terça-feira, 31 de outubro de 2017

63a. Feira do Livro de Porto Alegre

63a. Feira do Livro de Porto Alegre

E a gente percebe que o ano está indo para a finaleira quando começam a armar a Feira do Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega.


A edição 63 da Feira do Livro começa amanhã.


31/10/2017.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Diário - cinema - Fragmentado


Diário - cinema - Fragmentado


"Fragmentado" ("Split", Estados Unidos, 2017) é um drama, um suspense e um filme de horror, estrelado por James McAvoy, e dirigido por M. Night Shyamalan.
No início do filme, três adolescentes são sequestradas por Dênis, uma das tantas personalidades que habitam o corpo de Kevin Crumb. Elas são mantidas cativas em um local sem luz natural, e apresentado de forma labiríntica. Enquanto isso, Barry, outra das personalidades de Kevin, se trata com uma psicóloga. O suspense se estabelece entre o que Dênis pretende fazer com as meninas, e o anúncio por parte dele, e de outras personalidades que surgem, sobre um monstro, a quem elas serão oferecidas. Paralelamente a isso, temos o drama pessoal de Casey Cooke (Anya Taylor-Joy), uma das adolescentes sequestradas.
De quebra, no final do filme, somos induzidos a pensar que o diretor Shyamalan está planejando criar um universo, e sequências cinematográficas, para sua amada Filadélfia.
Apesar de um pouco pesado, foi um bom filme.


07/06/2017.

Diário - cinema - Ghost in the Shell - A Vigilante do Amanhã

Diário - cinema - Ghost in the Shell - A Vigilante do Amanhã


"A Vigilante do Amanhã" ou "Ghost in the Shell" é um filme de ficção científica, baseado em mangá japonês, que por sua vez gerou uma animação. Pelo que pude ver, o filme é fortemente calcado na animação, embora seja uma obra independente.
O filme é estrelado por Scarlett Johanssen, que faz o papel de Major.
Se passa num futuro próximo, em que se tornar um ciborgue, isto é, um ser humano com partes mecânico-robóticas, se tornou comum. A trama é bastante complexa. Talvez até achem confusa. Nesse futuro, após um atentado terrorista, uma jovem muito ferida, tem seu cérebro transferido para um corpo sintético, produzido por uma grande corporação. Depois ela é engajada em uma equipe policial especial, que persegue um terrorista que está atacando executivos e cientistas dessa mesma corporação.
Esse filme tem várias cenas calcadas no anime de 1995. Como se poderia esperar.
E é um bom filme. Vale a pipoca.


06/06/2017.

Capoeira Abandonada

Capoeira Abandonada


Acho que foi o Sergio Leo em um de seus primeiros blogues (acho que ele teve mais de um) que afirmou que qualquer desatenção, fazia do blogue um latifúndio improdutivo ou uma capoeira abandonada. Talvez não com essas palavras.
Enfim, eu digo aqui: você pisca e lá se foi um mês desde que o blogue foi atualizado pela última vez.
Já devo ter dito, que isso não significa que eu não escreva. Pelo contrário, acho que nunca escrevi tanto. O problema é se organizar para publicar o que é para ser publicado. Ou seja, escrever, ler, corrigir, juntar fotos quando for o caso, enfim, esse processo de edição.
Vamos ver como fica.


18/10/2017.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Diário - cinema - Negação


Diário - cinema - Negação


"Negação" ("Denial", Estados Unidos / Reino Unido, 2016) é um drama sobre a contestação que um negador do Holocausto moveu por difamação no Reino Unido contra a historiadora, especialista em Holocausto, Deborah Lipstadt. O filme tem Rachel Weisz no papel de Lipstadt, e Timothy Spall como o ideólogo neonazista David Irving.
A questão colocada era que Irving não queria ser chamado de negador do holocausto, uma vez que, segundo ele, sequer teria havido um holocausto. Pela lei inglesa cabia ao difamador, no caso Lipstadt, provar que não havia caluniado, apenas chamado pelo nome o que as coisas são.
Mas como provar que houve um holocausto, diante de uma corte inglesa, quase 50 anos depois dos fatos acontecidos? É nisso que a equipe de defesa de Lipstadt vai tentar se concentrar, para provar que Irving mentia quando negava o holocausto. E é de fato uma estratégia curiosa a da equipe, talvez chocante para o espectador.
Um filme, baseado em fatos acontecidos, para mostrar que pós-verdade pode ser um substantivo muito comentado hoje, mas é algo que existe há muito tempo.


06/06/2017.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tempo de Comentar Filmes

Tempo de Comentar Filmes


Se em março, eu tinha esperanças de comentar todos os filmes que tinha visto até então, no início deste ano, incluindo os candidatos ao Oscar, posso dizer que consegui.
Pelo menos em parte.
Eis aí publicado o comentário do filme "Kong".
Vale sobretudo como exercício de escrita, porque esses comentários vêm muito atrasados em relação à época que os filmes foram lançados no cinema.
É isso. E Está valendo mesmo assim.

11/09/2017.

Diário - cinema - Kong: A Ilha da Caveira


Diário - cinema - Kong: A Ilha da Caveira


"Kong: A Ilha da Caveira" (Kong: Skull Island, 2017) é mais uma versão cinematográfica sobre um gorila gigante, que vive em uma ilha remota e desconhecida, e é descoberto pelo moderno homem civilizado. Também pode ser encarado como uma variação da história de "a bela e a fera", embora nesse mais recente filme, a mocinha Mason Weaver (Brie Larson) não seja uma dama que seduz e implora proteção do bichão.
King Kong já é uma figura marcante da cultura pop, com inúmeros filmes, desde a primeira versão, em 1933, pela RKO, onde, levado por seus captores, ele acaba escalando o Empire State Building. Na minha infância tive a oportunidade de assistir a versão de 1976, com Jeff Bridges e Jessica Lange. Houve até um álbum de figurinhas que foi vendido à gurizada da época. Pouco tempo depois, foi feita no Brasil uma comédia paródia chamada Costinha e o King Mong. Antes disso os japoneses já haviam colocado o gorila para lutar com Godzilla, na década de 1960. Também houve um desenho animado nos anos 1960, que chegou a passar na TV brasileira, na década seguinte. E, por fim, o diretor Peter Jackson rodou um "remake" mais fiel ao clássico de 1933, em 2005.
Neste filme, uma equipe de pesquisa consegue a escolta de parte do exército estadunidense, que está deixando o Vietnã no início da década de 1970, para explorar uma ilha desconhecida. Lá eles vão encontrar formas estranhas e gigantescas de vida, entre elas, Kong, que é chamado de "rei da ilha" por um grupo indígena que vive por lá.
Diferente nesse filme, em relação aos anteriores, é que Kong não chega a ser removido da ilha. Além disso, o filme tem um viés mais ecológico, digamos assim.
Gostei do papel de Brie Larson como fotógrafa da expedição. Dizem até que ela realmente tirou as fotos que são mostradas no filme. E como fotógrafa dos anos 1970 ela teve que fotografar com película. Talvez a Kodak agradecesse. Eu gostei, mas acho que para certas cenas, ela teria que ter trocado de lentes, e isso não é mostrado no filme.
Esse filme também parece ser parte de um universo do qual faz parte o Godzilla que apareceu no filme de 2014.
Enfim, vale (ou valeu) a pipoca.



05/06/2017.

domingo, 3 de setembro de 2017

Sarau Palavra Falada com Fernanda Mellvee - 26/07/2017


Sarau Palavra Falada com Fernanda Mellvee - 26/07/2017



O Sarau Palavra Falada de julho de 2017 foi com a escritora, professora e mestranda Fernanda Mellvee.
Mellvee dominou a cena, e por quase uma hora deu uma aula, ou como disse alguém outro, fez uma apresentação, sobre literatura russa do século XIX. Ela comentou livros de Turgueniev, Dostoievski e Tolstoi.
Faltou tempo para que ela falasse sobre Tchekhov, o que deve ter acontecido no sarau seguinte, em 30/08/2017, ao qual não consegui comparecer.
O que foi realmente interessante foi falar sobre obras menos conhecidas de autores consagrados como Dostoievski e Tolstoi. Sobre a novela "O Diabo", de Tolstoi, por exemplo, eu nunca havia ouvido falar. Uma novela que ainda conta com dois finais alternativos.
Assim, salve o Sarau Palavra Falada, e salve Fernanda Mellvee por conta da sua divulgação da literatura russa do século XIX. Tão distante, tão diferente, e, ao mesmo tempo, tão semelhante a nós.
Esta edição contou ainda com a participação de Adriana Stein, que leu um singelo poema em homenagem à Ana Mello, que fazia aniversário naquela semana.


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02/09/2017.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Diário - cinema - Silêncio


Diário - cinema - Silêncio


"Silêncio" ("Silence", Estados Unidos, 2016) é um drama histórico que retrata a perseguição a cristãos no Japão durante o século XVII. No caso, os padres jesuítas Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver) partem de Macau para o Japão, a procura de padre Ferreira, que havia sido mentor de ambos, e que agora foi dado como apóstata. Para serem guiados no arquipélago eles encontram um japonês expatriado, Kichijiro (Yosuke Kubosuka), que deverá lhes servir de intérprete.
No Japão a situação dos cristãos é de fato dura. Estão sujeitos à perseguição e à tortura para que renunciem à sua fé.
O filme é baseado em um romance homônimo escrito pelo japonês Shusaku Endo.
É outro filme longo (161 minutos), mas que gostei bastante.
Acabou gerando uma espécie de crônica mais longa, a qual pretendo publicar em breve.
É um bom filme. Um filme para refletir sobre valores, sobre religião e fé. Também um projeto há muito desejado pelo diretor Martin Scorcese. Um projeto que gerou um trabalho muito bom.

05/06/2017.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Diário - cinema - Toni Erdmann


Diário - cinema - Toni Erdmann


"Toni Erdmann" (Áustria / Alemanha, 2016) é um filme que se equilibra entre o drama e a comédia, com mais ênfase nesta última. Winfried Conrad (Peter Simonischeck) é um professor de música, meio hippie, meio amalucado, que vive com seu cachorro e gosta de pregar peças em quem estiver por perto. Ele é pai de Ines (Sandra Hüller), uma executiva e consultora, lutando por seus negócios na Romênia.
Quando seu cachorro morre, Winfried viaja para a Romênia tentando reconquistar o afeto da filha, o que será bem difícil. Ele acaba assumindo um papel, o de Toni Erdmann, o qual poderá tanto ajudar, quanto atrapalhar, as aspirações da filha em seu trabalho como consultora.
É um filme longo (162 minutos) e que tenta tratar com leveza alguns temas pesados:  competitividade no trabalho, desemprego, laços familiares.
O filme fez boa carreira internacional, inclusive sendo candidato a melhor filme estrangeiro no Oscar.
Foi legal ter assistido.


05/06/2017.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Diário - cinema - Fences


Diário - cinema - Fences


"Fences - Um Limite Entre Nós" ("Fences", Estados Unidos, 2016) é um drama baseado na peça de teatro homônima, escrita por August Wilson.
Na Pittsburgh dos anos 1950, Troy Maxson (Denzel Washington) é um lixeiro, e também um jogador de beisebol frustrado.
É um drama pesado, denso e longo (o filme tem 139 minutos). Mostra como o racismo pode se transformar em abuso, pode levar ao crime, e pode transformar tudo em frustração, autoengano e raiva.
O filme é também uma demonstração da capacidade de interpretação de Denzel Washington e Viola Davis. Denzel também dirige o filme.
Um belo filme, embora bastante triste.

05/06/2017.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Diário - cinema - Logan


Diário - cinema - Logan


Em algum momento no futuro, os mutantes não mais nascem, e boa parte dos que existiam foi morta. Nesse mundo, num futuro próximo, Logan ou o Wolverine (Hugh Jackman) vai sobrevivendo como pode, e protege o professor Xavier (Patrick Stewart), o qual está ficando demente, e tem convulsões que tumultuam tudo ao redor. Nesse meio tempo, uma mulher mexicana vem pedir a ele ajuda, para cuidar de uma criança. Essa criança é Laura (Dafne Keen), uma menina que tem garras parecidas com as de Wolverine, e é caçada por uma grande corporação como uma "propriedade intelectual" (de fato, ela é resultado de um experimento biomédico). Esta é, de maneira bem resumida, a trama de "Logan" (Estados Unidos, 2017).
Mais um filme sobre os X-Men, este filme é como uma despedida para Hugh Jackman do papel que o tornou tão conhecido.
Tem as perseguições, explosões e lutas de costume. No caso das lutas elas estão um pouco mais violentas e explícitas do que talvez estejamos acostumados.
A senilidade do professor Xavier, o surgimento de uma criança na trama, e a própria decadência física de Wolverine, dão um grau de drama e densidade a mais em "Logan". O que fez com que eu achasse o filme melhor do que os demais filmes da franquia, que tenho visto.

05/06/2017.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Diário - cinema - La La Land


Diário - cinema - La La Land


"La La Land" (Estados Unidos, 2016) é um filme que parece bastante anacrônico. Afinal, em pleno século XXI, é bastante incomum a produção de musicais, exceto, talvez, nas animações da Disney.
No filme temos o casal composto por Sebastian (Ryan Gosling) e Mia (Emma Stone) vivendo em Los Angeles. Ela uma garçonete que aspira a se tornar atriz. Ele um músico profissional que faz diversos bicos (por exemplo, tocando piano em restaurantes chiques) e quer se tornar dono de um "jazz club", isto é, uma espécie de bar com música ao vivo, música esta com foco em variações do jazz.
Como em muitos filmes românticos, este também começa com desentendimentos entre o casal, até que um relacionamento possa engrenar.
É um musical, tem momentos de comédia, e momentos de drama, e é um filme que é capaz de rir de si mesmo em alguns momentos, o que faz com que afinal o espectador saia do cinema com uma experiência legal.
Em todo caso, prevejo um filme que será reprisado e reprisado nas tardes da TV aberta.


05/06/2017.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Sarau Palavra Falada no Café do Margs - 28/06/2017

Sarau Palavra Falada no Café do Margs - 28/06/2017


A edição de junho do Sarau da Palavra Falada no Café do MARGS teve como convidada a jornalista e escritora Priscila Pasko. Foi no dia 28 passado.
Priscila é responsável pelo blogue Veredas, no saite Nonada, onde ela divulga a literatura produzida por mulheres, desde 2015.
Ao contrário de outros saraus que presenciei, Priscila se dedicou à leitura de contos, mais longos ou mais curtos. Ela leu, por exemplo, Marilene Felinto e Clarice Lispector.
A escritora Ana Mello, promotora do sarau, leu texto de Laís Schaff, e poema de Dênia Bazanella.
Participaram ainda das leituras o escritor Tiago Pedroso, com textos de Vanessa Cons, e da própria Ana Mello. O escritor Djalma Filho leu poemas de sua própria lavra.
Houve ainda um jovem cujo nome não consegui registrar que leu um texto feminista do final de século XIX.
A desenvoltura de Priscila Pasko fez com que o sarau fluisse. Cerca de vinte pessoas estiveram presentes.

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18/07/2017.

terça-feira, 4 de julho de 2017

In vino veritas?


In vino veritas?

"In vino veritas" é uma expressão latina que significa que "no vinho (está) a verdade", querendo dizer que o álcool é capaz de fazer a pessoa expressar seus sentimentos mais escondidos.
O vinho é uma bebida apreciada desde a Antiguidade, e nos últimos anos se tornou motivo de assunto, já que há tanta variedade no mercado.
Como há muita variedade, é possível continuamente experimentar, sem nunca repetir uma marca ou rótulo.
Como tenho apreciado um pouco, só um pouco, os vinhos, e há tanta variedade, resolvi registrar aqui os que eu repetiria. Na verdade, até agora bem poucos.
Não que eu queira dizer que tais vinhos são os melhores, ou tenham sabores imperdíveis. De fato, não tenho esse refinamento.
Aqui haverá apenas o registro do que gostei muito.
Sempre apreciando com moderação como dizem.
A propósito, dizem que o ditado completo é "in vino veritas, in aqua sanitas" - "no vinho a verdade, na água a saúde". Isso aí.


31/05/2017.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Diário - cinema - Moonlight: Sob a luz do luar


Diário - cinema - Moonlight: Sob a luz do luar

Sobre o filme "Moonlight: Sob a luz do luar" ("Moonlight", Estados Unidos, 2016), vale a sinopse apresentada no verbete equivalente da Wikipédia, "o filme apresenta três etapas na vida de Chiron, o personagem principal, explorando as dificuldades que ele enfrenta no processo de reconhecimento de sua própria identidade e sexualidade, e o abuso físico e emocional que recebe ao longo destas transformações."
De fato, sobre uma realidade dura, sai uma vida endurecida, mas que nem por isso deixa de ter seus traumas e sua sensibilidade. E o filme é capaz de nos levar numa jornada para trazer empatia a esse homem, que de fato se tornou um gângster, mas sofreu um bocado até chegar à idade adulta. Por sinal, na idade adulta ainda sofre. Como todo ser humano, a propósito.
Um drama que acabou ganhando o Oscar de melhor filme de 2016, num momento bem atrapalhado da cerimônia.


31/05/2017.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Crazy Carpes no OCulto Pub - 10/06/2017

Crazy Carpes no OCulto Pub - 10/06/2017

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No sábado, dia 10, estive no OCulto Pub (José do Patrocínio, 632), para assistir à banda "Crazy Carpes", apresentando a "Ziggy Night", isto é, uma noite com repertório dedicado a David Bowie.
A "Crazy Carpes" é formada pelos irmãos gêmeos Marcelo e Maurício Carpes, mais Alex Osterkamp, cujo apelido, com um nome desses, não poderia deixar de ser "Alemão". Marcelo toca guitarra, Alex baixo, e Maurício fica na bateria.
Conheci o Marcelo quando ele era consultor de análise e desenvolvimento de sistemas na firma. Na época ele participava de um grupo chamado "Deus e o Diabo".
Agora, descobrindo ele na redes sociais, fiquei curioso sobre sua atividade musical.
O OCulto é um bar na Cidade Baixa que tem o inconveniente de não oferecer nada para petiscar, nem fritas, nem frios, nem salgadinhos industrializados. Oferece bebidas. Principalmente cervejas, artesanais ou industriais, além de refrigerantes e alguns destilados.
Claro que tinha que haver algum incidente envolvendo gêmeos.
Eu cheguei no bar antes do início do show e comecei a beber. O grupo estava ensaiando, e ensaiando ficou por algum tempo. Pararam e desceram para beber alguma coisa. Ficaram a uns dois metros de mim. Como os dois irmãos não desceram juntos, apenas um deles, fiquei observando aquele que descera. Ele conversava com o seu pessoal, e olhava na minha direção. Como não disse nada quando me olhou, julguei que fosse o irmão que eu não conhecia, o Maurício. Continuei bebendo.
Quando o outro irmão desceu, me aproximei para perguntar pelo show. Foi então que o irmão que havia descido primeiro se dirigiu a mim dizendo algo a respeito de horário, e repertório. O primeiro cara que havia descido era o Marcelo. Estava ali, olhou na minha direção e abstraiu. Simplesmente não me viu. De qualquer maneira, acabei me apresentando ao Maurício.
O show começou por volta de 22h30min, e se estendeu até quase meia-noite. No "setlist", que não consegui confirmar, "Hall of Mirrors", do Kraftwerk, "Starman" e "Heroes", de David Bowie, algumas composições próprias do grupo.
Divertido. Pena que o bar não oferece batatas fritas.

23/06/2017.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Diário - cinema - A Qualquer Custo


Diário - cinema - A Qualquer Custo

"A Qualquer Custo" ("Hell or High Water", Estados Unidos, 2016 - segundo o que pude pesquisar "hell ou high water" é uma expressão idiomática, que significa exatamente o que foi traduzido para o Brasil, "a qualquer custo", ou como fizeram os portugueses, "custe o que custar". Na mosca.) conta a história de um homem no Texas, Toby Howard (Chris Pine, que neste filme realmente se despiu do Capitão Kirk), que depois de passar um período cuidando da mãe doente (até o falecimento dela), resolve arranjar dinheiro para pagar o penhor das terras que deve ao banco, assaltando bancos. Para isso, ele conta com a ajuda do irmão, ex-presidiário. Por conta da sequência de roubos, um xerife estadual, Marcus Hamilton (Jeff Bridges) e seu parceiro Alberto Parker (Gil Birmingham) resolvem investigar o caso, e, se possível, prender os assaltantes. É claramente um filme de faroeste, mas um faroeste dos novos tempos, este ambientado já no século XXI, e não no final do século XIX, como talvez estivéssemos acostumados. Uma possível referência seja o filme "Onde os fracos não tem vez", para esse novo tipo de faroeste.
Como eu disse, a atuação de Chris Pine me pareceu muito convincente, pois não há nele o Capitão Kirk da nova versão de Jornada nas Estrelas, e há Jeff Bridges que é sempre uma boa referência.
E o filme mostra a situação atual do país que elegeu Donald Trump, após a crise de 2008, crise da qual o país ainda não se recuperou inteiramente. Lá estão as cidades arruinadas; as propriedades desvalorizadas que são tomadas pelos bancos e postas á venda sem compradores; as empresas financeiras que emprestam dinheiro fácil a juros extorsivos; e os campos que não geram comida, mas petróleo.
O filme é bom. Seria o meu candidato ao Oscar de melhor filme. Infelizmente não ganhou nenhum prêmio, talvez pela carga de denúncias que foram citadas no parágrafo anterior. Quem sabe?

12/04/2017.
  

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Diário - cinema - Até o Último Homem


Diário - cinema - Até o Último Homem

"Até o Último Homem" ("Hacksaw Ridge", Estados Unidos, 2016) faz uma recriação histórica e ficcional do soldado Desmond Doss (Andrew Garfield), retratado como um jovem idealista, adventista e pacifista, que mesmo sem o desejo de pegar em armas quer servir ao seu país durante a Segunda Guerra.
O filme começa com sua infância, fala da participação do pai dele na Primeira Guerra, do irmão e da violência doméstica.
Quando os Estados Unidos entram na guerra, ele deseja servir na frente de batalha. Mas não quer pegar em armas. Ele quer ser um soldado médico, que socorre feridos na batalha. Como isso é muito incomum, ele sofre com o treinamento militar, por não querer pegar em um rifle.
O ponto alto do filme é sua participação na Batalha de Okinawa, em especial uma escarpa chamada de Hacksaw Ridge. Os crentes se emocionarão com sua atitude.



11/04/2017.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Diário - cinema - Lion


Diário - cinema - Lion

Saroo (Sunny Pawar) era um menino que vivia com muita dificuldades no interior da Índia. Como estratégia de sobrevivência, ele e seu irmão Guddu, inclusive roubavam porções de carvão mineral para trocar por comida. A mãe deles os sustentava quebrando pedras em uma pedreira.
Um dia ele e o irmão vão à noite a uma estação ferroviária próxima. Com sono, Saroo dorme num dos bancos da estação, enquanto seu irmão se afasta. Ele acorda no meio da noite, não encontra o irmão, e entra num dos trens estacionados. Dorme novamente ali. O trem é movimentado, e Saroo é levado numa jornada de dois dias de trem até Calcutá. Lá terá que sobreviver na metrópole, e por fim, será adotado por uma família australiana.
Isso tudo é apenas o início do filme.
Um drama sobre família, miséria, generosidade, raízes.
E mais um filme em que acho que é impossível não se emocionar.
E valem as cenas finais, do acervo familiar, que dão um ar de documentário à recriação ficcional que é este filme.
De quebra, vale como uma perspectiva da Índia, um lugar em que a pessoa viaja mil quilômetros dentro do país, um pouco menos que a distância entre Porto Alegre e São Paulo, e no destino a língua não é a mesma.
Bom filme.


31/05/2017.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Diário - cinema - Manchester à Beira-Mar


Diário - cinema - Manchester à Beira-Mar

Um homem que trabalha como zelador de um condomínio em Boston, Lee Chandler (Casey Affleck), é chamado à cidadezinha de Manchester-by-the-Sea, porque seu irmão padece de grave enfermidade. Quando ele chega a Manchester, o irmão já faleceu. Quando é aberto o testamento do irmão, Lee fica sabendo que se tornou o tutor do sobrinho adolescente, filho do irmão falecido, que foi abandonado pela mãe.
Nessa situação ela vai ter que confrontar seu passado, e o que o levou a se afastar de Manchester. Um terror que o persegue.
Com tudo isso, só poderia ser um filme bastante triste, mas belo, humano, e com uma ótima fotografia.
Um filme que me fez sair do cinema pensando.


30/05/2017.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Diário - teatro - No Topo da Montanha


Diário - teatro - No Topo da Montanha

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Em uma noite, ao hospedar-se num hotel em Mênfis, Tennessee, o reverendo Martin Luther King (Lázaro Ramos) solicita ao serviço de quarto um café, para manter-se acordado, querendo estudar para suas preleções. Quem traz o café é a camareira Carrie May (Taís Araújo), que também chamada de "K. May". Provocada pelo reverendo, e ao contrário do que se poderia esperar de uma camareira, em lugar de entregar o que foi solicitado e ir embora, K. May permanece com Luther King, e eles entabulam um longo diálogo. Eis o mote da peça "No Topo da Montanha" que esteve em cartaz em Porto Alegre, no final de semana passado no Theatro São Pedro. O palco é transformado no quarto de hotel do reverendo King, e ali é encenada toda a peça.
De fato, os artistas desenvolvem todo tipo de situação nessa longa conversa. Há momentos para rir, e há momentos para chorar, como a própria May/Taís chora, e provoca nós nas gargantas dos espectadores. Sim, o espectador há de seguir a montanha-russa de emoções que decorrem do diálogo. Vida, morte, fé, religião, política, racismo, tudo isto é debatido no espaço dessa noite ficcional na conversa do notável hóspede com a desconhecida camareira.
A peça é criação da jovem dramaturga e atriz Katori Hall, e já ganhou prêmios na Inglaterra, e fez carreira na Broadway. Lázaro Ramos e Taís Araújo estão ótimos em seus papéis.
Foi a peça mais emocionante que vi em muito tempo.


06/06/2017.