segunda-feira, 26 de junho de 2017

Crazy Carpes no OCulto Pub - 10/06/2017

Crazy Carpes no OCulto Pub - 10/06/2017

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No sábado, dia 10, estive no OCulto Pub (José do Patrocínio, 632), para assistir à banda "Crazy Carpes", apresentando a "Ziggy Night", isto é, uma noite com repertório dedicado a David Bowie.
A "Crazy Carpes" é formada pelos irmãos gêmeos Marcelo e Maurício Carpes, mais Alex Osterkamp, cujo apelido, com um nome desses, não poderia deixar de ser "Alemão". Marcelo toca guitarra, Alex baixo, e Maurício fica na bateria.
Conheci o Marcelo quando ele era consultor de análise e desenvolvimento de sistemas na firma. Na época ele participava de um grupo chamado "Deus e o Diabo".
Agora, descobrindo ele na redes sociais, fiquei curioso sobre sua atividade musical.
O OCulto é um bar na Cidade Baixa que tem o inconveniente de não oferecer nada para petiscar, nem fritas, nem frios, nem salgadinhos industrializados. Oferece bebidas. Principalmente cervejas, artesanais ou industriais, além de refrigerantes e alguns destilados.
Claro que tinha que haver algum incidente envolvendo gêmeos.
Eu cheguei no bar antes do início do show e comecei a beber. O grupo estava ensaiando, e ensaiando ficou por algum tempo. Pararam e desceram para beber alguma coisa. Ficaram a uns dois metros de mim. Como os dois irmãos não desceram juntos, apenas um deles, fiquei observando aquele que descera. Ele conversava com o seu pessoal, e olhava na minha direção. Como não disse nada quando me olhou, julguei que fosse o irmão que eu não conhecia, o Maurício. Continuei bebendo.
Quando o outro irmão desceu, me aproximei para perguntar pelo show. Foi então que o irmão que havia descido primeiro se dirigiu a mim dizendo algo a respeito de horário, e repertório. O primeiro cara que havia descido era o Marcelo. Estava ali, olhou na minha direção e abstraiu. Simplesmente não me viu. De qualquer maneira, acabei me apresentando ao Maurício.
O show começou por volta de 22h30min, e se estendeu até quase meia-noite. No "setlist", que não consegui confirmar, "Hall of Mirrors", do Kraftwerk, "Starman" e "Heroes", de David Bowie, algumas composições próprias do grupo.
Divertido. Pena que o bar não oferece batatas fritas.

23/06/2017.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Diário - cinema - A Qualquer Custo


Diário - cinema - A Qualquer Custo

"A Qualquer Custo" ("Hell or High Water", Estados Unidos, 2016 - segundo o que pude pesquisar "hell ou high water" é uma expressão idiomática, que significa exatamente o que foi traduzido para o Brasil, "a qualquer custo", ou como fizeram os portugueses, "custe o que custar". Na mosca.) conta a história de um homem no Texas, Toby Howard (Chris Pine, que neste filme realmente se despiu do Capitão Kirk), que depois de passar um período cuidando da mãe doente (até o falecimento dela), resolve arranjar dinheiro para pagar o penhor das terras que deve ao banco, assaltando bancos. Para isso, ele conta com a ajuda do irmão, ex-presidiário. Por conta da sequência de roubos, um xerife estadual, Marcus Hamilton (Jeff Bridges) e seu parceiro Alberto Parker (Gil Birmingham) resolvem investigar o caso, e, se possível, prender os assaltantes. É claramente um filme de faroeste, mas um faroeste dos novos tempos, este ambientado já no século XXI, e não no final do século XIX, como talvez estivéssemos acostumados. Uma possível referência seja o filme "Onde os fracos não tem vez", para esse novo tipo de faroeste.
Como eu disse, a atuação de Chris Pine me pareceu muito convincente, pois não há nele o Capitão Kirk da nova versão de Jornada nas Estrelas, e há Jeff Bridges que é sempre uma boa referência.
E o filme mostra a situação atual do país que elegeu Donald Trump, após a crise de 2008, crise da qual o país ainda não se recuperou inteiramente. Lá estão as cidades arruinadas; as propriedades desvalorizadas que são tomadas pelos bancos e postas á venda sem compradores; as empresas financeiras que emprestam dinheiro fácil a juros extorsivos; e os campos que não geram comida, mas petróleo.
O filme é bom. Seria o meu candidato ao Oscar de melhor filme. Infelizmente não ganhou nenhum prêmio, talvez pela carga de denúncias que foram citadas no parágrafo anterior. Quem sabe?

12/04/2017.
  

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Diário - cinema - Até o Último Homem


Diário - cinema - Até o Último Homem

"Até o Último Homem" ("Hacksaw Ridge", Estados Unidos, 2016) faz uma recriação histórica e ficcional do soldado Desmond Doss (Andrew Garfield), retratado como um jovem idealista, adventista e pacifista, que mesmo sem o desejo de pegar em armas quer servir ao seu país durante a Segunda Guerra.
O filme começa com sua infância, fala da participação do pai dele na Primeira Guerra, do irmão e da violência doméstica.
Quando os Estados Unidos entram na guerra, ele deseja servir na frente de batalha. Mas não quer pegar em armas. Ele quer ser um soldado médico, que socorre feridos na batalha. Como isso é muito incomum, ele sofre com o treinamento militar, por não querer pegar em um rifle.
O ponto alto do filme é sua participação na Batalha de Okinawa, em especial uma escarpa chamada de Hacksaw Ridge. Os crentes se emocionarão com sua atitude.



11/04/2017.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Diário - cinema - Lion


Diário - cinema - Lion

Saroo (Sunny Pawar) era um menino que vivia com muita dificuldades no interior da Índia. Como estratégia de sobrevivência, ele e seu irmão Guddu, inclusive roubavam porções de carvão mineral para trocar por comida. A mãe deles os sustentava quebrando pedras em uma pedreira.
Um dia ele e o irmão vão à noite a uma estação ferroviária próxima. Com sono, Saroo dorme num dos bancos da estação, enquanto seu irmão se afasta. Ele acorda no meio da noite, não encontra o irmão, e entra num dos trens estacionados. Dorme novamente ali. O trem é movimentado, e Saroo é levado numa jornada de dois dias de trem até Calcutá. Lá terá que sobreviver na metrópole, e por fim, será adotado por uma família australiana.
Isso tudo é apenas o início do filme.
Um drama sobre família, miséria, generosidade, raízes.
E mais um filme em que acho que é impossível não se emocionar.
E valem as cenas finais, do acervo familiar, que dão um ar de documentário à recriação ficcional que é este filme.
De quebra, vale como uma perspectiva da Índia, um lugar em que a pessoa viaja mil quilômetros dentro do país, um pouco menos que a distância entre Porto Alegre e São Paulo, e no destino a língua não é a mesma.
Bom filme.


31/05/2017.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Diário - cinema - Manchester à Beira-Mar


Diário - cinema - Manchester à Beira-Mar

Um homem que trabalha como zelador de um condomínio em Boston, Lee Chandler (Casey Affleck), é chamado à cidadezinha de Manchester-by-the-Sea, porque seu irmão padece de grave enfermidade. Quando ele chega a Manchester, o irmão já faleceu. Quando é aberto o testamento do irmão, Lee fica sabendo que se tornou o tutor do sobrinho adolescente, filho do irmão falecido, que foi abandonado pela mãe.
Nessa situação ela vai ter que confrontar seu passado, e o que o levou a se afastar de Manchester. Um terror que o persegue.
Com tudo isso, só poderia ser um filme bastante triste, mas belo, humano, e com uma ótima fotografia.
Um filme que me fez sair do cinema pensando.


30/05/2017.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Diário - teatro - No Topo da Montanha


Diário - teatro - No Topo da Montanha

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Em uma noite, ao hospedar-se num hotel em Mênfis, Tennessee, o reverendo Martin Luther King (Lázaro Ramos) solicita ao serviço de quarto um café, para manter-se acordado, querendo estudar para suas preleções. Quem traz o café é a camareira Carrie May (Taís Araújo), que também chamada de "K. May". Provocada pelo reverendo, e ao contrário do que se poderia esperar de uma camareira, em lugar de entregar o que foi solicitado e ir embora, K. May permanece com Luther King, e eles entabulam um longo diálogo. Eis o mote da peça "No Topo da Montanha" que esteve em cartaz em Porto Alegre, no final de semana passado no Theatro São Pedro. O palco é transformado no quarto de hotel do reverendo King, e ali é encenada toda a peça.
De fato, os artistas desenvolvem todo tipo de situação nessa longa conversa. Há momentos para rir, e há momentos para chorar, como a própria May/Taís chora, e provoca nós nas gargantas dos espectadores. Sim, o espectador há de seguir a montanha-russa de emoções que decorrem do diálogo. Vida, morte, fé, religião, política, racismo, tudo isto é debatido no espaço dessa noite ficcional na conversa do notável hóspede com a desconhecida camareira.
A peça é criação da jovem dramaturga e atriz Katori Hall, e já ganhou prêmios na Inglaterra, e fez carreira na Broadway. Lázaro Ramos e Taís Araújo estão ótimos em seus papéis.
Foi a peça mais emocionante que vi em muito tempo.


06/06/2017.


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Diário - cinema - Estrelas Além do Tempo


Diário - cinema - Estrelas Além do Tempo

Já se vão vários dias desde que assisti o filme "Estrelas Além do Tempo" ("Hidden Figures", Estados Unidos, 2016).
Bom, uma vez ouvi uma palestra sobre cinema americano, em que o palestrante dizia que os filmes produzidos naquele país são muito centrados num apelo pequeno burguês que, não importa o que estiver acontecendo ao seu redor, se você e sua família estiverem bem, tudo está bem. Na época da palestra, o filme comentado era "Revolução" ("Revolution", Reino Unido/Estados Unidos, 1985), estrelado por Al Pacino, e dirigido por Hugh Hudson. Naquele caso, havia uma grande crise, por conta da tentativa das então 13 colônias de se livrarem da coroa britânica, mas enquanto o personagem Tom Dobb (Al Pacino) estivesse com seu filho, as coisas estariam relativamente bem. Esse argumento chega ao paroxismo no filme "2012" ("2012", Estados Unidos, 2009), um filme que literalmente está retratando o fim do mundo, mas enquanto seu protagonista Jackson Curtis (John Cusack) luta para mantiver a família unida (inclusive tentar superar um divórcio), tudo está bem.
Bom, voltando a "Estrelas Além do Tempo", eis um filme em que as protagonistas são esforçadas, e superam as limitações que o mundo ao redor impõe. Em especial Katherine Johnson, vivida por Taraji P. Henson. Elas são mulheres negras, numa sociedade cujo predomínio era do homem branco. E mesmo assim, cada uma delas - além de Johnson, temos Dorothy Vaughan vivida por Octavia Spencer e Mary Jackson interpretada por Janelle Monáe - supera os obstáculos impostos pela sociedade.
De quebra, o filme é um hino de amor à ciência e à dedicação.
A essas alturas, já deve estar saindo em "home disc".


11/04/2017.



Sarau Palavra Falada no Café do Margs - 31/05/2017


Sarau Palavra Falada no Café do Margs - 31/05/2017


Na quarta-feira passada estive novamente no Café do MARGS para participar do Sarau Palavra Falada, promovido pela poeta e escritora Ana Mello.
O homenageado foi o poeta Mário Ulbrich. Ulbrich tem apenas um livro publicado, "Folhas ao Vento", pela Editora Metamorfose. Resolveu se dedicar à carreira poética após os 60 anos. De sua poesia fazem parte as lides campeiras, o amor, o tempo, a memória.
Eu li o poema Vinho Tinto, que reproduzo abaixo.
Além de mim, Ana Mello, Dênia Bazanella, e o próprio Mário Ulbrich leram poemas.
Esta edição do Sarau Palavra Falada teve apresentação musical da parte de Tiaraju Guerreiro. Que apresentou, entre outras, Por Una Cabeza, de Carlos Gardel, Feira de Mangaio, de Sivuca, e La Cumparsita, de Gerardo Matos Rodriguez.

Vinho Tinto

Mário Ulbrich

Vinho tinto, aveludado,
De paladar refinado,
E ao pensar acho graça,
É como beijo roubado
Dos lábios da minha taça.

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04/06/2017.