sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Diário - leituras - Crônica da Selvageria Ocidental


Diário - leituras - Crônica da Selvageria Ocidental



COIMBRA, David. Crônica da Selvageria Ocidental. Porto Alegre: Zero Hora Editora Jornalística, 2002.



Este é um velho livro com textos de David Coimbra (ano de publicação de 2002) recuperado através de um amigo secreto sui generis, em que os participantes deveriam recuperar livros de crônicas em sebos.


Supostamente seria um livro de contos, como indica a capa, mas parece mais um livro de crônicas que parecem contos, numa versão um pouco menos sutil das histórias de Luís Fernando Veríssimo.


São 26 dessas crônicas contos, suplementadas por quatro crônicas relativas à viagem que David Coimbra empreendeu como colaborador da cobertura da Rede Brasil Sul, para a Copa do Mundo de futebol de 2002. Aquela com sede na Coreia do Sul e no Japão, vencida pelo Brasil.


São histórias leves, fáceis de ler. A leitura flui com facilidade. E isso é a força e a fraqueza do livro. A fluência faz com que todo leitor avance pela obra, e dê algumas eventuais risadas, com as histórias de David Coimbra. Por outro lado, tudo é leve, bem humorado, trazendo pouco questionamento, ou choque, ou reflexão ao leitor. Há pouca surpresa nos desfechos.


Então temos essas histórias com os personagens lúbricos, sempre às voltas com seus desejos sexuais, em geral mal resolvidos. O que não é de admirar, quem se sente resolvido com o seu desejo?


O problema é que a temática se torna repetitiva, com homens em busca da próxima mulher, e mulheres em busca do próximo homem, se bem que as mulheres têm por função reprimir ou disfarçar o desejo. Os títulos das crônicas já indicam a que vêm: "O pecado em Torres", "Ela e todo o time de basquete", "A Devoradora de Homens", "O cheirador de calcinhas" são alguns desses títulos.


Resultam histórias leves, mas que acabam caindo no clichê, "O pecado em Torres", sobre uma professora em férias no balneário do título, que, caindo na conversa de uma amiga, hesita sobre trair o marido, e arriscar um casamento feliz, é puro clichê. As histórias de "Ela e todo o time de basquete" e "A repórter esportiva" são extremamente parecidas. Quase cópias.


Assim, entre as 26 crônicas se destacam "O vizinho da Bianca", uma história de sedução e voyeurismo, "Ombro", sobre um homem que se sente irrefreavelmente atraído pelo ombro exposto de uma colega de trabalho (que lembra ainda mais Luís Fernando Veríssimo), e "As loiras da Sogipa", sobre um grupo de rapazes da Vila do IAPI que ia tentar a sorte nos bailes da Sogipa, com as loiras do títulos, que acrescenta um tempero de memorialística à crônica. As demais caem na vala comum dos personagens lúbricos, sempre às voltas com seus desejos sexuais.


O leitor lê uma história, lê duas, lê três, e começa a ficar farto. Talvez umas dez dessas histórias fossem suficientes, mas quem compraria um livro de 25 ou 30 páginas?


Por fim, temos as quatro crônicas da viagem para a Copa. Nenhuma aborda a Copa do Mundo em si, apenas a viagem para o Extremo Oriente. Nada que se destaque. Apenas vale informar que "A Crônica da Selvageria Ocidental" que dá nome ao livro, é a última do livro, e fala sobre o planejamento e a execução da equipe da RBS, para entrar com malas e equipamentos no trem bala, nos dois minutos que o trem-bala para na estação para embarque e desembarque de passageiros.


Um livro leve, para se ler nas férias, de preferência na areia da praia.



19/01/2016.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Revista Piauí virando à direita?


Revista Piauí virando à direita?



- Cara, esta é uma revista de direita!


Essas eram as palavras de um colega de trabalho, sempre em tom de galhofa, cada vez que eu chegava com um exemplar da revista Piauí nas mãos, para mostrar as reportagens que eu mais havia gostado naquela edição. Vale dizer que esse mesmo colega, sempre em tom de galhofa, disse que iria editar uma revista de esquerda, seja lá o que isso significasse para ele, chamada "Ceará Vermelho", certamente em oposição ao singular título "piauí" (assim, com minúsculas) para uma revista.


Claro, além disso havia a repetitiva reclamação das reportagens longuíssimas, impossíveis de terminar a leitura. Mas essa é outra história.


Normalmente eu discordava. Afirmava que a revista tinha múltiplos enfoques, e que quando abordava temas brasileiros, a reportagem tendia a ser equilibrada, mostrando diversos ângulos do assunto.


Não mais. Duas reportagens na edição de outubro de 2015 e uma na de novembro do mesmo ano, parecem indicar uma curva à direita no espectro político.


A primeira é a reportagem "Na Estrada com o Pixuleco" onde Roberto Kaz acompanha a senhora Celene Carvalho, ao redor do Brasil para narrar as aventuras dela, estimuladora do ódio antipetista, com um boneco inflável que representa o ex-presidente Lula vestido de presidiário. Uma exposição de uma militante da nova extrema-direita brasileira. Me foi impossível ler.


A segunda é a longa reportagem de Consuelo Dieguez questionando os empréstimos do BNDES - "O Ralo". Claro, que para encher as cerca de sete páginas da revista com texto, ela teve que relembrar fatos desde a fundação do banco, em 1952, passando pelas atividades nos governos JK e João Goulart, quando ele ainda se chamava BNDE. Depois de citar bilhões para lá, e bilhões para cá, como numa edição das falas do candidato Levy Fidélix na eleição presidencial de 2014, Dieguez dá voz aos economistas de quase sempre, José Roberto Afonso (ligado ao PSDB, como ela cita), Mansueto Almeida Júnior, Eduardo Gianetti da Fonseca, sempre questionando as políticas de empréstimo do banco. Termina citando Francisco Gil Castelo Branco Neto, presidente de uma ONG chamada Contas Abertas. Ele repassa valores, de novo os tais bilhões (uma reportagem tão longa podia se deter mais na metodologia da Contas Abertas, mas não o faz), para concluir que "a corrupção migrou para as estatais", e insinuar que tudo que o BNDES financiou não serviu para praticamente nada, e, aproveitando que falou no financiamento dos estádios da Copa do Mundo, terminar falando dos 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil. Vai ver o BNDES convidou Scolari para treinar a seleção brasileira, e o convenceu que o time canarinho tinha condições de vencer a Alemanha, com Bernard no lugar de Neymar. Uma reportagem que não estaria fora de lugar na Folha de São Paulo, ou na Veja. Claro que esses veículos não publicariam mais que duas páginas.


Por fim, já na edição de novembro, há a reportagem de Malu Gaspar sobre a Petrobrás - "À Deriva" - onde ela, a princípio, vai narrando as intrigas na nova diretoria da estatal, após a crise desencadeada pela Lava Jato, e nesse ritmo dirige o leitor a acreditar que a situação da Petrobrás é catástrófica. Devo ter desistido da leitura na segunda página. Não é preciso ler quatro ou cinco páginas na Piauí para chegar a essa conclusão (que a situação da Petrobrás é catastrófica). Como eu disse, a Folha de São Paulo ou a Veja dizem o mesmo em duas. Não que a conclusão seja verdadeira.


A propósito, o BNDES deu lucro de R$ 3,5 bilhões no primeiro semestre de 2015. A Petrobrás deu lucro de R$ 5,3 bilhões no mesmo período.


Há alguns anos venho comprando sempre a revista em banca (preguiça de assinar!). Vamos ver se vai valer a pena continuar, ou se a revista está lentamente a se tornar uma Veja mensal.




P.S. (I): Este texto foi enviado à redação da revista em 17/12/2015 e publicado, com pequena edição, na seção de cartas (emeios?) dos leitores da revista Piauí, na edição 112, de janeiro de 2016.

P.S. (II): A edições de dezembro de 2015 e janeiro de 2016 não repetem reportagens de viés direitista, na minha opinião. Há até um texto de André Singer analisando os anos do “lulismo” como ele diz (que por sinal não foi bem recebido pelo leitorado de direita da revista). O que me deixa com esperança de poder continuar lendo as edições da revista.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Nuvens sobre Porto Alegre


Nuvens sobre Porto Alegre



Porto Alegre faz parte do Brasil, mas Porto Alegre não é o Brasil. Porto Alegre é apenas a capital do Rio Grande do Sul, um dos últimos territórios a ser incorporado ao Império Colonial Português na América.


Dito isso, o clima de Porto Alegre pareceu uma ilustração do ambiente climático, político e social do Brasil nessa troca de ano, de 2015 para 2016. 31 de dezembro de 2015 foi nublado em Porto Alegre. 1º de janeiro de 2016 também. Em 31 de dezembro, inclusive tivemos as nossas chuvas esparsas, que costumam dar as caras no verão portoalegrense.

Sim, pois em 2015 tivemos radicalização política, com a oposição querendo um terceiro turno da eleição de 2014, passeatas pedindo "golpe constitucional" via impeachment, ou simples intervenção militar, em qualquer caso, uma ruptura do processo que vinha ocorrendo desde 1989, com a eleição de Collor.


Também tivemos uma tremenda retração econômica, como se a tal marolinha de 2009, batesse com vontade, como um tsunami prostrando a economia, neste 2015 que se acabou. Em parte, isso veio por um ajuste econômico, para tentar adequar as finanças governamentais aos sinais que a economia já vinha dando desde o final de 2014. Por outro lado, estamos tendo a interminável Operação Lava Jato, que reduziu a atividade econômica de uma das principais companhias brasileiras, a Petrobrás, e fez com que as principais empreiteiras do país se retraíssem.


A economia do Rio Grande do Sul não passou incólume pela crise da economia federal. As dificuldades do tesouro do Rio Grande do Sul que se arrastam há uns trinta anos, aumentaram, ou pelo menos foi o que informou a Governador ao parcelar salários. Com o parcelamento de salários, houve um repentino aumento da sensação de insegurança no estado, principalmente em Porto Alegre mesmo, com queima de veículos de transporte público, aumento de assaltos e de arrastões, no centro da cidade.


Enfim, 2015 foi um ano horrível para a economia, e os especialistas preconizam que 2016 será outro ano horrível.


O último dia de dezembro (de 2015) foi nublado, e com chuva. O primeiro dia de janeiro (de 2016) foi nublado. Como poucas vezes, as palavras do Humberto Gessinger foram tão verdadeiras: “o último dia de dezembro e sempre igual ao primeiro de janeiro”.

03/01/2016.

Diário - leituras - A Essência de Buda


Diário - leituras - A Essência de Buda



Resolvi ler este livro, "A Essência de buda" pensando em pesquisar, bem, a essência de Buda, os princípios do Budismo.


O livro falha neste aspecto.


Seu autor Ryuho Okawa, é descrito como um líder espiritual budista, autor de mais de 1000 livros.


Infelizmente o livro é bastante superficial. O autor vai num tom entre o ensaio e a contação de histórias.


Inicialmente ele fala de Shakyamuni, que é como ele chama o príncipe Sidarta, o Primeiro Buda é conhecido.


Depois vai enfileirando princípios, que, seguidos, devem levar ao crescimento espiritual, e, por fim, à iluminação espiritual.


Mas o livro é muito esquemático, muito superficial, de alguma maneira tornando essa derivação do budismo que ele prega, uma sofisticada autoajuda.


E tudo com base em seu suposto discernimento espiritual, pois Riuho Okawa não aponta bibliografia.


Os ensinamentos ficam mais espantosos no final do livro, quando o autor fala na existência de 50 bilhões de espíritos que estariam continuamente reencarnando, ou quando fala da necessidade de milhões de anos, e diversas reencarnações para que um indivíduo possa alcançar a plena iluminação, o que, na verdade, poucos espíritos conseguiriam...


O autor fala de diversas dimensões além das três (ou quatro) a que estamos acostumados segundo a nossa física. E essas dimensões conteriam ńíveis de seres celestiais evoluídos.


No final do livro, é apresentada a "Happy Science", que vem a ser a seita derivada do budismo em que Okawa é um dos líderes, ou talvez, "o" líder. Detalhe que me passou despercebido, quando folheei o livro para comprá-lo.


No fim, fica isso, um livro de divulgação de um grupo religioso.


Nenhuma palavra para os desajustados, nenhuma palavra para os marginalizados, nenhuma palavras para os quebrados (seja física, seja espiritualmente).


Achei fraco.


OKAWA, Ryuho. A Essência de Buda. São Paulo: IRH Press do Brasil, 2013.



12/05/2015.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Diário - filmes antigos - Taxi Driver


Diário - filmes antigos - Taxi Driver



Pelas maravilhas do vídeo sob demanda, finalmente vim a assistir o velho filme (de 1976) Taxi Driver, de Francis Ford Coppola, protagonizado por um jovem Robert de Niro, como Travis Bickle, um homem desajustado, recém saído com honras dos U.S. Marines (Vietnã?), que se emprega como motorista de táxi durante a noite, por alegada dificuldde de dormir.


O filme tem uma atmosfera de filme "noir"(mesmo que os filmes "noir" sejam coisa dos anos 1940), com uma trilha sonora soberba que altera um sax tocando jazz durante boa parte do tempo, alternando com a trilha de suspense, com a alternância se intensificando à medida que o filme vai se tornando mais e mais tenso.


Travis é atraído por Betsy (Cybill Shepherd), uma voluntária de um candidato nas primárias para presidente dos Estados Unidos, mas a falta de jeito de Bickle acaba por afastá-la. Ele então tem um encontro fortuito com "Easy" (Jodie Foster), uma prostituta adolescente, a qual ele tenta convencer a abandonar a prostituição.


Há todo um psicologismo no filme. Travis julga as pessoas que ele vê à noite como uma corja, mas tem dificuldade de perceber que ele mesmo é parte daquela corja. Ele mantém um diário, isto é, procura uma narrativa, uma história para si.


No início o filme é apresentado como um "conto". Um conto bastante perverso, diria eu.


E a história termina com um final surpreendente.


Um bom filme, e ainda podemos descobrir de onde vem a homenagem feita pelo porco selvagem Pumba, quando este enfrenta as hienas, no clímax da animação da Disney, O Rei Leão ("The Lion King", 1994).


28/12/2015.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

David Bowie - 08/01/1947 - 11/01/2016


David Bowie - 08/01/1947 - 11/01/2016



Hoje acordei com "Walk on the wild side" na cabeça. Na agenda do dia coleta de secreções para exame e consulta dentária. Lou Reed (falecido em 2013) na cabeça não fazia o menor sentido, mas estava lá.


Então levantei, me lavei e passei a ouvir o rádio. Logo veio a notícia do dia: David Bowie havia falecido. De fato, havia falecido domingo, mas eu só ouvi no rádio hoje pela manhã.


David Bowie não estava entre os meus favoritos, mas sempre esteve pela margem. Quer dizer, tem gente que acompanha David Bowie desde que ele lançou discos na década de 1960 - "Space Oddity" em especial.


Eu não.


Mas me lembro dele, em participação especial como ele mesmo, no filme "Eu, Christiane F., drogada e prostituída", o filme que retratava o uso de heroína entre parte dos adolescentes de Berlim Ocidental.


Depois houve aquela participação com o Queen, em "Under Pressure", e aquele clipe bem louco.


E, por fim, houve o David Bowie de "Let's Dance", na década de 1980.


E ainda vim a descobrir que o "Astronauta de Mármore", do Nenhum de Nós, era uma versão de "Starman". E uma propaganda da Coca-Cola trouxe "Heroes" de volta à tona, nessa segunda década do século XXI.


Ou seja, David Bowie sempre esteve por aí, pela margem da trilha sonora de minha vida.


É por isso que eu lamento bastante a morte dele. O noticiário fala em dezoito meses de luta contra um câncer não especificado. Talvez eu deva escutar um pouco mais suas canções.


11/01/2016.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Comentando um pouco de "Star Wars VII, O Despertar da Força"


Comentando um pouco de "Star Wars VII, O Despertar da Força"


ATENÇÃO: PODE CONTER “SPOILERS”


Este é um comentário sobre certos aspectos do filme que me chamaram a atenção. É um comentário descompromissado, então pode ser que ele contenha certas informações que revelem coisas sobre o filme para quem ainda não o viu. Também vou fazer comparações com os demais filmes da série. Se não viu todos os filmes, caro leitor, talvez você perca algo do prazer de assisti-los. Esteja avisado.


A primeira coisa é que é um tanto estranho, que a "Primeira Ordem" se estabeleça e se torne tão poderosa em tão pouco tempo, já que, aparentemente as forças do "Império" haviam sido derrotadas, e alguma coisa como a Velha República, do episódio I deve ter sido posta em seu lugar. Ninguém percebeu um certo, digamos, reagrupamento de forças autoritárias, querendo se impor pela força novamente? Como essa gente conseguiu se rearmar, e montar uma arma mais poderosa que as velhas Estrelas da Morte sem ninguém perceber? De onde saíram os recursos para tanto? E como as forças da República não estavam preparadas para reprimir a formação desta "Primeira Ordem"? Por que tem que haver uma nova Aliança Rebelde? Só para repetir o que aconteceu antes? Enfim, talvez tudo isso seja esclarecido nos próximos episódios, mas fez este primeiro parecer bastante inconsistente.


Este episódio começa muito parecido com o início do episódio IV, que, a princípio, lá por 1978, se chamava apenas "Guerra nas Estrelas", mas depois passou a ser "Star Wars, episódio IV, Uma Nova Esperança". Um robô com um código secreto é enviado para um planeta desértico e é encontrado por uma pessoa comum, que depois, se descobre, vai apresentar habilidades não presumidas.


Ambos também têm clímax muito parecidos, com as tentativas de destruir a Estrela da Morte no final do episódio IV, e a tentativa de destruir o super canhão da Primeira Ordem, no episódio VII.


Bem, um grupo fascista chamado "Primeira Ordem" é de causar arrepios a nós brasileiros que somos confrontados cotidianamente com um suposto grupo de crime organizado chamado "Primeiro Comando da Capital".


E há a coreografia da reunião da Primeira Ordem, em seu planeta fortaleza, com uma disposição que lembra o nazismo. Por que os diretores resolveram fazer uma referência direta ao nazismo agora? Isso não era tão declarado no velho Império. Mas parece que o nazismo tem que estar a espreita em todo lugar agora. Notem na série "Jogos Vorazes".


Por fim, se os primeiros filmes, os episódios IV a VI, falavam da jornada de Luke Skywalker para se tornar um verdadeiro cavaleiro Jedi, e um verdadeiro herói, e, de quebra, ainda resultavam em alguma redenção para Darth Vader-Anakin Skywalker; na segunda série, episódios I a III, temos a formação do Império, e a transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader; o que teremos agora?


Luke se deixará derrotar por Kylo Ren, e se tornará um espectro, só visível pelos iniciados da força, como aconteceu com Obi-Wan, Yoda e Anakin? Kylo Ren morrerá, ou será convencido de algum modo a mudar para o lado da luz da força ao final dos próximos episódios?


Uma coisa é certa: Rey há de ralar e sofrer muito nos próximos episódios, para no final prevalecer e se tornar uma liderança fundamental e incontestável para a nova Aliança Rebelde.


Quem viver verá.



02/01/2016.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Diário - cinema - Star Wars VII, O Despertar da Força


Diário - cinema - Star Wars VII, O Despertar da Força


"O Despertar da Força" é o sétimo episódio cinematográfico da franquia de ficção científica que vem sendo produzida desde 1977, quando foi lançado o "Episódio IV", que na época era chamado apenas de "Star Wars", ou no português de então, "Guerra nas Estrelas".


Como foi dito, sétimo episódio cinematográfico, pois a franquia já produziu animações, games e livros sobre esse universo de fatos acontecidos há muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante...


Neste episódio, cronologicamente uns 30 anos após os eventos narrados no episódio VI, "O Retorno de Jedi", um novo grupo autoritário, chamado "Primeira Ordem", quer aparentemente restabelecer o império. Para tanto, montam uma super arma ligada ao núcleo de um planeta, arma esta, que a exemplo das super armas nas estrelas da morte de filmes anteriores é capaz de destruir planetas.


O filme começa com essa "Primeira Ordem" se espalhando pela galáxia, e procurando onde possa estar Luke Skywalker, que se evadiu, após fracassar no treinamento de jovens jedis.


O segredo sobre o paradeiro de Luke é colocado em um robô, por um píloto da Aliança Rebelde, Poe Dameron (Oscar Isaac), e este robô é encontrado por uma jovem, Rey (Daisy Ridley), que vive de vender sucatas num planeta desértico, chamado "Jakku"(lembremos que no filme de 1977, uma mensagem também era colocada em um robô, que é enviado para um planeta desertico).


O piloto consegue fugir com a ajuda de um "stormtrooper" desertor, Finn (John Boyega), e ambos caem no planeta Jakku. Quando um comando da Primeira Ordem é enviado ao planeta para resgatar o robô, Rey e Finn escapam numa nave considerada uma velha sucata, que é, de fato, a "Millenium Falcon", a nave de Han Solo (Harrison Ford).


E aí seguem as aventuras, com batalhas e perseguições.


É um filme bonzinho. Certamente menos que toda a propaganda feita em cima, com toda a expectativa gerada. Mas, enfim, diversão garantida, para comer pipoca e beber refrigerante.



02/01/2016.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Diário - leituras - Tampa


Diário - leituras - Tampa



"Tampa" é uma cidade da Flórida, Estados Unidos. Também pode ser o vedante de um recipiente, aquilo que tapa este recipiente, recipiente que pode ser uma lata, uma panela, etc.


“Tampa” também é um livro de Alissa Knuting que andei lendo estes tempos. Relaciona-se com a cidade da Flórida, e com o ato de tampar…


Trata-se da história de Celeste Price, uma professora de língua inglesa, de uma escola de  ensino médio, na cidadezinha da Flórida, nos Estados Unidos.


No caso, trata-se de uma jovem esposa, bem resolvida financeiramente. Seu marido, apesar de trabalhar como policial, é herdeiro de uma importante empresa local.


Apesar da vida confortável, ela parece padecer de uma espécie de gerontofobia. Para compensar esse medo do envelhecimento, ela se torna professora, especificamente para tentar seduzir alunos, em início de puberdade. É uma opção muito singular: os rapazes têm que estar no início da puberdade, para parecerem mais meninos que homens. Assim, ela escolhe entre meninos de cerca de quatorze anos para seduzir.


A obra mistura drama e comédia, com bastante erotismo. E chega a um final que não chega a ser surpreendente.


Explora um pouco o vazio existencial da classe média americana, e faz longas descrições dos passeios que Celeste faz na cidade da Flórida que dá título ao livro. Nesse aspecto, lembra um pouco a obra de John Updike, claro, que sem chegar ao nível do narrador da vida da classe média dos Estados Unidos. Critica a excessiva preocupação com saúde e beleza, bem como a histeria diante da sexualidade, entre outras coisas. Celeste é acusada de pedófila, mas será que pode ser acusada de pedófila uma pessoa que se interessa por adolescentes? Uma questão para pensar.


Foi um razoável entretenimento.



20/04/2015.

Livro de Ta-Nehisi Coates publicado


Livro de Ta-Nehisi Coates publicado



O caderno "Ilustrada" da Folha de São Paulo deste sábado, 2 de janeiro, publica resenha sobre o livro "Entre o Mundo e Eu" (alternativamente, eu copiei a resenha em meu blogue de colagens, o Colagens do Umbigo e da Mosca Azul), de Ta-Nehisi Coates, o livro que ele escreve como carta ao filho, denunciando o racismo nos Estados Unidos, ou, por outra, narrando o pavor e o risco de ser negro nos Estados Unidos.


Resenha muito boa, para um livro que parece bem interessante.


Um excerto do livro já havia sido publicado na revista Piauí, de setembro/2015, e comentado aqui.



02/01/2016.