quinta-feira, 8 de junho de 2017

Diário - cinema - Lion


Diário - cinema - Lion

Saroo (Sunny Pawar) era um menino que vivia com muita dificuldades no interior da Índia. Como estratégia de sobrevivência, ele e seu irmão Guddu, inclusive roubavam porções de carvão mineral para trocar por comida. A mãe deles os sustentava quebrando pedras em uma pedreira.
Um dia ele e o irmão vão à noite a uma estação ferroviária próxima. Com sono, Saroo dorme num dos bancos da estação, enquanto seu irmão se afasta. Ele acorda no meio da noite, não encontra o irmão, e entra num dos trens estacionados. Dorme novamente ali. O trem é movimentado, e Saroo é levado numa jornada de dois dias de trem até Calcutá. Lá terá que sobreviver na metrópole, e por fim, será adotado por uma família australiana.
Isso tudo é apenas o início do filme.
Um drama sobre família, miséria, generosidade, raízes.
E mais um filme em que acho que é impossível não se emocionar.
E valem as cenas finais, do acervo familiar, que dão um ar de documentário à recriação ficcional que é este filme.
De quebra, vale como uma perspectiva da Índia, um lugar em que a pessoa viaja mil quilômetros dentro do país, um pouco menos que a distância entre Porto Alegre e São Paulo, e no destino a língua não é a mesma.
Bom filme.


31/05/2017.


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