios (gentios = não judeus). As restrições impostas por algumas interpretações mais restritas do islamismo à arte.


São tristes suas descrições das visitas que Delisle fez às cidades de Hebron e Nablus. O ambiente esgarçado, a falta de civilidade na convivência  de judeus e palestinos nessas cidades.


Esta obra de Delisle tem a peculiaridade de ser muito recente, a publicação original, em francês, é de 2011. Então, ela faz uma observação muito atual da vida em Israel e na Palestina.


Da observação de Delisle, me vem mais uma impressão que em breve, a esperança de existência de um Estado da Palestina deixará de existir, e Israel deixará de ser uma democracia. Esta é uma conclusão pessoal. Não está no livro.

02/03/2014.

DELISLE, Guy. Crônicas de Jerusalém. Campinas, SP: Zarabatana Books, 2012.

Diário - cinema - Drácula, A História Nunca Contada


Diário - cinema - Drácula, A História Nunca Contada


“Drácula, A História Nunca Contada” (“Dracula Untold”, Estados Unidos, 2014) é mais uma versão do nobre do leste da Europa, que para defender seu reino, acaba fazendo um pacto com as trevas, e se torna um vampiro.


O filme começa bem, apresentando Vlad como um nobre daquela região, normalmente associada à Transilvânia, ou à Valáquia, territórios que hoje fazem parte da Romênia. Ele foi tomado como refém pelos turcos na sua infância, e agora, que ele havia se tornado o líder de seu reino, os turcos novamente avançavam e requeriam dele mil meninos para serem criados como guerreiros para o exército do sultão, além de seu próprio filho como refém.


O filme resgata esses costumes medievais que de fato aconteceram. Vlad precisava pagar um tributo ao sultão anualmente. E a exigência dos reféns também existia.


E aparentemente fazia sentido fazer um pacto com as trevas para defender as pessoas que ele amava e sentia o dever de proteger. Esse é provavelmente o melhor do filme. No limite, o que você aceita fazer para proteger aqueles que você ama? Além disso, o filme mostra que muita coisa pode não sair como você esperava que fosse.


Seria um bom filme se no final o ritmo não fosse acelerado, com algumas soluções que pareceram tão indignas, e em desacordo com o início do filme.


Se fosse mantido o mesmo ritmo do início do filme até o final, seria um bom filme. O final acabou por deixar a desejar. Acaba como regular.

18/11/2014.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Feliz Natal em 2014!


Feliz Natal em 2014!



Feliz Natal é o meu desejo para todos os dois leitores que chegam aqui!
Lembrando, em meio a papais e mamães noeis e duendes, que no Natal se celebra o nascimento de Jesus, o Cristo, que veio salvar os homens dos seus pecados, como diz o Evangelho de Mateus (conforme Mateus 1:21).

Porto Alegre, 21 de dezembro de 2014.


Porto Alegre, 21 de dezembro de 2014.



Porto Alegre, 21 de dezembro de 2014.
O verão iniciou com muita chuva na cidade de Porto Alegre. E com temperaturas amenas.
O verão iniciou com muita chuva na cidade de Porto Alegre. Mas com temperaturas amenas.