segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Death Note em Canela


Death Note em Canela



Death Note” é um mangá (história em quadrinhos típica do Japão) em que um rapaz encontra um caderno que é capaz de provocar a morte das pessoas que têm seu nome escrito nele, desde que quem escreve o nome, conheça a pessoa cujo nome é escrito. No caso do mangá, o personagem principal usa isso para matar criminosos.


Bom, uma notícia deste sábado, publicado no sítio do Correio do Povo, me fez lembrar o mangá que citei.


Dois criminosos foram assaltar um mercado em Canela. Enquanto roubavam os caixas do estabelecimento, um dos criminosos teve um mal súbito, e caiu. Segundo o jornal, o assaltante tinha cerca de 40 anos, diversas passagens pela polícia, e estava em liberdade proviśoria. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu, e acabou morrendo.


O comparsa dele até tentou ajudá-lo no início, mas desistiu e tentou fugir, mas acabou preso pela polícia militar.


Será que o personagem do mangá japonês estava passeando por Canela naquele momento e resolveu escrever o nome do assaltante no tal caderno?



19/09/2015.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Porto Alegre tem um comerciante ninja


Porto Alegre tem um comerciante ninja


Porto Alegre tem um comerciante ninja. A notícia é do jornal Correio do Povo.


Conta a notícia que quando três meliantes apareceram para assaltar seu estabelecimento, um mercadinho na Vila Pitinga, que fica entre a Restinga e a Lomba do Pinheiro, o comerciante desprezou as recomendações da polícia, que sempre diz para as vítimas de assalto não reagirem, e atacou os ladrões.


Numa ação que parece digna de "Kick-ass", o comerciante esfaqueou um dos assaltantes, que fugiu.


O segundo assaltante atirou contra o comerciante, mas errou o tiro. Eles entraram em luta corporal, e o assaltante acabou morto, atingido pela própria arma. O jornal informa que "o assaltante acabou atirando contra si mesmo e morreu". Certo. Seria mais digna de filme de ação se os dois tivessem entrado em luta corporal, e a arma dispara. Depois de alguns segundos, se fica sabendo que quem foi atingido foi o bandido.


O comerciante ninja ainda usou a mesma arma para render o terceiro assaltante, que acabou preso.


E o assaltante que havia sido esfaqueado ainda foi preso ao procurar assistência médica, no Hospital Cristo Redentor.


O jornal não fala, mas fica a sensação que o comerciante saiu praticamente incólume de tudo isso. Se foi assim de fato, é impressionante.


Nem o comerciante, nem seu estabelecimento foram nomeados pelo jornal. Mas se nomeasse, o homem iria se tornar lendário.


A polícia continua recomendando às vítimas de assalto que não reajam.



19/09/2015.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Relembrando texto sobre Walter Kirn

Relembrando texto sobre Walter Kirn



Em maio, escrevi no blog sobre um artigo na revista Piauí, em que o jornalista Walter Kirn comentava sobre a relação que ele manteve por anos, com um homem que dizia ser rico, e membro do clã Rockfeller.


Pois parece que acaba de ser lançado no Brasil o livro dele, Kirn, onde aquele artigo foi ampliado. O livro se chama "Quando a Máscara Cai".


O jornalista André Barcinski resenha o livro para a Folha de São Paulo, deste sábado, 19/09/2015. Barcinski acha o livro interessante, tanto que o classifica como "bom", mas ele tem a mesma impressão que tive quando li o texto da Piauí, isto é, que Walter Kirn fala mais de si próprio que de seu personagem, por assim dizer, o impostor com quem ele manteve relação de amizade.


Como escreve Barcinski, o falso Rockfeller é "um coadjuvante das divagações de Kirn."



19/09/2015.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Para não esquecer Eduardo Fosch dos Santos - III


Para não esquecer Eduardo Fosch dos Santos - III


Neste domingo, 13 de setembro, houve nova manifestação de parentes e amigos de Eduardo Fosch dos Santos, no intuito de manter sua memória viva, e manifestar o desejo de justiça e punição para os responsáveis pela morte do adolescente.


Foi uma manifestação silenciosa junto ao Bric da Redenção, próximo ao Monumento ao Expedicionário. Consistiu da exibição de cartazes divulgando a morte e pedindo justiça, e distribuição de um folheto explicativo sobre o acontecido.


Após um período em frente ao monumento, os manifestantes fizeram uma caminhada, também silenciosa, até próximo à Avenida Osvaldo Aranha, e, após, de volta até próximo da Avenida João Pessoa, onde o pessoal de dispersou.


Tendo iniciado por volta das 15h30min, a manifestação durou cerca de uma hora e meia.


Lá se vão mais de dois anos e meio desde que Eduardo morreu. O tempo corre a favor da impunidade.

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Para saber mais:





15/09/2015.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Um Friozinho Extemporâneo

Um Friozinho Extemporâneo


Este final de semana (12 e 13 de setembro) tivemos um friozinho extemporâneo.


Como eu sempre digo, Porto Alegre se caracteriza por suas temperaturas amenas. Na serra, na fronteira da Argentina ou do Uruguai, as temperaturas devem ter sido muito mais baixas. Frio mesmo.


Mas aqui, nada que assuste muito.


Eu digo que o frio é extemporâneo porque o inverno já havia acabado. Sim, o equinócio da primavera chega na semana que vem, mas os dias frios já haviam ido embora faz algum tempo.


Deve ter sido o último suspiro do inverno de 2015.


A meteorologia promete temperaturas mais altas e chuvas nesta semana que precede a chegada, oficial, da primavera.


13/09/2015.

domingo, 13 de setembro de 2015

Diário - leituras - Literatura na edição 106, julho/2015, da Piauí: James Salter, Albert Camus, Kamel Daoud...


Diário - leituras - Literatura na edição 106, julho/2015, da Piauí: James Salter, Albert Camus, Kamel Daoud...



A revista Piauí de julho de 2015, edição 106, tem dois artigos interessantes sobre literatura.


Um é o artigo de Alejandro Chacoff sobre o falecimento de James Salter. Segundo Chacoff, Salter seria um dos melhores escritores dos Estados Unidos no século XX. Contudo, não se tornou um escritor famoso.


Mesmo tendo sido amigo do Prêmio Nobel de Literatura Saul Bellow.


Ainda segundo Chacoff, Salter era citado pelos críticos como dono de uma literatura muito autocentrada, egocêntrica. Contudo, como admite Chacoff numa frase que ilustra o texto, "acusar um escritor de narcisista é como acusar um pugilista de ser violento".


Salter faleceu em 19 de junho de 2015. Semidesconhecido. Eu mesmo só vim a saber de sua existência pelo texto de Chacoff.


O segundo artigo é assinado por Adam Shatz, comentando o livro lançado não faz muito, em 2013, do argelino Kamel Daoud, onde este escreve uma resposta ao clássico "O Estrangeiro" ("L'Etranger"), de Albert Camus. O livro, escrito em francês, se chama "Meursault, Contre-Enquete".


Meursault é um francês nascido na Argélia, então colônia francesa, que ataca e mata um argelino, nunca nomeado, e sem motivo aparente, no livro de Camus.


Kamel Daoud escreve um romance em que um irmão do falecido, faz toda uma contraparte, para o francês.


Mas o mais interessante é a contextualização que Adam Shatz faz para comentar sobre Daoud e seu livro. Ou seja, Shatz fala bastante da História da Argélia. E aí está a riqueza do texto.


A Argélia foi colônia francesa desde a primeira metade do século XIX, e a muito custo se tornou independente, em 1962, depois de uma luta em que os independentistas se utilizaram de técnicas terroristas, e o exército francês se utilizou de tortura para tentar aniquilar a guerrilha.


Desde a independência, o país tem sido governado pela Frente de Libertação Nacional, a FLN, primeiro sob Boumédiène, com inspiração socialista; depois por Bendjedid, que promoveu uma "desboumedienização" do país, mas incentivou uma islamização em seu lugar; até o atual presidente Bouteflika, homem que ficou semi-inválido, após sofrer um AVC em 2013.


Nesse meio tempo, o país passou por uma década de guerra civil entre o governo relativamente laico, e os radicais islamitas, na década de 1990.


Assim, a Argélia, como muitos países, é cindida. Há os liberais e laicos, e os conservadores e islâmicos praticantes, numa maneira simplificada de dizer.


Também faz parte da contextualização de Shatz, tentar situar Daoud na sociedade argelina.


E Daoud, nascido em 1970, fez uma longa transição. Nascido de uma família de classe média baixa, em sua adolescência aderiu firmemente ao islamismo, para depois ir se tornando mais crítico à religião. Tanto que acabou por se divorciar de sua esposa, à medida em que esta foi se tornando mais fervorosa.


E em seu livro, Daoud comenta não apenas o colonialismo francês, mas os problemas com o islamismo atual. Não à toa, ele acabou recebendo uma condenação de um clérigo, como apóstata, isto é, uma “fatwa”.


O livro de Daoud parece que merece ser lido. Ao mesmo tempo é um incentivo à leitura, ao resgate, do clássico de Camus.



14/08/2015.

"Food Truck" no Germânia (II)

"Food Truck" no Germânia (II)


As caminhonetes de "Food Truck" estiveram no Parque Germânia novamente no feriadão passado. Estiveram ali nos dias 5, 6 e 7 de setembro.

Com aquela situação, antes "comida de carrocinha" costumava ser coisa barata. Agora nem tanto, conforme já falei aqui.

Já, neste final de semana, dias 12 e 13, os veículos não apareceram.


13/09/2015.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Diário - show - Renato Teixeira e Sérgio Reis, Amizade Sincera 2


Diário - show - Renato Teixeira e Sérgio Reis, Amizade Sincera 2



- Então vocês vão ver um show sertanejo?... - Era a pergunta do meu filho, sobre o show que eu e minha esposa deveríamos ver neste domingo.


- Mais ou menos. Eu não diria que é sertanejo. Esses caras estão aí antes de Chitãozinho e Xororó.


Meu filho ficou espantado.


Chitãozinho e Xororó seriam, assim, a explosão do sertanejo tal qual esse gênero musical se tornou conhecido no Brasil, se não me engano lá pelo início dos anos 1990.


Mas Renato Teixeira e Sérgio Reis estariam mais para o caipira, isso é, música de gênero caipira, "caipira de raiz", de onde o sertanejo e suas variações atuais teriam derivado.


A música caipira está na base de um país que já foi rural, um país que existia até a década de 1960 mais ou menos. É uma memória sentimental de um país que já não existe, com sua dependência do campo, da safra, às vezes do patrão, e sua devoção católica, com suas capelinhas, missas, santos e procissões.


Então. Renato Teixeira e Sérgio Reis fizeram show no Auditório Araújo Vianna neste domingo, 30 de agosto.


No setlist, músicas de seus dois discos gravados em conjunto, "Amizade Sincera", e "Amizade Sincera 2". Antigos sucessos que ficaram na memória de muita gente. "Tocando em Frente" ("ando devagar, porque já tive pressa..."), "Menino da Porteira", com direito a sopro de berrante, "Chuá, Chuá", "Tristeza do Jeca", "Romaria", "Cálix Bento"... Como eu disse, memórias de um Brasil que quase já não há, mas músicas, que até mesmo por essa saudade coletiva, são capazes de emocionar.


Os dois velhos músicos se entendem bem, e se entendem bem com o público. Público este com uma faixa etária elevada. Não era muito fácil ver gente com menos de trinta na plateia. Ambos diziam celebrar mais de 55 anos de carreira. Faz sentido. Sérgio Reis conta 75 anos de idade, e Renato Teixeira, 70. Cada um tem um filho no conjunto que os acompanha.


Esbanjando simpatia, os dois homens tiveram fôlego para sustentar pouco mais de duas horas de show, incluindo uma música ("Panela Velha") e meia ("Canto Alegretense").


Enfim, um belo show, cheio de emoção.

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31/08/2015.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Comentário breve sobre o detetive Edgar Leão e o escritor Oscar Bessi


Comentário breve sobre o detetive Edgar Leão e o escritor Oscar Bessi



Na primeira novela que li, de Oscar Bessi, sobre o detetive particular, ex-policial, Edgar Leão, "Leão entre as Dunas", este investigava o roubo de um notebook, no litoral gaúcho.


Agora houve esta "Leão entre os Alvos", uma novela, bem mais curta, ambientada na Serra Gaúcha.


É possível dizer duas coisas a respeito.


Uma: em breve é possível que as "Novelas Completas do Detetive Edgar Leão e seu sócio Simão", acabem saindo em livro. Nem que seja eletrônico.


Outra: seguindo a trilha, o detetive Edgar Leão pode atuar em outras regiões do estado. "Leão no Mar Doce" (crime em São Lourenço do Sul, no verão de 2015-2016, o corpo de uma banhista aparece nas margens da Lagoa dos Patos); "Mistério no Campanha" (em Bagé, Edgar Leão é contratado para investigar crimes de abigeato, e é envolvido em assassinato, e numa rede de contrabando); "O Uruguai transbordou" (cadáver de homem é deixado pendurado na ponte entre Uruguaiana e Paso de los Libres); "O que aconteceu no campo de soja?" (um tratorista é encontrado morto dentro do trator, em um município do Alto Uruguai); e por aí vai. Viajando o Rio Grande com o detetive Edgar Leão! O detetive Leão poderia, inclusive, ir atuar em Florianópolis, como muitos gaúchos fazem.


Ficam as dicas.

03/09/2015.

Diário - leituras - Leão entre os Alvos


Diário - leituras - Leão entre os Alvos



Pois, por conta do escritor Oscar Bessi, me vejo novamente lendo folhetins.


O mais recente é "Leão entre os Alvos". Nessa nova novela curta, o detetive Edgar Leão é convidado a passar um período em uma pousada na Serra Gaúcha. Ele leva consigo seu sócio na agência de detetives, Simão, o brigadiano reformado.


Lá um assassinato acontece, seguido de um aparente suicídio. O detetive Edgar Leão acredita que foram dois assassinatos. Depois, mais uma pessoa aparece morta. Leão acaba envolvido na investigação. Aparece sua rivalidade com seu irmão de criação, e o caso de amor mal resolvido com Janete, a policial militar que nesta novela está fazendo estágio de jornalismo em um jornal da capital.


Nesse caso é uma novela super breve. Em oito capítulos Bessi resolve a questão.


Aí é que está. A solução no oitavo capítulo parece breve e forçada demais, uma autêntica solução "deus ex máquina". Eu fiquei com uma sensação de frustração: "como assim?" O autor deve ter tido suas razões, mas ficou estranho.


Além disso, há o merchandising. Isso aí, até em folhetins de novelas policiais temos merchandising. Faz parte...

Aqui o primeiro capítulo de "Leão entre os Alvos".


E aqui o último.



03/09/2015.