segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Prier pour Paris


Prier pour Paris



Paris, a capital da França, é capaz de evocar muitas lembranças, mesmo para quem, como eu, nunca esteve lá.  A chamada "Cidade Luz" é uma referência em diversas artes.


As reformas da segunda metade do século XIX, lideradas pelo Barão Haussmann, foram as primeiras a remoldar as áreas centrais de uma capital europeia, sem que alguma catástrofe a tivesse atingido (caso de Londres ou Lisboa, por exemplo). Abertura de largas avenidas e a criação de parques se tornaram referência em urbanismo. E ela conseguiu se manter como uma cidade de prédios baixos, o que valoriza aquele monumento de ferro fundido que é a Torre Eiffel.


Paris serviu de modelo para reformas urbanas em outras cidades. Rio de Janeiro e Buenos Aires tiveram remodelagens de seus núcleos centrais inspirados pela capital francesa.


Na literatura posso me lembrar de personagens interessantes que tiveram suas histórias narradas em Paris. O protagonista de "O Jogo da Amarelinha", de Júlio Cortázar, Horácio Oliveira, perdido no mundo em Paris, sem saber o que fazer com sua vida, e sem atividade profissional, apenas preocupado em encontrar sua parceira Lucía, e ouvir discos de jazz e beber vodka barata com seus amigos, por exemplo.


Paris também do alcoólatra que passa os dias a perambular pela cidade, na novela "A Lenda do Santo Beberrão", de Joseph Roth. Ele busca devolver a uma santa, um dinheiro que acha que recebeu indevidamente. Uma jornada longa, cheia de frustrações.


No cinema, apenas em filmes produzidos pelos Estados Unidos, os exemplos são inúmeros. Por exemplo, "Casablanca", um filme supostamente ambientado no colaboracionaista Marrocos francês, mas que imortalizou a frase "Nós sempre teremos Paris".


E há poucos anos tivemos "Meia-Noite em Paris", que é uma ode à cidade, e sua força de atração a todo tipo de artista, a começar pelo protagonista do filme, Gil, mas também Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Hemingway, Dalí, e outros. Ou Júlio Cortázar e Joseph Roth.


Ah, Paris, Paris! Cidade Luz!


Na sexta-feira, 13 de novembro de 2015, Paris foi novamente atacada por terroristas. Mais de 120 mortos, mais de 300 feridos.


Por estes dias é tempo de orar por Paris.



16/11/2015 - Crônica feita durante a Oficina Santa Sede de Primavera, com Rubem Penz.

É preciso ficar esperto


É preciso ficar esperto


Quem me contou foi um amigo, em uma mesa de bar. Perto dos 30, esse amigo foi ao médico fazer um checape. Segundo ele, o médico disse que ele ficasse esperto, pois seu metabolismo não seria o mesmo que fora nos seus 20 e poucos anos. E o médico queria que meu amigo chegasse aos 40 (e aos 50, e aos 60...) em tão boa forma quanto estava chegando aos 30, se possível.


O médico felicitou meu amigo por não fumar.


Também recomendou moderação no álcool, uma vez que o corpo levaria mais tempo para se recuperar após uma eventual bebedeira.


Para o meu jovem amigo, os exames de glicemia não indicavam diabetes, e a medição de pressão sanguínea não mostrava sinal de hipertensão. Mesmo assim, o médico recomendou moderação no consumo de sal e de açúcar.


Consciente, meu amigo tomou a decisão de fazer checapes anuais. Ficou esperto.


Meu amigo tem um razoável plano de saúde, e para ele é mais fácil.  Mas conheço pessoas que fazem seus checapes a partir do posto de saúde pública mais pŕoximo de sua casa, e isso não as impedem de monitorarem os indicadores mais comuns de problemas de saúde, isto é, glicemia e pressão.


Recentemente tivemos o Outubro Rosa, e estamos no Novembro Azul. Estas iniciativas estão sendo cada vez mais eficazes para que homens e mulheres passem a se preocupar com sua saúde. Há no mínimo três benefícios em cuidar-se: um é que o controle de doenças crônicas ajuda a manter a qualidade de vida; o segundo é que esse controle ajuda a deixar menos congestionadas as emergências hospitalares; o terceiro é que, em caso de câncer, o diagnóstico precoce pode ser a diferença entre a vida e a morte para a pessoa.


O Outubro Rosa passou, e a sua celebração é marcada de muitas maneiras, com passeatas maiores e menores, com palestras, e até com muito enfoque nos esportes nos Estados Unidos, o que pode ser conferido na TV por assinatura.


Já o Novembro Azul me parece ainda um pouco tímido. Os machões de nosso país ainda fazem piada de sua sexualidade reprimida a partir do exame de toque retal. Conheço muitos que dizem que não precisam do exame, apesar de já terem passado dos 50, pois fazem controle pelo exame de PSA (PSA é um exame de sangue - "Prostate-Specific Antigen", ou antígeno específico de próstata). Mas exame de PSA só ajuda se for feito regularmente. E no final, para dirimir qualquer dúvida, o exame de toque é necessário.


É preciso que as mulheres se toquem. É preciso que os homens se deixem tocar. É preciso ficar esperto.



09/11/2015 - Crônica feita durante a Oficina Santa Sede de Primavera, com Rubem Penz.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Diário - leituras - Ana, Babá de Bichos


Diário - leituras - Ana, Babá de Bichos



MELLO, Ana. Ana, Babá de Bichos. / Ana Mello; ilustrado por Monika Papescu. Porto Alegre: Casa Verde, 2012


Envolvido numa oficina de escrita de poesia, ministrada pela escritora (e poeta) Ana Mello, ganhei por sorteio um exemplar do livro "Ana, Babá de Bichos". Trata-se de um livrinho de poemas, ilustrado com figuras bem coloridas, destinado, imagino, a crianças em fase de alfabetização.


Li, claro que li. Um adulto lê o livrinho em dez minutos no máximo.


Tendo lido o livro, só pude imaginar um pai lendo para sua criança.


Óbvio, devo passar o livro adiante, exatamente para que um pai ou uma mãe possam ler para sua(s) criança(s) e se divertirem juntos.


18/11/2015.

domingo, 1 de novembro de 2015

E assim se passaram dez anos


E assim se passaram dez anos



Quem me chamou a atenção foi o meu filho. Faz dez anos que comecei um primeiro blogue.
E a primeira postagem era sobre a Feira do Livro de Porto Alegre que estava sendo montada, lá por 24 de outubro de 2005. Então a 51ª edição.




Pouco tempo antes devo ter descoberto a blogosfera, e comecei a interagir comentando um blog chamado "Quando Sopra o Minuano", de Mário Régis Sudo. Pensei haver alguma compatibilidade por conta do Sr. Sudo frequentar uma igreja que eu havia frequentado. Houve algumas acaloradas discussões, até que a radicalização de ideias e imcompatibilidade de ideais fizesse com que eu deixasse de visitar o "Quando Sopra o Minuano". Fui ver e ele continua no ar, mas está inativo desde 2011. Tempo no qual o autor, Sudo, se instalou na Califórnia conforme registrado lá mesmo, no blogue.


Depois percebi que eu queria ser comentarista político naqueles anos iniciais de Governo Lula. E abri um blog voltado para isso, o Ainda a Mosca Azul.


Agora evito comentar política. Não totalmente, mas tanto quanto possível.


E desde 2011 coloco o que escrevo aqui, e colo o que acho interessante ou curioso, mesmo que eu não concorde, em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul.


Obrigado pela sua visita.


01/11/2015.