quinta-feira, 22 de junho de 2017

Diário - cinema - A Qualquer Custo


Diário - cinema - A Qualquer Custo

"A Qualquer Custo" ("Hell or High Water", Estados Unidos, 2016 - segundo o que pude pesquisar "hell ou high water" é uma expressão idiomática, que significa exatamente o que foi traduzido para o Brasil, "a qualquer custo", ou como fizeram os portugueses, "custe o que custar". Na mosca.) conta a história de um homem no Texas, Toby Howard (Chris Pine, que neste filme realmente se despiu do Capitão Kirk), que depois de passar um período cuidando da mãe doente (até o falecimento dela), resolve arranjar dinheiro para pagar o penhor das terras que deve ao banco, assaltando bancos. Para isso, ele conta com a ajuda do irmão, ex-presidiário. Por conta da sequência de roubos, um xerife estadual, Marcus Hamilton (Jeff Bridges) e seu parceiro Alberto Parker (Gil Birmingham) resolvem investigar o caso, e, se possível, prender os assaltantes. É claramente um filme de faroeste, mas um faroeste dos novos tempos, este ambientado já no século XXI, e não no final do século XIX, como talvez estivéssemos acostumados. Uma possível referência seja o filme "Onde os fracos não tem vez", para esse novo tipo de faroeste.
Como eu disse, a atuação de Chris Pine me pareceu muito convincente, pois não há nele o Capitão Kirk da nova versão de Jornada nas Estrelas, e há Jeff Bridges que é sempre uma boa referência.
E o filme mostra a situação atual do país que elegeu Donald Trump, após a crise de 2008, crise da qual o país ainda não se recuperou inteiramente. Lá estão as cidades arruinadas; as propriedades desvalorizadas que são tomadas pelos bancos e postas á venda sem compradores; as empresas financeiras que emprestam dinheiro fácil a juros extorsivos; e os campos que não geram comida, mas petróleo.
O filme é bom. Seria o meu candidato ao Oscar de melhor filme. Infelizmente não ganhou nenhum prêmio, talvez pela carga de denúncias que foram citadas no parágrafo anterior. Quem sabe?

12/04/2017.
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário