sábado, 31 de janeiro de 2015

Tãn-Tãngo


Tãn-Tãngo

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"Tãn-Tãngo" é o espetáculo que Hique Gomes produziu, a princípio paralelo ao show "Tangos e Tragédias" - a famosa parceria dele com Nico Nicolaiewsky. Com o falecimento de Nico, "Tãn-Tãngo" se tornou o principal projeto artístico de Gomes.


Esteve em cartaz no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, entre os dias 15 e 18 passado. Eu estive lá no sábado, dia 17.


E logo no início do show, Hique declarou que o espetáculo era dedicado à memória de Nico. Como não seria, não?


É um belo show de tango, ou com tango. Na verdade, seria bom que o próprio espectador visse o espetáculo para tirar suas próprias conclusões. Em todo caso, diria que sim, que é um show de tango. Encenado em Porto Alegre (e presumo, em outras capitais do Brasil), perto, mas não tão perto, de Buenos Aires.


Hique Gomes explora as similaridades da música popular brasileira com o tango, esse ritmo que temos como tão argentino. Dois momentos são exemplares.


Em um momento a banda que acompanha Hique - Dunia Pires, Carlitos Magallanes, Everson Vargas e Filipe Lua - toca "Buenos Aires Hora Zero" de Astor Piazzolla, enquanto, simultaneamente, Hique cantava "Tropicália" de Caetano Veloso. Me pareceu que a mistura funcionou.


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O segundo momento é quando Hique interpreta "Carinhoso", de Pixinguinha e João de Barro, em ritmo de tango. Carinhoso, em ritmo de tango e em espanhol, parece mesmo um tango.

Se bem que isso talvez não devesse nos surpreeender. Arthur de Farias, músico e pesquisador, relatou que no início do século XX se cantava e dançava tango no Carnaval de Porto Alegre.  Bom, e um dicionário online, informa que “tanguinho” é um tipo de música de transição entre o maxixe e o samba...


Numa das interações com o público, Hique Gomes informa que "Tãn-Tãngo" vem, digamos, redimir "Tangos e Tragédias", pois, segundo ele, apesar do nome, não havia apresentação de tangos em "Tangos e Tragédias".


O espetáculo consistiu ainda dos novos ritmos do tango eletrônico, e da participação especial de Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto. A atriz, descobrimos, é também compositora e cantora. Uma cantora tímida. Cantou olhando para Hique, e, a maior parte do tempo, de costas para o público. Além disso, o show contou a participação dos dançarinos de tango Valentin Cruz e Marlise Machado.


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Tango: Música Popular Brasileira.


Um bom show.


27/01/2015.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ritual de Café


Ritual de Café


Começou lá por 2004 ou 2005, quando eu fui transferido de uma seção para outra do departamento onde eu trabalhava na firma. Era o ritual do café, depois do almoço.


Começou com o Wagner e o Rocha. E comigo, óbvio. Isto é, eu não sei se comentaram comigo sobre a existência do rito antes de mim, mas para mim começou assim…


Normalmente era depois do almoço para eles, e antes do almoço para mim. Se não ficou bem claro, eu costumava almoçar mais tarde que eles.


Como eu disse, era o ritual do café. Nos reuníamos na copa para tomar um cafezinho e conversar.


Naqueles primeiros tempos o assunto favorito eram as traquitanas tecnológicas. A disseminação dos computadores, depois o aumento da capacidade de processamento dessas máquinas, depois a contínua migração dos modelos “desktops” para os modelos “notebooks”, então os modelos cada vez mais sofisticados de telefones celulares, e as câmeras digitais.


O tempo passou. Wagner mudou de departamento, e teve menos tempo para o ritual do café.


Como acontece na vida, nos aproximamos e nos afastamos das pessoas.


Chegou o Tavares. E bem mais recentemente chegou Guerreiro.


As coisas mudam. Rocha agora aguarda uma hora pelo ritual, e eu bebo o café depois de almoçar.


Pois num início de tarde desses, estávamos a tomar o café, eu, o Rocha, o Tavares e o Guerreiro. O Guerreiro, que tem “Twitter”, falou no “Twitter” dele. E eu falei no meu, que servia basicamente para divulgar textos do meu blog.


“Ah, legal”, disse o Guerreiro, e lá foi explorar o que havia de tuítes no meu perfil.


De fato, todos os tuítes listados no meu perfil, eram ligados aos textos do blog. A investigação conduziu a minicontos e a crônicas.


E foi interessante como eu me senti desnudo com as poucas leituras de partes dos meus textos lidos por ele em voz alta. Textos estes comentados, basicamente pelo Guerreiro e pelo Tavares. Realmente escrever nos expõe, mesmo que pensemos que estamos escondendo muita coisa quando omitimos ou inventamos detalhes.


Mas foi legal ver o Guerreiro ler dois parágrafos de um texto que continha dez parágrafos, e, a partir disso, ele e o Tavares fazerem altas ponderações e tirarem importantes conclusões sobre aquele texto, que, talvez, pudesse mesmo ser resumido em dois parágrafos, o primeiro e o último.


Um outro texto, exigiu mais que a leitura de dois parágrafos. Tiveram que ler, pelo menos uns três!... Mas também houve altas ponderações, Eloquentes comentários, e muitas risadas.


Curiosamente os dois textos analisados (por assim dizer) faziam referência à Vila Cefer. E, aí, sim, eles constataram que o final da minha infância e a minha adolescência foram vividos lá. E eu estava exposto. E os textos tinham tom saudosista.


E eles riram. E eu ri junto. Gargalhei. Acho que eles também.


E eu estava feliz. Me senti um autor famoso em noite de autógrafos. Mas não havia livro ali. E ninguém estava me pedindo autógrafos. Mas eu estava sendo lido.


Ser lido é o máximo para quem escreve.


Naquela tarde o ritual do café foi sensacional!


13/12/2014.




Ausências (I)

Ausências (I)


Hoje, quarta-feira, 21 de janeiro de 2015, o Foo Fighters está se apresentando em Porto Alegre, quase na saída da cidade, no estacionamento da FIERGS.
Por uma série de motivos, não consegui me organizar para estar lá. 


domingo, 18 de janeiro de 2015

O Último Dia de 2014


O Último Dia de 2014



O último dia de 2014 em Porto Alegre foi um dia com um rico clima de verão.


O dia começou ensolarado pela manhã.


Depois foi ficando nublado.


E por volta da uma da tarde começou a chuviscar.


Eu pretendia visitar a Ponta do Gasômetro no último dia do ano.
A Ponta do Gasômetro é, como se diz, uma ponta, uma das extremidades a oeste de Porto Alegre, em sua relação com o Lago Rio Guaíba.


Ali, à noite, seriam queimados os fogos de artifício celebrando a chegada do ano de 2015.


Eu trabalho na área da Praça da Alfândega. Para chegar à Ponta do Gasômetro, é cerca de pouco mais de um quilômetro de distância. Eu queria ir pela Rua Duque de Caxias, a rua mais "alta" do centro de Porto Alegre. Porque eu costumo ir algumas vezes por ano à Ponta do Gasômetro, e costumo seguir pela Sete de Setembro, ou pela Andradas, nossa popular Rua da Praia. Em 31 de dezembro eu quis fazer algo diferente. Descer a Duque.


Para ir da Praça da Alfândega à Duque, o caminho que requer menos esforço, afinal é um caminho colina acima, é por dentro do Xóping Rua da Praia.


Quando entrei pela Rua dos Andradas, olhei para o céu e vi as pesadas nuvens. Tempo nublado. Ameaça de chuva.


Deixei que as escadas rolantes me levassem.


E quando saí nos fundos do xóping - digamos assim -, o chuvisco já havia começado.


Mudei de ideia. Pensei que eu corria o risco de me molhar para chegar à Ponta do Gasômetro. Desisti, e voltei pelo mesmo caminho que havia me levado até ali. As escadas rolantes me trouxeram de volta ao nivel da Rua da Praia.


O jeito era seguir para casa, e esperar a aurora do novo ano.


Subi a Rua da Praia rapidamente para tentar evitar me molhar, pois a chuva parecia ficar mais forte à medida que os minutos iam passando.


De fato, me protegi dentro de uma loja de departamentos na esquina com Rua Uruguai, e a chuva caiu com gosto. Forte. Valeu o abrigo.


Mas era uma chuva de verão. Logo passou.


E, passada a chuva, o sol voltou a brilhar.


E como brilhou! Parecia que fazia ferver a água empoçada da recente chuva. Sol forte com alta umidade. O bafão de Porto Alegre em tom maior. Nós, os pedestres no centro da cidade podíamos nos sentir sendo cozidos em banho maria.


Eu ainda caminharia até o camelódromo para pegar o ônibus para casa.


Mas o último dia do ano de 2014, com suas mudanças climáticas, me lembrou os dias de verão de dezembro de minha infância, no inicio da decada de 1970.


Fazia sol. E ficava nublado. E chovia forte. E passava a chuva. E abria o sol novamente. Dias verão de dezembro em Porto Alegre.


05/01/2014.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Culto Solene, ou Tributo à Nico Nicolaiewsky



Culto Solene, ou Tributo à Nico Nicolaiewsky



Semana passada houve uma série de shows em homenagem à Nico Nicolaiewsky,  chamados muito propriamente de “Nico Tributo”, no Teatro São Pedro, aqui em Porto Alegre. Amigos e familiares de Nico se juntaram para produzir o espetáculo.


Houve shows de quinta a domingo. Eu estive no de sábado.


Cláudio Levitan, Fernando Pezão, Artur de Faria, Marco Lopez, e, claro, Hique Gomez, estrelaram um show, que teve também participação de Fernanda Takai, John Ulhoa, Silvio Marques, e Nina Nicolaiewsky, a filha de Nico, com interpretações das composições de Nico.
E a verdade é que a emoção estava no ar.
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Nico Nicolaiewsky era um músico e compositor que teve toda uma historia na música brasileira que se produz no Rio Grande do Sul. Mas acabou marcado mesmo pelo papel do Maestro Plestskaya no espetáculo “Tangos e Tragédias” que marcou muitos verões em Porto Alegre.


Infelizmente no verão passado, Nico foi diagnosticado com uma leucemia que em pouco tempo o tirou de nossa convivência. Muitos de nós ficamos em choque. Eu mesmo estava com ingresso comprado uma apesentaço de “Tangos e Tragédias” para a temporada de 2014.


Eu, por exemplo, pouco sei da vida de Nico Nicolaiewsky, mas saber que um músico, que encantava a cidade há mais de vinte verões, com o show “Tangos e Tragédias” (isso sem falar em sua carreira anterior ao show, e sua carreira paralela ao show), nos deixou tão cedo, e tão de repente, é um motivo para me comover.


E era isso, um show para celebrar a memória desse artista que nos deixou, conforme a impressão de muitos, antes da hora. Para relembrar toda a alegria e inspiração que ele havia trazido ao mundo. Uma espécie de culto, sem uma divindade para celebrar, mas lembrando de coisas boas que um ser humano fez. Com as canções que Nico compôs.
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E, no final, no bis, os participantes do espetáculo saíram para a frente do teatro, para a Praça Marechal Deodoro, nossa tradicional Praça da Matriz, na tradição do “Tangos e Tragédias”.

Foi isso, um show divertido e comovente.  A emoção estava no ar.


16/01/2015.



Você pode conferir também o relato de Emílio Pacheco.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Diário - cinema - Êxodo: Deuses e Reis


Diário - cinema - Êxodo: Deuses e Reis


Atenção: este texto pode conter “spoilers”, mas a história do Êxodo é bastante conhecida.


“Êxodo - Deuses e Reis” (“Exodus: Gods and Kings”, Estados Unidos, 2014) é um novo filme que tenta atualizar a história do livro bíblico do “Êxodo”, livro que segundo a tradição judaico-cristã foi escrito pelo próprio Moisés, e narra a fuga, ou a saída, dos hebreus do Egito. Para isto, Deus lançou sobre os egípcios, que subjugavam os hebreus, várias pragas, isto é, cataclismas em sequência que forçaram o rei do Egito, o Faraó, a permitir que os hebreus, o povo de Deus, deixasse o Egito.


Poderia também ser tomado como uma atualização do clássico de Cecil DeMille, estrelado por Charlton Heston, em 1956.


Mas parece que o cinema popular do século XXI vai abandonando toda a transcendência para tentar trazer para a sociedade pós-cristã temas bíblicos tornados palatáveis. Já aconteceu com a recente versão da história de Noé, estrelada por Russell Crowe. Acontece novamente aqui, com o Moisés de Christian Bale. Os crentes podem ver nestes homens pessoas que tiveram fé para seguir adiante com atividades sobrehumanas, enquanto os ateus e agnósticos podem ver neles apenas, digamos, lunáticos que deram certo naquilo a que se propuseram fazer. Se bem que para ateus puros e duros, a Bíblia é história da carochinha.


Mas, voltando ao filme, Moisés é convocado por Deus para libertar seu povo. Moisés até tenta. Antes de se tornar líder do povo hebreu, ele havia sido um general egípcio, criado na corte do Faraó. Então ele começa a treinar homens entre os hebreus para se tornarem guerrilheiros. Esses guerrilheiros criam escaramuças, causam algum dano, mas insuficiente para que os hebreus possam ser libertados.


Então, após Deus fazer piada com a efetividade dos métodos de Moisés, vêm as pragas, que acabam por fim, fazendo com que o Faraó queira se livrar dos hebreus.


Como eu disse, Moisés aqui é um crente hesitante, mas que, apesar das dúvidas segue adiante com a missão que acredita que Deus lhe deu. Nos seus encontros com a Divindade, ele questiona os propósitos divinos. Mas procura obedecer. Por outro lado, como em determinada cena, o irmão de Moisés, Aarão, o vê falando sozinho (segundo o que Aarão vê), Moisés poderia ser apenas um maluco que deu certo.


Se bem que haja toda uma trama de profecias sobre um libertador entre os hebreus. E uma fé comum existe entre os hebreus no filme.


Dito tudo isso, achei um bom filme.


Melhor do que a atualização de Noé, que citei antes, pensando em filmes de temática bíblica.

27/12/2014.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sobre o atentado contra “Charlie Hebdo”


Sobre o atentado contra “Charlie Hebdo”



O atentado perpetrado ontem (07/01/2014) contra o periódico francês "Charlie Hebdo" é em tudo lastimável.


Nele foram perdidas pelo menos doze vidas, incluídos dois policiais que estavam lá justamente para proteger a publicação de atentados, uma vez que um atentado a bomba já ocorrera há poucos anos.


Eu não costumo achar graça de piadas que venham a caçoar da religião, mas não é por isso que eu vou matar quem discorde de mim.


A minha reação pode ser de desprezo ou de indiferença, mas de maneira nenhuma eu iria apelar para a violência física para demonstrar minha discordância o humor de quem quer que seja.


Pode-se dizer que "Charlie Hebdo" era radical em seu humor. Mas eles eram ecumênicos em seu sarcasmo. Avacalhavam de Jesus a Maomé, de comunistas a nazistas, passando pelas personalides políticas da França.


E aí é que está. Imagine o que seria do mundo se todos resolvessem resolver suas mágoas, grandes ou pequenas, à bala? Que tipo de mundo nós teríamos?


Não costumo gostar de piadas anticlericais, assim como não gosto de piadas racistas. Tenho achado lamentáveis muitas das piadas de Danilo Gentili, que se acha humorista. Mas não é por isso que vou me dar o direito de agredi-lo, pelo menos não fisicamente.


Os editores da "Charlie Hebdo" eram radicais em seu humor, mas a lei francesa lhes permitia isso. Como li que um deles havia dito tempos atrás: ele vivia sob a lei francesa, e não sob a sharia, ele podia praticar seu humor radical.


Por outro lado, os fanáticos que perpetraram esse atentado alimentam toda a xenofobia que existe na Europa, e que não é pouca. Há centenas de milhões de muçulmanos no mundo, e relativamente poucos entre eles podem ser chamados de radicais, fanaticos e intolerantes.


Por sinal, um dos policiais mortos no ataque era muçulmano, Ahmed Merabet. Tinha 42 anos e deixa viúva e um filho.


Esse atentado realmente fica, em relação às liberdades de expressão e imprensa, uma marca semelhante aos atentados de 11 de setembro de 2001, contra o World Trade Center. Ainda mais que foi divulgado na internet um vídeo que mostra os terroristas executando com um tiro na cabeça um dos dois policiais mortos na ação.


E um grupo de cartunistas e jornalistas anárquicos e debochados foi alçado ao posto de heróis e mártires da liberdade de expressão. Justamente o que me parece que eles não gostariam de ser, com base na iconoclastia publicada por eles.


Um atentado em tudo lastimável.


08/01/2015.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Oficina de Crônicas 2


Oficina de Crônicas 2


O homem falou para o colega de trabalho com quem costumava falar sobre o blogue que escrevia:
- Me matriculei numa oficina literária de crônicas.
O colega respondeu:
- Xi, José, sei não. Oficina de crônicas? Acho que teus escritos vão continuar cronicamente irrelevantes.



08/01/2015.

Oficina de Crônicas 1


Oficina de Crônicas 1


O homem falou para o colega de trabalho com quem costumava falar sobre o blogue que escrevia:
- Me matriculei numa oficina literária de crônicas.
O colega respondeu:
- Xi, José, sei não. Oficina de crônicas? Acho que teus escritos não têm conserto.


08/01/2015.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Diário - cinema - O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos


Diário - cinema - O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos



O filme “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos” (“The Hobbit: The Battle of the Five Armies”, Estados Unidos, 2014) encerra a mais recente trilogia cinematográfica baseada no mundo criado pelo britânico Tolkien.


De fato, o filme se consome quase todo nessa batalha de cinco exércitos. Assim, parece mais uma espécie de documentário sobre como choques entre exércitos aconteciam até meados do século XIX.


Há uns dez minutos iniciais que engajam o final do filme anterior, com o dragão Smaug atacando a Vila do Lago, que é defendida por Bard (Luke Evans, que recentemente estrelou uma versão de Drácula que foi comentada por aqui). Na verdade esses dez minutos parecem um verdadeiro anticlímax. Mais ou menos, eu fiquei me perguntando: “puxa, mas eles deixaram o gancho do filme anterior para isso?”


É um filme divertido, mas, em retrospecto, eu fiquei me perguntando se era necessário a produção de três filmes para contar as aventuras de Bilbo Bolseiro. Talvez em um filme fosse ótimo. Em dois ficaria muito bom. Em três, como eu disse, em retrospecto, me parece excessivo.


Mas tudo bem. Foi divertido. Como eu digo, valeu a pipoca. Mas a “saga” podia ser mais curta.

30/12/2014.