terça-feira, 19 de julho de 2016

Diário - leituras - Criação Literária, da ideia ao texto

Diário - leituras - Criação Literária, da ideia ao texto



LAITANO, José Carlos. Criação Literária, da ideia ao texto. Porto Alegre: Letra & Vida, 2014.


"Criação Literária, da ideia ao texto" é um livro que, como o título já indica, quer ajudar potenciais autores a fazer com que suas obras saiam de suas mentes para o papel (ou para as telas, em tempos de "e-books").


É interessante, didático, com seu passo a passo, desde a "inspiração", passando por oficinas literárias e toda a necessidade de aprendizagem. Começa justamente pelo desejo de ser escritor.


Eu gostei em especial do capítulo chamado "argumento", que pode conter um resumo da história a ser desenvolvida.


Ou seja, há conselho de todo tipo, e o livro ajuda inclusive aqueles que não gostavam muito das aulas de Língua Portuguesa (embora isso pareça contraditório, de querer ser escritor, e não gostar das aulas do idioma).


Um reparo? O jorro de citações de autores, sem referência de pé de página. As referências bibliográficas ficam no final do livro, e quem quiser confirmar as citações terá que ler cada livro até encontrar, esperando que encontre, a citação do autor.


É um bom livro para ajudar potenciais autores.



02/01/2016.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

HOPASIL

HOPASIL


Acho que BENELUX foi a primeira vez que vi algo parecido. Benelux é a associação dos nomes de BÉlgica, NEtherlands (ou Países Baixos, ou Holanda como costumamos referir no Brasil) e LUXemburgo, para o que primeiro foi uma união econômica, dos anos 1940, e que atualmente se refere à toda a região. Benelux foi a maneira para se referir um grupo de países a partir de letras de seus nomes.

No início do século XXI, o banco de investimentos Goldman Sachs, resolveu criar um acrônimo pensando em países que deveriam crescer muito nos próximos anos. Foi criada então a sigla BRIC, que ficou para Brasil, Rússia, Índia e China, países muito diferentes mas que tinham em comum, o fato de ainda não serem países desenvolvidos, e terem grande extensão territorial, e ou grande população. De fato, a partir do acrônimo, esses países resolveram se aproximar e formar uma associação, à qual foi acrescentada a África do Sul, sendo a sigla alterada para "BRICS" ("S" para "South Africa", África do Sul em inglês).

Depois, no final da primeira década deste século XXI, quando a crise econômica chegou, e bateu forte nos países com as economias mais fragilizadas entre as que usam o euro como moeda, inventaram a sigla PIIGS, para juntar Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Spain, isto é, Espanha.

Não sei se o leitor reparou, mas nestes últimos dois casos, "BRICS", em inglês significa tijolos. Já PIIGS lembra porcos em inglês (pigs). BENELUX não tem significado extra fora de si mesmo.

Portanto, eu gostaria de sugerir a sigla HOPASIL, para uma associação de países que sofreram golpes de estado de novo tipo, neste início de século XXI. Estes golpes de novo tipo não requerem movimentação de tropas, prisão ou fuzilamento de líderes políticos (sem bem que o presidente de Honduras foi exilado à força), nem censores nos meios de comunicação, ou corte de comunicação do país com o resto do mundo. Nestes novos golpes o presidente é deposto por ordem da Suprema Corte (Honduras), ou de maiorias ligeiras e rasteiras nos congressos, que agem como se os países tivessem regimes parlamentaristas (Paraguai e Brasil).

Como o Brasil se juntou aos países irmãos de Honduras e Paraguai neste novo tipo de procedimento político, sugiro uma maior aproximação diplomática e econômica com esses estados dos quais nos tornamos mais próximos em matéria de resolver diferenças políticas internas. Criemos a HOPASIL: HOnduras, PAraguai e BraSIL.


27/06/2016.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Veranico edição 2016

Veranico edição 2016



Como diria o Emilio Pacheco, Porto Alegre sempre tem veranico.


Só que este ano não caiu em maio.


Em meio a um outono que parecia inverno, e ao inverno propriamente dito, de sequências de dias frios, como há tempos não estávamos acostumados, o veranico, até agora, foi neste final de junho e início de julho, desde quinta-feira passada, último dia de junho, até hoje, terça, cinco de julho. Nesse curto período tivemos dias quentes, solares, bons para encher parques, e andar de camiseta e bermuda.


A previsão é que hoje à noite chova, e as temperaturas voltem a cair a partir desta quarta, dia seis.


06/07/2016.

domingo, 3 de julho de 2016

Diário - cinema - Rock em Cabul


Diário - cinema - Rock em Cabul


"Rock em Cabul" ("Rock the Kasbah", Estados Unidos, 2015) é uma espécie de comédia, estrelada por Bill Murray. No caso, ele é Richie Lanz, um agenciador musical picareta e decadente, que durante uma apresentação de sua agenciada, Ronnie (Zooey Deschanel), é convidado, junto com ela, a se apresentar para as tropas estadunidenses no Afeganistão.


Lá, em seguida Ronnie foge, e leva junto o passaporte de Lanz. Enquanto aguarda que as autoridades estadunidenses lhe provejam outro passaporte, ele se envolve com traficantes de armas, uma prostituta, e acaba por descobrir uma jovem com uma bela voz, que ele vai tentar emplacar no programa de talentos (como o “The Voice”) do Afeganistão.


Pelo que pude ler, o filme foi o maior fracasso de bilheterias dos Estados Unidos em 2015.


E por aqui não foi muito bem recebido. Uma crítica da Folha de São Paulo, por exemplo, também não gostou do filme, dizendo que promove o preconceito.


Não achei uma obra prima, mas um filme razoável. Quem gosta de Bill Murray, há de gostar.


Além disso, é um alívio ver um filme que não seja de super-herois, ou de perseguições, tiros e explosões o tempo todo.


21/06/2016.