segunda-feira, 27 de julho de 2015

Diário - leituras - O Futuro de Deus


Diário - leituras - O Futuro de Deus



Adquiri o livro pela sua premissa. Em tempos de crescente descrença e ateísmo, tendo existido um livro que dizia em seu título que Deus era um delírio, o que diria o autor sobre o "futuro de Deus"?


Não à toa, essa coisa de Deus como delírio, e o autor desta afirmação, o biólogo Richard Dawkins permeiam boa parte deste livro.


A premissa do autor é boa. Desde a contracapa o leitor é informado que "Deus está no origem da consciência humana", portanto ele existe. Lembra muito as colocações atribuídas a Descartes, com o seu "Penso, logo existo", e, se existo, algo que me criou deve existir também, logo, Deus deve existir.


De alguma maneira faz sentido. Pense o leitor, se você está lendo isto, é porque você tem consciência disso. Se não estivesse vivo, e não tivesse consciência, nada disso seria visto. Existiria? Tendemos a crer que a realidade existe por si só, independente de nós, indivíduos. Mas, de fato, como saber? Sem a nossa existência, a existência por si, não faz sentido.


Parece confuso, e é. E justamente por isso, não costumamos pensar muito nisso.


O livro começa bem, ao questionar as premissas dos ateus que alegam que seus pontos de vista são perfeitamente racionais e científicos. Na verdade, muitos dos argumentos racionais e científicos, são aporias, eleitas como alternativas à explicação que demandasse perspectivas ditas sobrenaturais, como exemplificado na página 64, onde a evolução é eleita como maneira de apreender as origens do universo e do ser humano, porque um Deus produzindo um universo como o nosso deveria ser "excessivamene complexo". Não pode ser. Como diz o livro, "caso encerrado".


Dito isso, Chopra critica muitas coisas, fala da ilha antientropia que nosso planeta seria, diante de um universo em constante entropia, supostamente desde o seu início.


Comenta como a formação do nosso planeta, dentro das premissas físicas da entropia, seria como se um ciclone juntasse os milhões de peças de um jato 747 e o montasse. Você consegue imaginar isso, um tornado montando um 747?


Ou comenta a simples existência do ornitorrinco, esse bichinho com pelos, bico, que põe ovos, e amamenta seus filhotes. Poderia ser interpretado como uma impossibilidade evolutiva. Mas dizem que habita a Oceania.


Além de criticas às premissas dos ateus militantes, Chopra também critica a noção mais comum de Deus no cristianismo como uma entidade pessoal. Na verdade, Chopra aponta para um deus difícil de ser conhecido e apreendido, bastante filosófico.

No entanto é esse deus que ele crê que vai acabar por persistir, pois os argumentos dos ateus militantes seriam inconsistentes, e os das crenças tradicionais, como no cristianismo, seriam inverossímeis.


Os argumentos do autor tocam no panteísmo, isto é, deus estaria em tudo, em toda a criação. E também no dualismo, para cada coisa que normalmente vemos como boa, haveria uma outra, aparente má, mas não necessariamente, e contrária. Se você pensou em ying e yang, é bem possível.


E ficamos assim.


Na segunda metade o livro se enfraquece com a sua multiplicidade de conselhos, se aproximando bastante da autoajuda.


Não sou contra autoajuda, até acho que ela funciona. Eu mesmo me senti bem e feliz com os argumentos e conselhos do Doutor Chopra em determinado ponto da leitura, mas sei que o sentimento proporcionado pela autoajuda é temporário...


Por fim, o autor trata de esclarecer que, apesar de se sentir uma pessoa altamente espiritualizada, não frequenta igreja ou templos. Deepak Chopra é médico dermatologista, de origem indiana.


O livro vai no tom entre ensaio e panfleto. Felizmente mais ensaio que panfleto. Ele cita muita gente, mas infelizmente não contém bibliografia, o que torna difícil tentar refazer os passos do doutor em suas conclusões, ou conferir a veracidade de suas citações.


Achei o livro mais bom que mau.


CHOPRA, Deepak. O Futuro de Deus. São Paulo: Planeta, 2015.


07/06/2015.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Diário - cinema - O Exterminador do Futuro: Gênesis


Diário - cinema - O Exterminador do Futuro: Gênesis



"O Exterminador do Futuro: Genesis" ("Terminator Genisys", Estados Unidos, 2015) é mais um capítulo da série de filmes sobre a luta entre seres humanos e o sistema de inteligência artificial da Skynet, no qual a Skynet tenta vencer o líder da resistência humana, John Connor.


Nesse caso, estando a um passo de vencer a Skynet, John Connor envia seu soldado, Kyle Reese, de volta ao passado, em 1984, para defender sua mãe, Sarah Connor, tal qual o primeiro filme da série. Enquanto Reese é enviado ao passado, ele percebe que John Connor é atacado por mais um exterminador disfarçado. E as coisas ocorrem de forma um pouco diferente do que aconteceu no filme de 1984.


A linha do tempo mudou. E neste caso, Sarah Connor já é protegida por um exterminador reprogramado (o papel de Schwarzenneger no filme).


Não vou falar muito mais sobre isso. Falar mais seria estragar o conteúdo do filme.


Não que o filme seja bom e valha a pena ser visto.


Pelo contrário. Achei o filme inferior aos seus predecessores.


Assim, as lutas, perseguições e efeitos especiais não seguram uma trama esdrúxula.


Talvez o que se salve mesmo sejam as lutas entre os exterminadores. Afinal, são lutas entre máquinas. E nesse caso, a ideia é mesmo destruir o oponente.


Se você não for fã da série, não perca seu tempo. Se você for fã, talvez seja melhor esperar os "home discs" ou os serviços de vídeo sob demanda.



14/07/2015.

sábado, 11 de julho de 2015

Faleceu Omar Sharif


Faleceu o ator egípcio Omar Sharif.
Ele estava com 83 anos.
Para sempre o Doutor Jivago, segundo o filme de David Lean, de 1965.



quarta-feira, 8 de julho de 2015

Quinhentos


Quinhentos


Como o texto "A Agonia da Grécia" este blogue chega aos 500 "posts", isto é, a quinhentos textos, ou fragmentos, ou imagens publicados.


Vale como mais uma efeméride, assim como contei quando cheguei a duzentas publicações. De repente eram 200. Agora são 500!


A Grécia, por sinal, continua a grande incógnita do momento. Vai ficar no euro? Vai sair? O governo recebeu claramente um voto de apoio de sua população. Também pudera, são sete anos de estagnação ou retração econômica, aumento da miséria, aumento da pobreza, e aumento da dívida pública, coisa que as tais medidas econômicas deveriam diminuir.


"A Agonia da Grécia" é um raro texto abordando tema político neste blogue, que começou comentando banca de graduação e formatura de gabinete, os momentos finais deste blogueiro num bacharelado na UFRGS.


E a temática são fatalmente as vivências do blogueiro. A morte de alguém influente, uma leitura, outra leitura, algum filme, têm sido estes os assuntos mais constantes por aqui.


Eventualmente alguma crônica. Raramente um continho...


Quinhentos!


Enquanto este blogue servir como um canal de expressão, vamos em frente.


Obrigado pela sua atenção!



06/07/2015.

sábado, 4 de julho de 2015

Gentileza Gera Gentileza


Gentileza Gera Gentileza


Hoje foi um dia de chuva neste outono de Porto Alegre.


De fato, este ano está sendo mais úmido que outros passados. E como parece que sempre nos acontece, parece que a chuva fica mais forte no momento que a gente sai de casa. Inversamente também parece que fica mais forte na hora que a gente sai do trabalho.

Felizmente parece que eu saí de casa logo após uma manga d'água ter caído. A chuva ainda caía, e relativamente forte, mas muito mais fraca que minutos antes, quando eu possivelmente ficaria encharcado.


Eu preciso caminhar um pouco mais de uma quadra desde casa, até chegar no ponto em que posso pegar a lotação para me dirigir ao meu local de trabalho. Uma reta de uns 200 metros, aí dobro a esquina, e caminho mais uns 40 metros até a rua que a lotação passa.


Assim, debaixo de chuva, eu ainda precisava andar esses cerca de 40 metros, quando vi que a lotação estava parada na rua transversal. Normalmente eu vejo a lotação pegar o(s) passageiro(s) e partir. E eu já estava pensando que, infelizmente, aquela lotação que eu estava vendo estava perdida, e eu teria que ficar sob chuva, aguardando a próxima. E eu já estava queimado, isto é, a ponto de chegar atrasado ao trabalho.


Mas, surpresa: a lotação não partia. Fiz o contato visual com o lugar do motorista, e vi que o camarada estava olhando para mim. Será que estava mesmo? Bom, parecia que estava. Comecei a correr. Eu carregava um guarda-chuva aberto, mais a mochila, mais uma sacola de supermercado, com frutas para o lanche. Devia ser uma figura esquisita de se ver.

Mas cheguei. O motora aguardou aqueles segundos importantes. Eu chegaria atrasado ao trabalho, mas menos atrasado que eu imaginava.


Muito agradecido ao motorista, sentei num dos bancos. Chegaria mais cedo, e não ficaria sob a chuva do outono de Porto Alegre. Que bom.


Mas minha manhã não estava completa.


Quando a lotação chegou próxima do local onde desço, levantei e pedi ao motorista para parar.


Contudo não percebi que o meu cachecol caiu do meu casaco. Alguém me avisou, e entregou o cachecol na minha mão. Agradeci.


Um início de manhã cheio de gentilezas.


Preciso ser menos rude. Mais gentil.


11/06/2015.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Para não esquecer Eduardo Fösch dos Santos (II)


Para não esquecer Eduardo Fösch dos Santos (II)


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Nesta quarta-feira, 1º, houve mais uma manifestação para manter viva a memória de Eduardo Vinicius Fösch dos Santos.


Desta vez, a manifestação foi em frente ao Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, que está conduzindo a investigação do provável assassinato do adolescente, depois que ele foi encontrado inconsciente na casa vizinha à casa onde se realizava uma festa de adolescentes, na manhã de 28 de abril de 2013. Ele permaneceu nove dias em coma, e veio a falecer.




Foram mais de cem pessoas entre amigos e familiares se manifestando e pedindo agilidade do Ministério Público na investigação, aproximadamente entre 11:30 e 13 h, desta quarta. O Ministério Público fica na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, nº 80.


Mais sobre esta manifestação pode ser lido nos seguintes saites:


- Sul 21: Dois anos depois, família e amigos pedem agilidade em investigação de jovem morto em festa - http://www.sul21.com.br/jornal/dois-anos-depois-familia-e-amigos-pedem-agilidade-em-investigacao-de-jovem-morto-em-festa/;


- Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região: Ato em frentte ao MPE pede que testemunhas se apresentem para ajudar a esclarecer a morte de Eduardo Fösch - http://www.sindbancarios.org.br/index.php/ato-em-frente-ao-mp-pede-que-testemunhas-se-apresentem-para-ajudar-a-esclarecer-morte-de-eduardo-fosch/.


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02/07/2015.